A dama do cemiterio

A dama do cemitério

-Plena sexta feira a noite e Paulo quer comemorar, e está se divertindo no centro da cidade junto com outras pessoas, quando encontra uma linda mulher, branca, cabelos pretos e corpo escultural, a mulher mais linda que ele já viu.

Ele toma coragem e resolve paquerar a tal mulher. Conversa vem conversa vai, quando o relógio do igreja bate meia-noite. Dentro desses minutos ele se aproxima para beija-lá ele a toca e sente que ela está gelada. Mais não liga. A linda mulher o interrompe e diz que necessita ir embora, pois sua hora chegou. Ela segue seu caminho, ele de tanta curiosidade vai segui-la. Sua perseguição acaba no cemitério municipal que era logo alí, bem perto, quando a vê entrando no cemitério. Ele acha estranho uma mulher linda como aquela entrar no cemitério e retorna.

O jovem rapaz intrigado com o fato fica parado uns instantes pensando. Depois caminha em direção aos colegas e comenta: Nossa! Eu estava me dando bem com aquela gata, mas ela saiu de repente... Um dos amigos questiona: Quem?...Não vi ninguém...Só te vi de relance parado ali na frente perto da igreja...sozinho! Paulo estava confuso com o que o colega dele falou. E comentou mais: Cara! Você não viu mesmo? Ela é linda, estava de vestido branco, nos beijamos, de repente ela saiu fora e entrou no cemitério. O colega de Paulo não da muita importância e diz: Vai ver você ficou com uma garota gótica atípica que usa branco. Elas costumam ficar no cemitério…vai lá procura-la Paulo ficou pensativo, percebeu quem seu colega não o levou a sério, mas Paulo percebeu algo. Ela não era gótica exatamente, mas gostava de ficar no cemitério a noite. A noite passou e de madrugada todos foram pra suas casas. Na semana seguinte era sexta feira 13 e Paulo foi convidado pra uma festa na casa de um amigo. A noite, la pelas 23:00, Paulo sai de casa para a festa e vai caminhando tranquilo sozinho, quando percebe que logo a frente estava o portão do cemitério, onde a loira havia entrado na outra noite. Paulo para em frente ao portão que sempre estava aberto. Neste momento, ele olha a escuridão dentro das ruas do velho cemitério da cidade e resolve entrar. Paulo foi passando pelo portão e caminhou um pouco até onde havia certa luz ainda e parou, ficou olhando e sentindo medo daquele lugar. De repente viu um vulto entre os túmulos, sentiu um frio na nuca e suas pernas ficaram paralisadas, mesmo com muito medo ele acendeu a luz do celular e foi mais adiante entre os túmulos e ficou parado olhando e procurando algo que ele mesmo não sabia o que seria. Logo, tamanha foi sua surpresa quando viu na luz do luar uma figura feminina de branco caminhando em direção a ele. Paulo estava com muito medo, mas logo foi se familiarizando com a imagem de uma mulher de branco e cabelos pretos, longos e brilhantes. Ele não teve dúvidas e viu que era a mulher que ele havia beijado na semana passada, então se aproximou dela e ao ver seu sorriso, ele foi ficando calmo e se encorajou e disse a ela: Ola!...Poxa! Você me assustou. Porque gosta de caminhar no cemitério anoite? A mulher calmamente lhe diz: Eu não sei muito bem, mas quando entro no cemitério sinto que estou em casa, sinto estar em paz e as vezes sinto um tormento também, mas não sei te explicar...apenas sinto! Paulo não entende nada, mas de tão feliz por ver aquela linda mulher, prefere desfrutar o momento. Assim fica olhando o rosto delicado e bonito daquela mulher e declamando poemas e versos, ele estava se sentindo romântico e sedutor com toda a atenção que recebia e dos carinhos que ela fazia em seu rosto. O tempo foi passando e houve-se o sino da igreja, pois indicava ser meia-noite em ponto.

Com a luz do luar mais forte sobre eles, estrelas brilhantes no céu negro, uma brisa suave, os dois se abraçaram e se beijaram em plena meia noite. Paulo percebia que o beijo iniciou quente e logo foi ficando frio e mais frio e parecia gelado no fim, sua satisfação pessoal de estar com aquela linda mulher o manteve naquele beijo profundo, molhado e...gelado

Paulo continuou beijando de olhos fechados, enquanto suas mãos deslizavam com toda autoridade sentindo o corpo perfeito coberto pelo vestido fino de seda. Quando o longo beijo terminou, ela tirou o vestido e ficou nua exibindo um corpo escultural iluminado pela luz da lua e das estrelas de um céu limpo.
Nesta noite...tranzamos loucamente. Saimos do romantismo, das gentilezas e entramos num sonho onde eramos selvagens e loucos...

Paulo e a mulher misteriosa que nunca respondia seu nome quando ele perguntava, adormeceram nus ali naquela laje. Passou alguns minutos e já era pouco mais de uma da madrugada e Paulo despertou e ao seu lado estava ela, de costas e com a cabeça sobre seu braço esquerdo. Paulo beijou-lhe a nuca para acorda-la com delicadeza e disse: Ola!... minha princesa...Acorda pra eu te levar na sua casa. Paulo a beija no rosto e sente sua pele gelada, o corpo dela lhe dava arrepios de frio e o silencio da noite já o perturbava. Ele retira o braço delicadamente e continua chamando por minha princesa, mas a mulher gelada não respondia e Paulo começou a ficar preocupado, achou que ela podia estar com algum problema. Ele vestiu suas roupas e virou a mulher de frente pra ele, mas estava muito escuro, não conseguia ver direito seu rosto e se havia expressão quando ele a chamava e a movimentava para acorda-la. Foi de repente que passou uma brisa fria e a lua voltou a iluminar aquela laje, foi nesse momento que Paulo viu o rosto daquela mulher que o seduziu, agora percebia que era um pouco diferente do rosto que ele havia conhecido antes. Foi grande seu susto quando olhou com o auxílio da luz de seu celular o rosto pálido, batom borrado, manchas verdes nas laterais do pescoço branco, olheiras negras ao redor dos olhos, que se abriam lentamente. Paulo estava assustado e perguntou: Moça! Quem é você? Ela olhou em seus olhos e disse: Olhe a lapide do tumulo Paulo se virou, iluminou, olhou para a lapide e viu a foto da moça que ele havia realmente conhecido, seu nome era Melissa, havia falecido a 30 anos, vítima de assassinato.

Paulo ficou atônito e perguntou: Como pode? O que aconteceu com você Melissa? Melissa, calma e serena começa a explicar: Eu fui assassinada por um jovem que tentou abusar de mim, mas na minha reação de defesa, acabei morta por estrangulamento. Eu nunca aceitei o fato de estar morta... O olhar e o semblante de Melissa foram mudando, em meio a suas palavras e sua face estava mais cadavérica e suas palavras mais ásperas. Paulo estava assustado e perguntou: Mas porque você me seduziu, desde a outra sexta você veio a mim, acredito que você me escolheu por Algum motivo...Qual? Com um olhar mórbido Melissa responde: Olhe ao lado da minha sepultura. Veja os túmulos! Está vendo a gaveta aberta e vazia ao lado da minha? Paulo olhou e assustado respondeu: Sim... Melissa disse: Olhe o nome que está na lapide desse tumulo ao lado do meu...olhe! Leia...O que esta escrito? Paulo ilumina a lapide, olha e lê: Paulo de Farias...Car...valho...É meu nome! Paulo assustado indaga de forma agressiva: Melissa! Por que meu nome esta nessa lapide...nesse tumulo ao lado do seu? Um silencio toma conta do local, as nuvens cobrem o céu e quando vem a sombra escurecendo o luar da noite, Melissa friamente responde: Este tumulo é seu Paulo...Eu te escolhi nessa noite pra ficar ao meu lado...pra sempre! No olhar desesperado e apavorado de Paulo, surge uma reação de um grito e a escuridão toma conta do cemitério. No dia seguinte Paulo havia desaparecido e nos dias que se seguiram, seus familiares procuraram em todos os lugares, mas não o acharam. Somente alguns anos depois um amigo de Paulo passando no cemitério vê a lapide com o nome de Paulo de Farias Carvalho e foi investigar com o gerente do cemitério, mas não havia esse registro e depois de muito insistir, abriram investigação e o corpo foi exumado. Assim os amigos e familiares descobriram que Paulo foi misteriosamente assassinado, de forma que nem os legistas e nem a polícia jamais conseguiram entender e seu corpo foi para o jazigo de sua família, mas no dia seguinte o tumulo estava destruído e a polícia buscou vândalos, mas não havia sinal de ninguém na área, os amigos de Paulo voltaram ao tumulo onde ele havia sido enterrado da primeira vez e quando os coveiros abriram a cova...La estava novamente o corpo de Paulo e por ordem da família ali ficou pra descansar pra sempre.

SRH

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