sexta-feira, 26 de junho de 2009

A area de necropsia na midia


O corpo do cantor Michael Jackson, que morreu nesta quinta-feira (25), aos 50 anos, deve passar por uma necropsia nesta sexta-feira (26) que irá determinar a causa de sua morte.


Mesmo com o procedimento marcado para hoje, a conclusão final sobre o que levou o cantor à morte só poderá ser determinada após testes toxicológicos, que costumam demorar dias e, algumas vezes, semanas para serem concluídos.

A polícia de Los Angeles abriu uma investigação para esclarecer as circunstâncias que levaram à repentina morte do cantor, poucos minutos após seu internamento.
"Acredita-se que ele sofreu uma parada cardíaca em casa. Mas a causa da morte é desconhecida até que sejam divulgados os resultados da autópsia", disse o irmão de Michael, Jermaine.

Em conferência de imprensa, um porta-voz do Instituto Médico-Legal afirmou que não há "nenhum sinal de traumatismo exterior nem qualquer indício de que um crime tinha sido cometido."
Os resultados definitivos da autópsia não serão conhecidos antes de "quatro a seis semanas", precisou o porta-voz, Craig Harvey, acrescentando que "o médico legista pediu outras análises, entre elas, a de toxicologia."

Tipos de mortes

Quanto à realidade:

morte real
morte aparente
1. Morte Real

O conceito de morte, interessando a áreas tão diversas das ciências biológicas, jurídicas e sociais, está longe de ter um consenso quanto ao momento real de sua ocorrência. É que a morte, observada desde o ponto de vista biológico, e atentando-se para o corpo como um todo, não é um fato único e instantâneo, antes o resultado de uma série de processos, de uma transição gradual.

Com efeito, levando-se em consideração a diferente resistência vital das células, tecidos, órgãos e sistemas que integram o corpo à privação de oxigênio, forçoso é admitir que a morte é um verdadeiro "processo incoativo", que passa por diversos estágios ou etapas no devir do tempo.

Cada campo do conhecimento e cada ramo da medicina acabaram por tomar um momento desse processo, adotando-o como critério definidor de morte. A Medicina Legal, teve de adotar uma determinada etapa do citado processo como o seu critério de morte e, para tanto, optou pela etapa da morte clínica.

Até não há muito tempo, uma das grandes questões era poder determinar se uma pessoa, realmente, estava morta ou se se encontrava em um estado de morte aparente. Tudo isto visando evitar a inumação precipitada, que seria fatal nesta última situação. O fato assumiu tal importância que chegou a influenciar aos legisladores que acabaram por colocar, na legislação adjetiva civil, prazos mínimos para a implementação de certos procedimentos como a necrópsia e o sepultamento.

O aparecimento das modernas técnicas de ressuscitação e de manutenção artificial de algumas funções vitais como a respiração - respiradores mecânicos, oxigenadores - e a circulação - bomba de circulação extracorpórea - mesmo na vigência da perda total e irreversível da atividade encefálica, criou a necessidade de rever e readaptar os critérios de morte.

A atividade neurológica é a única das funções vitais que, até o presente momento, não teve condições, em que pesem os avanços tecnológicos, de ser suplementada nem de ter suas funções mantidas por qualquer meio artificial. Daí que os seus prejuízos, sua irrecuperabilidade ou a sua extinção sejam, praticamente, sinônimos da própria extinção da vida.

Mas, e quiçá por isso mesmo, é a nível neurológico que ocorrem os mais variados e sutis estados intermediários entre a vida e a morte, denominados "estados fronteiriços".

Alguns destes "estados fronteiriços" se encontram mais próximos da morte, como aqueles chamados "estados de vida parcial", como os "comas ultrapassados" (carus ou "coma dépasé"), com desaparecimento da vida de relação e conservação da vida vegetativa; de duração variável, como os sub-crônicos ou "prolongados", com duração superior a três semanas, e os crônicos ou irreversíveis. Outras formas, contrariamente, se encontram mais próximas da vida como os denominados estados de "morte aparente".



2. Morte Aparente

A morte aparente pode ser definida como um estado transitório em que as funções vitais "aparentemente" estão abolidas, em conseqüência de uma doença ou entidade mórbida que simula a morte. Nestes casos que, também podem ser provocados por acidentes ou pelo uso abusivo de substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC), a temperatura corporal pode cair sensivelmente e ocorre um rebaixamento das funções cardio-respiratórias de tal envergadura que oferecem, ao simples exame clínico, a aparência de morte real.

É inconteste que, neste quadro, a vida continua sem que, contudo, se manifestem sinais externos: os batimentos cardíacos são imperceptíveis, os movimentos respiratórios praticamente não são apreciáveis, ao tempo que inexistem elementos de motricidade e de sensibilidade cutânea.

Assim, a denominada tríade de Thoinot define, clinicamente, o estado de morte aparente: imobilidade, ausência aparente da respiração e ausência de circulação.

A duração deste estado foi um dos elementos que mais aguçou a curiosidade dos pesquisadores. Historicamente, surgiram opiniões das mais dispares, indo desde alguns minutos até dias de morte aparente.

A causalidade permite distinguir as seguintes formas de morte aparente:

Sincopal. É a mais freqüente das causas, resultando, em geral, de uma perturbação cardiovascular central e/ou periférica, bem como por perturbações encefálicas e/ou metabólicas.

Histérica (Letargia e Catalepsia). As crises histéricas ocupam o segundo lugar em freqüência na produção de estados de morte aparente. O termo genérico letargia designa todos os estados de sopor de longa duração, acompanhados de perda de movimentos, sensibilidade e consciência, que podem ser confundidos com a morte real.

Asfíctica. É também uma das causas assaz freqüente de morte aparente. Manifesta-se sob duas formas: mecânica, quer com via aérea livre, quer com via obstruída, e não mecânica, asfixia de utilização ou histotóxica (absorção de CO, cianuretos e venenos meta-hemoglobinizantes).

Tóxica. Compreende a anestesia e a utilização de morfina ou outros alcalóides do ópio (heroína) em doses tóxicas.

Apopléctica. É causada pela congestão (ingurgitação) e hemorragia no território de uma artéria encefálica (em geral a lentículo-estriatal). É mais freqüente em pacientes com antecedentes de hipertensão arterial essencial, mas também pode observar-se em outros quadros:

Traumática. Que ocorre em casos em que se produzem outros efeitos gerais simultâneos, como:

Elétrica (por eletroplessão ou fulguração). Pode observar-se nos atingidos por descargas de eletricidade comercial e que sobrevivem, quedando em um estado de morte aparente. A mesma coisa pode ser vista em pessoas afetadas pela indução de descargas de eletricidade natural (quero-aurántica) - fulguração - em uma área de 30 a 60 metros de diâmetro, em torno do ponto da faisca.

Térmica (termopatias e criopatias). A morte aparente, nestes casos, sobrevem quando falham os mecanismos de regulação da temperatura corporal decorrentes de um desequilíbrio no nível de combustão intraorgânica. As termopatias soem ocorrer nos casos de "golpes de calor" hipertérmicos ou de hiperpirexia, com retenção calórica. É uma ocorrência mais freqüente no verão ou em regiões com altas temperaturas e elevada taxa de umidade relativa ambiente, em pessoas com patologias pré-existentes ou sem elas, velhos e crianças, mais sensíveis ao calor. Também podem observar-se com freqüência em certas atividades ou profissões submetidas à intermação (mineiros, foguistas, caldeireiros, cozinheiros etc.) e na intoxicação anfetamínica.

A morte aparente por criopatia ocorre quando há hipotermia global aguda. Observa-se com freqüência em ébrios que dormem ao relento, nos quais a vasodilatação periférica aumenta a perda calórica, facilitando a hipotermia; também nas crianças desabrigadas na época invernal; nos acidentes com queda das vítimas ao mar (pilotos, náufragos); e até por causa iatrogênica (transfusões de sangue frio). O estado de morte aparente pode instalar-se quando a temperatura central diminui abaixo dos 32ºC.

Causas gerais. A morte aparente pode observar-se em algumas formas terminais de cólera, na eclâmpsia durante o período comatoso, e em algumas formas de epilepsia.


Quanto à Rapidez:

morte rápida
morte lenta


3. Morte Rápida

Denomina-se morte rápida ou súbita aquela que, pela brevidade de instalação do processo - desde segundos até horas - não possibilita que seja realizada uma pesquisa profunda e uma observação acurada da sintomatologia clínica, hábil a ensejar um diagnóstico com certeza e segurança, nem poder instituir um tratamento adequado e, muitas vezes, sequer elidir se houve ou não violência.

Muita polêmica tem sido criada em torno da valoração da duração do período premortal, isto é, do lapso transcorrido entre a ação da causa desencadeante e a morte propriamente dita.

4. Morte Lenta

Recebe o nome de morte lenta ou agônica aquela que, em geral, vem de maneira esperada, devagar, significando a culminação de um estado mórbido, isto é, de uma doença ou da evolução de um traumatismo.

Afora as características e dados que eventualmente aflorem do exame perinecroscópico, alguns dos quais podem apontar para morte rápida - como, e. g. espasmo cadavérico - outros também podem orientar no sentido de uma morte lenta, demorada, ponto final de uma longa agonia, tal o caso da emaciação, da caquexia, da presença de extensas escaras de apoio, entre outros.

Contudo, desde o ponto de vista médico-legal, e em persistindo dúvidas, o diagnóstico diferencial entre morte rápida e morte lenta, se baseia em docimasias químicas ou histoquímicas, isto é, na pesquisa do glicogênio e da glicose no fígado, e na constatação da adrenalina ou do pigmento feocrômico nas supra-renais. As várias provas que existem em tal sentido se embasam no maior consumo ou gasto de citadas substâncias durante o demorado processo agônico, gasto este que se não observa, dada a rapidez do processo, na morte súbita.

Quanto à Causa:



Morte Natural
Morte Violenta: homicídio, suicídio, acidente
Morte Duvidosa: súbita, sem assistência, suspeita
5. Morte Natural

É aquela que sobrevem como conseqüência de um processo esperado e previsível como, por exemplo, com o decorrer do tempo, quando é de se prever que o envelhecimento natural, com o esgotamento progressivo das funções orgânicas, que se acompanham de processos de involução, esclerose e atrofia de órgãos e sistemas, levará à extinção da vida.

Em outros casos, o óbito é um corolário de uma doença interna, aguda ou crônica, a qual pode ter acontecido e transcorrido sem a intervenção de qualquer fator externo ou exógeno. É evidente que, "strictu senso", a causa do óbito não é "natural" e sim patológica, isto é, como conseqüência de uma doença ou de uma degeneração. Todavia, o uso habitual do termo, considera este tipo de morte como "natural", uma vez que tanto a sua causa, quanto o seu desenlace, soem ocorrer de forma espontânea, como evolução natural e previsível do processo mórbido.

6. Morte Violenta

No extremo diametralmente oposto das mortes naturais, encontramos as mortes de causa violenta: homicídios, suicídios e acidentes. Nestes casos, muito embora a causa final do decesso possa ser previsível, e. g. anemia aguda por hemorragia aguda traumática, na gênese do processo e como causa primeira, existe a violência (lat. violentia, e este de vis, força), isto é, um fenômeno no qual, de uma ou outra forma, interveio a força como causa desencadeante.

Estas são também denominadas mortes médico-legais, porquanto no seu estudo e apreciação, deve mediar a intervenção médica e judicial, ambas agindo em benefício da segurança coletiva e como tutela dos bens jurídicos da sociedade.

7. Morte Duvidosa: Morte Súbita

Como já vimos, denomina-se morte súbita aquela que, pela brevidade de instalação do processo - desde segundos até horas - não possibilita que seja realizada uma pesquisa profunda e uma observação clínica mais demorada, hábil a ensejar um diagnóstico com certeza e segurança. Tampouco oferece chances para poder instituir um tratamento adequado e, é por isso que toma ao paciente, sua família e relações, de surpresa. O termo morte súbita tem uma dupla conotação:

1) objetiva, a rapidez com que ocorre o óbito,

2) subjetiva, caráter inesperado, inopinado, com que se dá o decesso.

Existem três critérios hábeis para definir uma morte como inopinada, a saber:


período pré-mortal - ou seja a rapidez entre a causa desencadeante e o óbito - estimado de minutos a horas é aquele que, por sua brevidade, não permite identificar uma sintomatologia clínica utilizável para um diagnóstico seguro, nem realizar um tratamento de acordo ou descartar uma violência.

Estado de saúde prévio ou curso de uma doença não grave, incapaz de levar ao óbito em prazo breve. A morte, assim, é inesperada. O "inopinado" do fato é o que levanta a dúvida.

Aspecto de morte natural, sem elementos de violência.


Destarte, a morte súbita ou inesperada, implica na morte de um sujeito em bom estado de saúde aparente, com agonia breve e que, pelo seu caráter inopinado, desperta dúvidas médico-legais quanto à sua causa jurídica.

Como se vê, pois, a morte pode ser súbita, mas esperada, isto é, pode encontrar-se dentro das previsões de quem conhecesse o real estado de alguma patologia da qual a vítima fosse portadora, e. g. úlcera péptica, não tratada, que se perfura causando hemorragia fulminante. Tal caso, muito embora possa ser rotulado de morte súbita, também foge, completamente, da alçada médico-legal.

Todavia, se a patologia do paciente fosse desconhecida pelos seus familiares, então, essa morte súbita deixa de ser um fato previsível, esperado pelas relações, para transformar-se em um fato inesperado e inexplicável que, destarte, tornará a morte suspeita para eles, exigindo - (o que seria totalmente prescindível e desnecessário) - a intervenção do médico legista.

É evidente que a conotação de inesperado ou inexplicável de um óbito, é diferente para os populares leigos, que para o médico assistente. Com efeito, eis que para este último, a morte, em que pesem os tratamentos instituídos, pode acontecer em questão de umas poucas horas, face a gravidade do quadro. Assim, para a família, esta morte poderá ser súbita e inesperada, não assim para o médico assistente, para quem o decesso poderia ser esperado e, muito embora ocorrido em curto lapso, isto é, de forma rápida, não será súbito.

Em algumas condições, pois, proceder-se-á à perícia médico-legal da qual poderá resultar o diagnóstico final sob a forma de uma das seguintes hipóteses:


Causa, Com Certeza, da Morte: Quando os achados da necrópsia são absolutamente incompatíveis com a vida (e. g. ruptura de aneurisma de aorta).
Causa Sugestiva da Morte: Os achados da necrópsia não são, necessariamente, incompatíveis com a vida mas, na ausência de outros dados, explicam o óbito (e. g. hipertrofia concêntrica do miocárdio, pneumonia lobar).

Causa Compatível com a Morte: Decorre mais da análise das informações clínicas colhidas na anamnese familiar, existindo ou não achados da necrópsia ou nos exames complementares que possam ser correlacionados com os dados obtidos sobre a doença (e. g. um paciente com epilepsia, no qual, eventualmente poderá ser encontrado um tumor cerebral compatível com o óbito).

Causa Indeterminada da Morte: São aqueles casos em que, nem as informação colhidas, nem os achados da necrópsia, apontam para uma causa provável que determinara a morte. Daí que se diga que a morte resultou de causa indeterminada. Corresponde as denominadas coloquialmente de autópsias brancas.

Causa Violenta da Morte: Quando os achados da necrópsia, realizada em um suposto caso de morte natural súbita e inesperada demonstram que, mesmo na ausência de dados de anamnese ou de sinais externos de violência, o exame necroscópico acaba revelando uma causa violenta.



8. Morte Duvidosa: Morte sem Assistência

As maiores dúvidas que suscita este tipo de óbito se relacionam com o fato de ocorrer sem testemunhas, em locais isolados ou em pessoas que moram sozinhas ou, pelo menos, que no momento da morte não havia ninguém na residência, e que tampouco procuraram por auxílio.

Nestas circunstâncias, não há qualquer orientação diagnóstica e via de conseqüência deverá proceder-se à necrópsia como forma possível de determinar a "causa mortis", tanto médica quanto jurídica, elucidando se se trata de morte de causa natural ou foi produzida mediante violência.

Por estas razões, a medida mais correta, é proceder ao exame necroscópico, incluindo o exame toxicológico das vísceras, desde que nenhuma outra causa de morte natural exsurja, quer da perinecroscopia, quer da própria necrópsia.


9. Morte Duvidosa: Morte Suspeita

Rotula-se como morte suspeita aquela que, mesmo com testemunhas, e com alguns dados de orientação diagnóstica, se mostra duvidosa quanto à sua origem, logo desde a investigação policial sumária, quer por atitudes estranhas do meio ambiente, quer por indícios que impedem descartar de plano a violência (possibilidade de intoxicação, presença de ferimentos etc.).

Sua freqüência é bastante elevada, e de acordo com estatística realizada na Cidade de São Paulo, onde foi observada uma incidência da ordem de 69,41 % de mortes de causa natural definida e de 18,53 % de mortes de causa violenta, sendo que os restantes 12,06 % são casos de morte de causa indeterminada.

A necrópsia deve ser precedida da colheita de informações, anamnese familiar, exame das vestes e dos documentos, onde podem encontrar-se dados de valor diagnóstico (e. g. carta de suicídio, bilhetes anônimos, contas a pagar etc.) que ajudam a orientar se estamos em presença de um caso de morte súbita, de causa natural ou violenta.

Esta diagnose da "causa mortis" - natural ou violenta -, em nosso meio, tanto mais se aproximará da realidade quanto maior seja o número de informações que se possam coligir no exame necroscópico "lato sensu" e que implicam no exame do estado das vestes, os vestígios de cabelos ou pelos, as manchas de líquidos e secreções humanas (sangue, esperma, saliva), o exame das lesões corporais mínimas (escoriações em volta do pescoço, narinas e boca, petéquias palpebrais ou subconjuntivais, lesões peri ou intravaginais ou anais), a minudente autópsia acompanhada, conforme o caso, de exames toxicológicos (dosagem alcoólica, venenos nas vísceras e secreções), seguida dos exames microscópicos ou outros exames complementares, incluindo a pesquisa de reação vital, macro e microscópica, nas lesões.



PROVAS DE CESSAÇÃO DA VIDA

O diagnóstico da morte não é subjetivo mas se baseia no estudo de uma série de fenômenos objetivos, mais ou menos imediatos, que ocorrem no corpo. Estes fenômenos podem ser, esquematicamente, divididos em dois grandes grupos, a saber:

a) Sinais de cessação da vida ou sinais abióticos;

b) Sinais positivos de morte ou fenômenos cadavéricos.

Tipos de necropsias: SVO/IML

Os corpos são encaminhados para:
SVO:- mortes naturais;- quando o médico não dá o atestado de óbito por desconhecer a causa.

IML:- todas as mortes violentas;- todas as mortes acidentais;- todas as mortes por afogamento e estrangulamento;- todas as mortes produzidas por armas de fogo, objetos cortantes, queimaduras, eletricidade;- todos os homicídios e suicídios;- todas as mortes de suspeitas de envenenamento

tecnicas

Na prática da autópsia,há muito respeito pelo cadáver,é feita com higiene e em salas iluminadas e apropriadas.
Cada serviço de Patologia tem sua própria técnica de necrópsia, que na verdade é variante de uma das quatro técnicas básicas - de Virchow, Ghon, M. Letulle e de Rokitansky.

  • Na de Virchow os órgãos são retirados um a um e examinados posteriormente;
  • na de Ghon, a evisceração se dá através de monoblocos de órgãos anatomica e/ou funcionalmente relacionados;
  • na de M. Letulle o conteúdo das cavidades torácica e abdominal é retirado em um só monobloco,
  • e na de Rokitansky os órgãos são retirados isoladamente após terem sido abertos e examinados "in situ".

O conhecimento das diferentes técnicas é importante para fornecer ao patologista e ao técnico outras opções de manipulação do corpo em situações especiais, onde a técnica habitualmente empregada é impraticável.
Uma autópsia pode durar de 1 a 4 horas, dependendo das condições do corpo, como por exemplo hérnias, lesões, pneumotórax, enfisema subcutâneo e adesões particularmente entre as alças intestinais.

procedimentos da necropsia/autopsia

exame externo do cadáver;
abertura das cavidades craniana, torácica, abdominal e pélvica com exame "in locu" dos respectivos órgãos;
retirada dos órgãos das cavidades, dos órgãos do pescoço e do retroperitônio, com avaliação macro e microscópica;
lavagem e fechamento do corpo, deixando-o à disposição da funerária, juntamente com o Atestado de Óbito, preenchido pelo médico contendo a causa da morte;
No mesmo dia, ao final da autópsia, é elaborado um Relatório macroscópico preliminar, com os principais achados do exame.
O Relatório Final da Autópsia com os diagnósticos macro e microscópicos deve ser elaborado e liberado em torno de 60 dias

necropsia e autopsia

Uma autópsia, também conhecida como necropsia, é um procedimento médico que consiste em examinar um cadáver para determinar a causa e modo de morte e avaliar qualquer doença ou ferimento que possa estar presente.

Devido ao prefixo auto, que inicia a palavra, muitos atribuem o significado da palavra autópsia a um exame em si mesmo, julgando incorreto o uso em exames após a morte. Para esses, a palavra necrópsia deve ser utilizada no lugar.

Outros alegam que a interpretação do prefixo está errada, devendo ser vista como "a espécie humana realizando um exame em um da sua espécie"sendo auto.
Há nove formas em uso atualmente: autopse, autópsia, autopsia, autoscópia, autoscopia, necropse, necrópsia, necropsia e necroscopia.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Postura profissional



Envolve desde uso correto dos EPIs até o trato com familiares.

O profissional necropsista deve ter postura seria, calmo, mostrar simpatia e tranquilidade se precisar se comunicar com familiares do obto. Ser claro e só dizer o que o medico estiver ciente. Não deve falar da necropsia e nem sugerir serviços especiais; tais serviços são de pedido e desejo dos familiares e se envolver algum procedimento invasivo, tanto o medico ptologista como o administrador da instituição devem estar cientes. O tecnico pode realisar trabalhos extras gratuitos ou remunerado, desde que seja algo dentro do respeiro da dor da familia. O profissional necropsista não é um ser de ferro ou gelo, é uma pessoa com sentimentos e tem familia tambem. Existe uma dificuldade em conhecer o trabalho e o perfil do necropsista tanto de SVO como os de IML.

O necropsista é um profissional com bons conhecimentos teoricos e praticos na sua area de atuação.

Deve respeitar e ser respeitado pela sociedade.

Sergio

Tutorial 1: conhecimentos tecnicos basicos

Conteudo de conhecimento tecnico minimo que o necropsista deve ter inclui:

Noções gerais de anatomia humanas

.Eixos, planos e regiões anatômicas;

Pele e anexos cutâneos;

Ossos e suas posições relativas;

Articulações e seus tipos;

Músculos: principais grupos e suas funções;


Sistema nervoso;

Sistema Cardiovascular;

Sistema Disgestório;

Sistema Urinário;

Sistemas Genitais Masculino e Feminino.

Noções de organização do laboratório de anatomia e necrópsia.

Identificação geral e manuseio de instrumental básico para dissecação e corte, incluindo estruturas ósseas.

técnicas de abertura das cavidades craniana e medular;

técnicas básicas de abertura e evisceração de cadáver.

Noções básicas das técnicas de preparo e métodos para conservação do
cadáver inteiro, de órgãos e de fragmentos para exame histopatológico.

Substâncias fixadoras: preparo, estocagem e cuidados.

Prevenção de riscos biológicos e químicos na necrópsia .

procedimento em caso de necrópsias de risco (doenças infecciosas ).


Noções de limpeza e higiene do instrumental, recipientes, ambiente (sala, mesas, superfícies
contaminadas).

Higiene pessoal do profissional, uso do equipamento de proteção individual e técnicas de
desinfecção.

Noções de manuseio e destino de resíduos biológicos originários de necrópsia ou da
preparação de peças anatômicas.

Riscos de acidentes no trabalho e sua prevenção.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Compreendendo o momento

O Eu diante da Morte
De um modo geral, descontando as defesas das reflexões zen, das meditações transcendentais e de toda sorte de subterfúgios do medo e do temor do nada, a idéia da morte nos remete aos sentimentos de perda, portanto, em tese, nos desperta sentimentos dolorosos. Trata-se de uma espécie de dor psíquica, a qual muitas vezes acaba também gerando dores físicas, ou criando uma dinâmica incompreensível para quem a vida continua sorrindo.
Poderíamos dizer que na Depressão, o tema morte está mais presente, seja o medo dela, seja a vontade de que ela aconteça casualmente ou, mais grave, sob a forma de ideação suicida. De qualquer forma, pensa-se na morte e, como não poderia deixar de ser, acompanha sentimentos dolorosos. Essa é uma dor psíquica, naturalmente movida por sentimentos de tristeza, de finitude, de medo, de abandono, de fragilidade e insegurança.
Na espécie humana a dor psíquica diante da morte pode ser considerada fisiológica, mas sua duração, intensidade e resolução vão depender, muito provavelmente, de como a pessoa experimentou a vida. Diz um ditado: “teme mais a morte quem mais temeu a vida”.
Durante a fase de enfrentamento da morte, o paciente é estimulado a profundas reflexões sobre a própria vida; se lhe foi satisfatória sua trajetória de vida, se houve algum desenvolvimento emocional, se pode criar vínculos afetivos fortes e permanentes, se ele pode auxiliar a outros seres humanos. Orientado psicologicamente (cognitivamente) poderá ser possível que, apesar de doloroso, esse momento possa ter um importante e saudável balanço emocional.

Os 5 Estágios da Dor da Morte
A reação psíquica determinada pela experiência com a morte foi descrita por Elisabeth Kubler-Ross como tendo cinco estágios (Berkowitz, 2001):

-Primeiro Estágio: negação e isolamento
A Negação e o Isolamento são mecanismos de defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desses mecanismos de defesa dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

-Segundo Estágio: raiva
Por causa da raiva, que surge devido à impossibilidade do Ego manter a Negação e o Isolamento, os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado pela revolta de quem sabe que vai morrer. Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento.
Nessa fase, a dor psíquica do enfrentamento da morte se manifesta por atitudes agressivas e de revolta; - porque comigo? A revolta pode assumir proporções quase paranóides; “com tanta gente ruim pra morrer porque eu, eu que sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto”...
Transformar a dor psíquica em agressão é, mais ou menos, o que acontece em crianças com depressão. É importante, nesse estágio, haver compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva na pessoa que sente interrompidas suas atividades de vida pela doença ou pela morte.

-Terceiro Estágio: barganha
Havendo deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu, a pessoa entra no terceiro estágio; a barganha. A maioria dessas barganhas é feita com Deus e, normalmente, mantidas em segredo.
Como dificilmente a pessoa tem alguma coisa a oferecer a Deus, além de sua vida, e como Este parece estar tomando-a, quer a pessoa queira ou não, as barganhas assumem mais as características de súplicas.
A pessoa implora que Deus aceite sua “oferta” em troca da vida, como por exemplo, sua promessa de uma vida dedicada à igreja, aos pobres, à caridade ... Na realidade, a barganha é uma tentativa de adiamento. Nessa fase o paciente se mantém sereno, reflexivo e dócil (não se pode barganhar com Deus, ao mesmo tempo em que se hostiliza pessoas).

-Quarto Estágio: depressão
A Depressão aparece quando o paciente toma consciência de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas. Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou, agredir e se revoltar também não, fazer barganhas não resolveu. Surge então um sentimento de grande perda. É o sofrimento e a dor psíquica de quem percebe a realidade nua e crua, como ela é realmente, é a consciência plena de que nascemos e morremos sozinhos. Aqui a depressão assume um quadro clínico mais típico e característico; desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro, etc.

-Quinto Estágio: aceitação
Nesse estágio o paciente já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento de repouso e serenidade antes da longa viagem.
É claro que interessa, à psiquiatria e à medicina melhorar a qualidade da morte (como sempre tentou fazer em relação à qualidade da vida), que o paciente alcance esse estágio de aceitação em paz, com dignidade e bem estar emocional. Assim ocorrendo, o processo até a morte pôde ser experimentado em clima de serenidade por parte do paciente e, pelo lado dos que ficam, de conforto, compreensão e colaboração para com o paciente.

O trabalho com morte

Já viste, numa tarde de Outono, cair as folhas mortas? Assim caem todos os dias as almas na eternidade. Um dia, a folha caída serás tu. (Josemaria Escrivá)

Vi homens que sorriam com grande paz no meio da dor provocada pela cegueira, pela paralisia, pelo desemprego, por um cancro, pela morte de alguém muito querido. E vi pessoas - fisicamente saudáveis, sem inimigos, sem dificuldades exteriores - intimamente desfeitas pelo peso da culpa, pela perda da esperança, pela recusa de amar.Estou convencido de que somos o nosso pior inimigo. Aquilo que vem de fora toca-nos na periferia, mas não penetra no interior da cidadela. Aquilo que fazemos, porém, alcança o núcleo do nosso ser.(Paulo Geraldo)

Com a morte diante dos olhos a questão do significado da vida torna-se inevitável.(Bento XVI, Spes Salvi)

Ao pensar na morte, seja a simples idéia da própria morte ou a expectativa mais do que certa de morrer um dia, seja a idéia estimulada pela morte de um ente querido ou mesmo de alguém desconhecido, o ser humano maduro normalmente é tomado por sentimentos e reflexões.
As pessoas que se regozijam em dizer que não pensam na morte, normalmente têm uma relação mais sofrível ainda com esse assunto, tão sofrível que nem se permitem pensar a respeito.
Esses pensamentos, ou melhor, os sentimentos determinados por esses pensamentos variam muito entre as diferentes pessoas, também variam muito entre diferentes momentos de uma mesma pessoa. Podem ser sentimentos confusos e dolorosos, serenos e plácidos, raivosos e rancorosos, racionais e lógicos, e assim por diante.
Enfim, são sentimentos das mais variadas tonalidades.Isso tudo pode significar que a morte, em si, pode representar algo totalmente diferente entre as diferentes pessoas, e totalmente diferente em diferentes épocas da vida de uma mesma pessoa.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Lavagem do corpo

Visão Histrica

O homem foi criado à imagem de DEus, e na morte o corpo ainda conserva a unidade daquela imagem. Não se pode cometer violência à forma humana nem mesmo quando o sopro de vida expirou. O Judaísmo exige respeito pelo homem total, corpo e alma. O valor da integridade do homem não pode ser comprometido, nem na morte.

Lavagem é um tributo que prestamos ao morto. A origem desta tradição milenar se encontra no Livro de Eclesiastes: "Assim como veio, assim retornará."Da mesma forma como um recém-nascido é imediatamente lavado ao ingressar neste mundo fisicamente limpo e espiritualmente puro, assim também aquele que parte é simbolicamente purificado através do ritual da tahará ("purificação").

Serviço de necropsia

  • A necropsia não serve apenas para identificar a causa do óbito, como muitos pensam, ela tem diversas outras funções:
    -Controle de qualidade do diagnóstico e do tratamento, através do conhecimento, por parte da equipe que atendeu o paciente, dos achados da necropsia, visando identificar possíveis falhas e suas causas, buscando sua correção, para que não se repitam em outro paciente.
    Fonte de informação para a Secretaria de Saúde, permitindo a feitura de estatísticas precisas sobre as doenças mais freqüentes, o que influi na política de saúde do Estado e do Município.
    -Material para ensino dos médicos residentes, alunos e professores. A correlação clínico-patológica realizada durante todas as etapas da necropsia é um excelente exercício, constituindo a maior fonte de ensinamento em Patologia.
    -Material para pesquisa científica.
    -Reconhecimento de novas doenças e de novos padrões de lesão.
    -Reconhecimento do efeito do tratamento na evolução da doença.
    -Esclarecimento de casos sem diagnóstico clínico firmado ou naqueles em que a morte do paciente foi inesperada.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Calma e paciencia para aprender


Aprener a entender anatomia é complicado. Cosseguir entender anatomia para achar causa da morte leva algum tempo.

O coração é um exemplo. É preciso saber muito e anatomia cardiovascular para entender e fazer a maioria dos procedimentos.

domingo, 7 de junho de 2009

Estudo e dedicação


Ser um necropsista/anatomista é ter desejo pelo conhecimento. Não se pode ser um profissional de valor nessa area se não tiver conteudo tecnico. Estudar e se dedicar faz parte da nova fase desses profissionais, que agora em pleno seculo 21, estão num mundo moderno onde saber sobre informatica, teorias anatomicas e fisiopatologicas, tecnicas com uso de materiais variados, etc...Enfim o mundo não comporta profissionais sem comportamento etico e ecologico. A nova fase que esta surgindo ira descartar profissionais sem visão e adequação tecnica.

Estude sempre!



video

links, videos e fotos de apoio

http://video.google.com/videosearch?q=anatomia&hl=pt-BR&um=1&ie=UTF-8&ei=5z8sSrGzJNHBtwfd9rWmCA&sa=X&oi=video_result_group&resnum=10&ct=title#

Oração do cadaver de estudo

"Ao te curvares com a rígida lâmina de teu bisturi
sobre o cadáver desconhecido,
lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas,
cresceu embalado pela fé e pela esperança daquela que em seu seio o agasalhou.
Sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens.
Por certo amou e foi amado, esperou e acalentou um amanhã feliz e
sentiu saudades dos outros que partiram.
Agora jaz na fria lousa, sem que por ele se tivesse derramado uma lágrima sequer,
sem que tivesse uma só prece.
Seu nome, só Deus sabe.
Mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir à humanidade.
A humanidade que por ele passou indiferente"

(Rokitansky, 1876)

sobre a doação de corpos para estudo

A legislação atual dispõe sobre a utilização de cadáveres para fins de estudos ou pesquisas científicas. A lei 8.501/92, em seu art.2º, diz: "o cadáver não reclamado junto às autoridades públicas, no prazo de trinta dias, poderá ser destinado às escolas de medicina, para fins de ensino e de pesquisa de caráter científico".

Estudo dirigido

Sugiro estes temas para inicio.

Generalidades de Anatomia:
Descreva a posição anatômica.
Cite os níveis de constituição geral do corpo humano.
Como se divide o corpo humano?
Descreva as posições prona, supina e de Trendelenburg.
Cite os quadrantes abdominais e sua importância clínica.
Defina plano sagital mediano e paramediano.
Escolha 2 termos de comparação e explique.
Explique plano de secção Horizontal.
Explique o plano de secção Coronal.
Diferencie os termos: mediano, médio e medial.
Explique o plano de secção frontal.
Explique os termos proximal e distal.
Diferencie os termos superficial e profundo.
Defina dois planos anatômicos e explique-os.
Caracterize os termos resultante de um plano seccional do tipo sagital paramediano.

Sistema Esquelético:
Conceitue osso e cartilagem.
Cite 3 funções do sistema esquelético.
Como se divide o esqueleto? O que encontramos em cada parte?
Defina osso pneumático. Dê um exemplo.
Defina osso plano. Dê um exemplo.
Defina osso curto. Dê um exemplo.
Defina osso longo. Dê um exemplo.

Sistema Muscular:
Conceitue músculos.
Qual a função dos músculos?
Defina músculos superficiais.
Deferencie músculos longos, curtos e largos.
Caracterize músculos estriados quanto à situação.
Caracterize músculos estriados quanto à disposição da fibra.
Cite e caracterize os tipos de músculos.
Qual a diferença emtre ventre muscular e tendão?
O que é aponeurose?

Sistema Cardiovascular:
Qual a principal função dos sistema cardiovascular?
Explique as circulações pulmonar e sistêmica.
Onde termina a circulação pulmonar?
Quais cavidades cardíacas estão relacionadas com a circulação sistêmica?
Quais cavidades cardíacas estão relacionadas com a circulação pulmonar?
Cite duas funções do sangue.
Qual a constituição do sangue?
Diferencie glóbulos vermelhos e brancos.
Cite os ramos terminais da artéria aorta.
O que são plaquetas?
Explique a posição correta do coração.
Qual válvula encontramos na saída do ventrículo direito?
Qual válvula encontramos no ósteo atrioventrícular direito?
Qual válvula encontramos no ósteo atrioventricular esquerdo?
Qual válvula encontramos na saída do ventrículo esquerdo?

Sistema Linfático:
Cite as estruturas que pertencem ao sistema linfático.
Qual a função do sistema linfático?
O que é linfa?
Qual a composição da linfa?
Explique a localização do baço.
Cite algumas funções do baço.
O que são linfonódos?
Quais tipos de células são armazenados nos linfonódos? Qual a função dessas células?

Sistema Respiratório:
Qual a função do sistema respiratório?
Cite as estruturas pertencentes ao trato respiratório superior.
Quais são os orifícios anteriores e posteriores localizados nas cavidades nasais?
Quais estruturas são encontradas nas paredes laterais da cavidade nasal?
Quais ossos formam o nariz?
Cite os 4 seios paranasais.
Quais são as subdivisões da faringe? Cite os limites e as estruturas de cada parte.

Sistema Digestório:
Quais estruturas fazem parte do sistema digestório? Quais são os órgãos acessórrios?
Quais as funções do trato digestório?
O processo de ingestão ocorre com a entrada do alimento em qual estrutura?
Explique o processo de deglutição.
Cite os limites da boca.
Cite as 2 partes da cavidade da boca.
Como chama-se a parte mole do teto da boca?
Diferencie a arcada dentária de uma criança e de um adulto.
Cite o nome dos dentes encontrados na arcada dentária adulta.
Cite duas funções da língua.

Sistema Genito-Urinário:
Cite os órgãos do sistema urinário e suas funções.
Descreva a posição correta dos rins no corpo humano.
Qual a diferença entre o o rim direito e o esquerdo?
Descreva a anatomia interna dos rins.
O que são néfrons? Quais são seus principais componentes? Onde estão localizados?
Qual a função dos rins?
Cite as duas partes das glândulas supra-renais e os hormônios que cada uma produz.
O que são ureteres?
Quais canais ligam os rins à bexiga?

Sistema Nervoso:
Qual dos folhetos embrionários dá origem ao sistema nervoso?
Explique a formação do tubo neural e da crista neural. A quem esses elementos dão origem?
Cite as vesículas encefálicas primordiais.
Explique o desenvolvimento das estruturas neurais das vesículas encefálicas primordiais até o desenvolvimento completo do sistema nervoso central.
Explique a formação dos ventrículos cerebrais.
Descreva a divisão do sistema nervoso central e periférico baseado em critérios anatômicos e funcionais.

Sistema Tegumentar:
Cite 3 funções da pele.
Quais são as 2 camadas principais da pele?
Caracterize a epiderme e a derme.
Cite as camadas que formam a epiderme.
Explique as 2 camadas de tecido conjuntivo encontradas na derme.
Cite os tecidos que formam a tela subcutânea.
Quais as funções do tecido subcutâneo?
Explique a anatomia da unha.
Quais estruturas formam o pêlo?

modelo de analise

Diagnóstico Clínico:
NECROPSIA

Estado de conservação: Muito Bom ( ) Bom ( ) Regular ( ) Péssimo ( ) Congelado ( )

Estado Nutricional:

Exame Externo (pele e pelagem, casco, massa muscular, mucosas externas)

Cavidades (oral, nasal, anal, ouvido externo)

Exame Interno (tecido subcutâneo, cavidades abdominal e torácica)

Pesagem e obervações:
Respiratório (cornetos, laringe, faringe, traquéia, brônquios, pleura, pulmão, linfonodos mediastínicos)

Coração:
Fígado:
Baço:
Pâncreas:
Digestivo :
Urogenital :
Encéfalo e medula:

Locomotor (osso, músculo, articulações, tendões):

Glândulas (tireóide, adrenal, hipófise)

SUSPEITA DIAGNÓSTICA:

Observações:

Ética

Conceitos éticos para auxiliar/tecnico de necropsia.

Observar:
1)O Necropsista de SVO procurará familiarizar-se com os vários aspectos organizacionais e administrativos do hospital e com dinâmica do setor de trabalho, objetivando uma integração adequada no seu ambiente de trabalho.

2)O Necrópsista, ciente de que o desempenho de sua função requer formação aprimorada, procurará ampliar e atualizar seus conhecimentos técnicos, científicos e do desenvolvimento da própria profissão.

3)O Necrópsista procurará manter relações cordiais, espírito de colaboração e integração com todos os membros da equipe de necrópsia.

4)O Necrópsista guardará segredo sobre fatos que tenha conhecimento no exercício de sua profissão.

5) O Necrópsista colocará seus serviços profissionais à disposição da comunidade em casos de urgência, independentemente de qualquer proveito pessoal.

6)Recusar-se a executar atividades que não sejam de sua competência técnica, científica, ética e legal ou que não ofereçam segurança ao profissional, à pessoa, família e coletividade.

7) Atividades tecnicas de apoio como formorização, tanatopraxia e outras somente podem ser realizadas com autorização administrativa e de familiares por escrito. Somente podem ser cobrados serviços adicionais, se for combinado previamente com familiares.

8) Respeitar, no exercício da profissão, as normas relativas à preservação do meio ambiente e denunciar aos órgãos competentes as formas de poluição e deteriorização que comprometam a saúde e a vida.

9)Desenvolver suas atividades profissionais em condições de trabalho que promovam a própria segurança e a da pessoa, família e coletividade sob seus cuidados, e dispor de material e equipamentos de proteção individual e coletiva, segundo as normas vigentes.

10)Usar de qualquer mecanismo de pressão ou suborno com pessoas físicas ou jurídicas para conseguir qualquer tipo de vantagem.

Introdução conceitual

Introdução
Necropsia (necros = morto + scopion = observar) ou autopsia (auto = si próprio)

Considerada como um dos métodos mais seguros da avaliação da hipótese clínica, no
entanto, em alguns locais, pouco solicitadas.

Constitui um procedimento médico praticadodesde antes de Cristo e que visa analisar as alterações orgânicas após a morte. A primeira permissão para realizar necrópsias foi dada pelo Papa, na França, à faculdade de Montpellier 1374. Até então, os corpos não eram abertos. Contudo, a obrigatoriedade da perícia médica em casos de morte violenta só é decretada, pela primeira vez, pelo códigoBambergense, de 1507, na Alemanha, mas sem evisceração.

A classificação dos tipos de necropsia se subdivide em:
A) forense ou necropsia médico-legal , destinada a identificar o
processo da morte em casos de violência ou duvidosos;
B) VO verificação de óbito, realizada em casos de morte não violenta de pessoas sem acompanhamento médico e a necropsia
hospitalar, realizada por patologistas em pacientes internados falecidos em decorrência de
doenças

Divulgação


Atençao

Estamos ministrando curso de tecnicas de necropsiaaos sabadosCurso voltado a formaçao tecnica e humana de profissionais da area de necropsia.Um curso voltado para novos profissionais ou pessoas q queiram ter uma nova forma de olhar a vida e a morte.

Duração do curso: 10 meses – 8 meses teórico e 2 meses em estágio.

Pré-requisitos: 2º grau completo ou último ano do Ensino Médio e idade mínima 18anos.

Método: Aula expositiva, dinâmica de grupo, psicologia de preparo, abordagem de assunto sobre morte e ética, apresentação de vídeos, estudo com mapas de Anatomia do corpo humano, estudo de casos, retroprojeções, exercícios, avaliações e estágio supervisionado.

Mercado de trabalho: O auxiliar de Necropsia trabalha em hospitais, IML e funerárias.

interessados:Escola Coração de Jesus

Tel: 3483-7749 e 2609-1516

Localidade: São Paulo, SP penha

**** TURMAS de junho ******



conselhos aos futuros profissionais

- Respeito
-Humanização
-ética
-responsabilidade

Quem quer ser um bom profissional precisa ter esses 4 itens bem conceituados.

sábado, 6 de junho de 2009

Incisão

Cenas fortes


video

Cenas da profissão

O primeiro video é de inicio, onde o tecnico ou auxiliar olha o prontuario para verificar se ha alguma descrição de trauma.




video

Uma nova visão da profissão

Você!

Você que é curioso ou gosta dessa area de anatomia e necropsia, deve saber que essa profissão muito antiga carrega a alma da verdadeira ciência. Somos a base dessa revolução medica e biotecnologica. Sem os necropsistas as doenças não seriam descobertas. Somos os donos da sorte ao estarmos ali vivos examinando pessoas como nós mesmo. Estamos com o dom da vida diante do misterio da morte. Essa posição deve ser a nossa visão inicial. Por isso devemos ter respeito com essa arte e ciencia que é a dissecção de cadaveres. Devemos ter a postura de respeito e observação cientifica.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Apresentação

Meu nome é Sergio Ricardo Honorio

Estudante de farmacia
tecnico de patologia clinica e anatomia patologica

Atuo como professor e instrutor da escola de auxiliar de necropsia:
Coração de Jesus
Penha-SP

site: www.escolacoracaodejesus.com.br

Tenho alguns videos demonstrativos no youtube que podem ser acessados.
No site do youtube digite: srhonorio

Atuo na area de treinamento junto com meu socio João Carlos, que tambem ministra aulas. Juntos nos colocamos a disposição de trabalhos diversos na area:

necropsia
tanatopraxia
necromaquiagem
afins