terça-feira, 3 de abril de 2012

Temas de IML: cuidados com o corpo em decomposição

Cuidados com corpo em decomposição

Como acontece a decomposição do corpo humano

Segundo os tanatólogos (estudiosos da morte), os gases resultantes da putrefação dos cadáveres são:
- o gás sulfídrico,
- os mercaptanos,
- o dióxido de carbono,
- o metano,
- o amoníaco

Os dois primeiros são os responsáveis pelos maus odores.
A decomposição ou putrefação (apodrecimento) de um corpo compreende várias fases.


Decomposição
Bactérias, vermes e até substâncias produzidas por nós mesmos dão início ao fim. O cadáver vai ficando escuro e inchado, a pele e os órgãos se desfazem e o cérebro vira um caldo. Depois de algum tempo, não sobra quase nada. A decomposição acontece em duas frentes.

A primeira: o próprio corpo se decompõe. "Quando alguém morre, a oxigenação pára de acontecer e o organismo se desequilibra. Minerais como o sódio e o potássio, importantes para o metabolismo, deixam de ser produzidos. Com isso, as células se desestabilizam e passam a digerir o próprio corpo", diz o fisiologista e professor de medicina legal Marco Aurélio Guimarães, da Universidade de São Paulo (USP).
Ao mesmo tempo, bactérias famintas também entram no banquete. As primeiras a avançarem na carne são as da flora intestinal e da mucosa respiratória, que já vivem no organismo. Para continuarem vivas, essas bactérias invadem os tecidos e os devoram.
Depois disso, as bactérias do ambiente deixam o cadáver irreconhecível. O suculento resto fica para insetos.

Neste contexto Vem algumas dicas que usamos no IML pra enfrentar o odor forte e os vermes e insetos que infestam o cadáver.
• Quem primeiramente examina o corpo são os peritos e colhem resquícios e dados investigativos.

• Depois disso no IML é que se termina os exames com a necropsia. Neste ponto temos que retirar e guardar as vestes.
• Em seguida vamos lavar o cadáver com água abundante retirando o vermes e insetos e ao mesmo tempo observando lesões e perfurações de tiros ou faca.

• Em seguida com autorização do legista, pegue coloque meia tampa de óleo de pinho concentrado num balde grande de água e vá lavando mais e retirando os vermes e insetos da área que será manipulada. O Cheiro do óleo de pinho vai odorizar todo o ambiente e ameniza muito o odor fétido do cadáver. O cheiro que fica é bem suportável e pode-se trabalhar melhor.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Temas de IML: Bala na coluna vertebral

Retirada de projétil da coluna vertebral

Retirar um projétil do meio do osso vertebral da coluna pode ser trabalhoso, mas com método certo pode-se facilitar muito.

O melhor jeito de retirar é seguir estes passos:

1-Expor a coluna vertebral pelo lado de dentro do corpo do cadáver.


2-identifique a área óssea que esta o projétil com uso de raio x

3-Com martelo e formão, deve-se cortar os discos vertebrais dos dois lados da vértebra que esta o projétil 4-Em seguida com o formão e martelo deve-se cortar a vértebra no meio, no sentido longitudinal. 5-deve-se então abrir a vértebra como se fosse um “sanduíche”.
6-Agora todo o miolo da vértebra foi exposto e o projétil é localizado fácil e retirado sem dificuldade.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Temas de IML: Luva cadavérica

técnica da Luva cadavérica


Tecnica de POZZO Conhecida como "luva cadaverica" Para os corpos em decomposição é necessária a retirada da luva cadavérica, ou seja, a pele que recobre os dedos da mão do cadáver. O desenho explica como é a retirada dessa luva cadavérica. Corta-se transversalmente a pele do dedo alcançando com o corte a área de um anel. Depois, a pele do dedo é deslocada e retirads. Após isso, o tecnico veste a pele do cadáver sobre sua própria mão, previamente protegida por uma luva de borracha. Enfim, pode-se tranqüilamente fazer a tomada das impressões digitais :
Outro dia no IML, tive uma experiência nova. Com um caso de um cadáver em estado putrefeito, não podíamos colher digitais nos meios normais, diante disso o legista pediu pra mim e meu colega para fazermos a “luva cadavérica”. Eu nunca tinha feito, mas meu colega sabia e me ensinou. Pra começar devo explicar que com 6 dias de óbito em casa, a temperatura ambiente, o cadáver solta a própria pele.




A pele se solta com os gases e desprende-se dos musculos e pode ser puxada.


Assim toda pele da mão se soltou e retiramos toda a pele como uma luva e colocamos pra secar. Depois de algum tempo retiramos e vestimos a pele da mão do cadáver por sobre nossas luvas. Assim vestimos nas mãos por um momento a identidade de uma pessoa. Em seguida passamos a tinta papiloscopica e colhemos as digitais no ficha. Toda a papiloscopia das duas mãos foram feitas sobre nossas mãos. Após a colheita de digitais retiramos a pele e descartamos ao lado do corpo. Agora é interessante que vocês entendam um pouco sobre papiloscopia. Vamos conhecer com esse pequeno tutorial.

A identificação por impressão digital é mais rápida, barata, segura e mais fácil que outros métodos utilizados. Com a identificação evitamos a troca de corpos, sepultamento do corpo como indigente e o principal, com o confronto da digital devolvemos à cidadania a vítima, que pode ser enterrada pela família.



. Em casos avançados de putrefação, a equipe utiliza a técnica da “luva cadavérica” em que é retirada a derme da mão da vítima formando uma luva, que é colocada na mão do próprio papiloscopista para coletar as impressões digitais.
Existem várias formas para realização do exame de necropapiloscopia. Em casos de corpos carbonizados é possível fazer a identificação da vítima pela impressão digital.
“O exame varia de caso a caso. Em alguns deles, os papiloscopistas podem utilizar uma ou mais de uma técnica para obter o resultado esperado e necessário para o levantamento das informações.
A técnica:
Corta-se transversalmente a pele do dedo alcançando com o corte a área de um anel (1).
Depois, a pele do dedo é arrancada como um preservativo (2).


Após isso, o pesquisador veste a pele do cadáver sobre sua própria mão, previamente protegida por uma luva de borracha (3).

É a hora de ver se a capinha de dedo do morto serve no seu dedo.
Enfim, pode-se tranqüilamente fazer a tomada das impressões digitais (4 e 5).



sábado, 24 de março de 2012

Temas de IML: trajeto de tiro

A espoleta ou escorva pode ser anular ou central, conforme o local em que o percutor deve golpeá-Ia. A sua finalidade é incendiar a pólvora que constitui a carga do cartucho. Esta, ao queimar, desprende um grande volume de gases (2.000 ml/g), que, ao saírem através do cano, forçam a expulsão do projétil. As buchas, presentes principalmente nos cartuchos de projéteis múltiplos, próprios das armas de caça ou de alma lisa, apenas servem para conter a pólvora na cápsula (estojo), separando-a dos balins de chumbo.


FERIDAS PÉRFURO-CONTUSAS
Tanto do ponto de vista médico-legal, quanto do ângulo criminalístico, os disparos podem ser efetuados a distâncias variáveis entre a boca de fogo do cano da arma e a vítima.
1-Disparos (tiros) apoiados ou encostados, a distância zero;
2.-Disparos (tiros) próximos, a curta distância ou à queima roupa;
3-Disparos (tiros) a distância.


1-PROJÉTEIS DE BAIXA ENERGIA: Com velocidades de 100m/s até 500 m/s, na saída do cano.
1-Orifício de entrada do projétil:
É variável segundo a distância do disparo e conforme o projétil seja único ou múltiplo. Existem elementos que são comuns a todo tipo de tiro, independendo da distância entre a arma e a vítima: são os denominados efeitos primários do tiro.
Designam-se como efeitos primários do tiro as ações mecânicas do projétil sobre o alvo e que, via de conseqüência, são próprios do orifício de entrada e designam-se efeitos secundários do tiro aqueles que se relacionam com a ação ou com o depósito de produtos residuais da combustão dos explosivos, iniciador e propelente, bem como com corpúsculos metálicos provenientes da abrasão do ou dos projéteis na alma do cano.
-ORIFÍCIO DE ENTRADA NOS TIROS À DISTÂNCIA
Apresentam margem invertida, orifício regular.
Os efeitos primários do tiro compreendem:
a)ferida pérfuro-contusa ou lácero-contusa,
b) as orlas, a saber:
1-Orla de enxugo ou orla de limpadura é produzida pela limpeza dos resíduos existentes no cano da arma (pólvora, ferrugem, partículas etc.) que o projétil transporta e que este deixa ao atravessar a pele ou as vestes, ficando sob a forma de uma auréola escura em volta do orifício de entrada.
2-Orla de escoriação corresponde a uma delicada área, localizada em torno do ferimento pérfuro-contuso de entrada, em que a epiderme é arrancada pelo projétil quando penetra deixando exposto o córion: vermelho e brilhante, quando recente, e mate e escuro, após algumas horas.
3-Orla equimótica ou orla de contusão é produzida pelo projétil quando impacta sobre o corpo, quando se comporta apenas como um instrumento contundente (inclusive ao longo do túnel de trajeto). Evidencia-se como uma equimose, cuja extensão e intensidade está em relação, não apenas com o impacto do projétil como, também, com a textura dos tecidos da região: mais ampla, quando mais estreita e menos evidente quando mais firmes ou consistentes.

-ORIFÍCIO DE ENTRADA NOS TIROS À CURTA DISTÂNCIA
Já nos tiros a curta distância ou disparos à queima-roupa, isto é, aqueles desferidos contra o alvo situado dentro dos limites da região espacial varrida pelos gases e pelos resíduos da combustão do explosivo propelente expelidos pelo cano da arma. Ocorre a ação e deposição de alguns ou de todos estes elementos sobre o corpo ou sobre as vestes da vítima, constituindo-se, por contraposição, nos efeitos secundários do tiro.
Estes efeitos estão sujeitos a uma grande variação relacionada com o tipo e estado de conservação da arma, com a qualidade da munição, bem como com a natureza e/ou região do alvo atingido.
Estes efeitos secundários do tiro compreendem as zonas de contorno, a saber:
1-Zona de chamuscamento( queimadura)
É produzida pelos gases superaquecidos resultantes da combustão do explosivo propelente. É uma zona característica do orifício de entrada do projétil e é verificada pela ocorrência de queimaduras dos pêlos e da pele da vítima (bem como de tecidos, podendo-se dar a combustão das vestes quando estas se interpõem no local atingido e mais comum se forem de fios sintéticos).
2-Zona de esfumaçamento
É constituída por grânulos de fuligem resultantes da combustão da carga propelente, sendo superficial e se depositando apenas sobre a pele e/ou sobre as vestes interpostas, em tomo do orifício de entrada, deprimido, sendo facilmente removida da região por lavagem com bucha, água e sabão.
Aumentando a distância entre a boca de fogo e o alvo, cresce o diâmetro da zona de esfumaçamento, na medida em que vai se tornando cada vez mais tênue a deposição dos resíduos, cuja concentração diminui do centro para a periferia, com crescente perda da nitidez dos limites.
3-Zona de tatuagem
É composta por partículas de carvão (pólvora combusta) e de grânulos de pólvora incombusta, dispersas em torno do orifício de entrada, de bordas deprimidas, cujo diâmetro cresce progressivamente até perder-se a energia cinética de cada corpúsculo, assim como a aceleração de que está animado.


Com o crescente alargamento do cone de dispersão tem-se que, a uma distância de 35 cm entre a boca de fogo do cano da arma e o alvo, os pontos de tatuagem que se espalham sobre este último, já são poucos e bastante dispersos, praticamente, cessando de serem assinaláveis os seus efeitos, verificando-se que o contorno desta área ou zona perde totalmente a sua regularidade e a sua nitidez.

ORIFÍCIO DE ENTRADA NOS TIRO ENCOSTADO
Tiro encostado é aquele que é dado com a boca da arma encostada no alvo. Logo, todos os elementos que saem da arma penetram na vítima.
A ferida de entrada adquire o aspecto denominado de Câmara de mina de Hoffmann: orifício de grande tamanho, estrelado, de bordas laceradas, evertidas e irregulares, com descolamento dos tecidos do crânio, com o aspecto da cratera de uma mina, nos disparos encostados ou apoiados no crânio;
Casos especiais podem ser observados em alguns tipos de disparo:
-Sinal de Benassi: esfumaçamento da tábua externa dos ossos do crânio, em casos de tiro encostado;
Sinal de Puppe- Werkgarten: queimadura na pele pela estampa do cano da arma, no disparo apoiado.

Sinal do Funil de Bonnet: nos ossos, notadamente os planos, mostrando uma escoriação em forma de funil, cuja boca aponta o local em que o projétil sai do osso.


É o caminho que o projétil descreve no corpo, aberto (quando tem orifício de saída) ou em fundo de saco quando termina em cavidade fechada onde se aloja o projétil.
Trajeto do projétil deve ser diferenciado da trajetória do projétil (cujo estudo pertence à balística externa: fora da arma, mas também fora do alvo)
Pode ser único ou múltiplo (quando o projétil único se fragmenta, ou quando o cartucho apresenta projéteis múltiplos, ex cartuchos de caça, munição Glaser). Podem também serem: perfurante, penetrante ou transfixante.
Trata-se de um verdadeiro túnel escavado pelo projétil, durante a sua penetração, às expensas da energia transferida aos tecidos ao seu redor, que são primeiro comprimidos centrifugamente, criando uma cavidade temporária, para voltar ao normal após a passagem do projétil, ao longo do seu percurso, e que se traduz como um túnel equimótico ou hemorrágico, que se inicia com a orla de contusão ou orla equimótica, na superfície do corpo, ou pelo halo hemorrágico visceral de Bonnet, nas vísceras internas.

Cavidade Permanente é o orifício ou túnel permanente deixado no alvo pela passagem do projétil. E produzido pelo efeito esmagador (pressão) e cortante (laceração) do projétil. Dependendo do desenho do projétil, a cavidade permanente pode ser bastante larga, em diâmetro ou difícil de ser vista. Os menores orifícios são produzidos pelos projéteis ogivais ou arredondados não-expansivos e que não apresentam grande precessão.
Cavidade Temporária ou Temporal é o limite do deslocamento temporário dos tecidos pelo efeito hidrostático, quando da passagem do projétil.

2-ORIFÍCIO DA SAÍDA DO PROJÉTIL
Essas características independem da distância do tiro. pois os ferimentos de saída do projétil independem da distância do disparo.
Em geral:
-orifício maior que o de entrada (face aos fragmentos arrastados pelo projétil),
-orifício de forma irregular (devido aos movimentos deformidades que sofre o projétil),
-bordas evertidas (pela pressão de dentro para fora),
-sem orla de enxugo, nem de escoriação,-mas que pode apresentar orla equimótica ou raramente orla de contusão.


Trajeto do projétil: O caminho, reto ou em ziguezague, dependendo do ricochete, seguido pelo projétil dentro do corpo encontra-se rodeado por uma zona de necrose e laceração, por fora da qual há uma intensa infiltração hemorrágica.
A grande quantidade de energia liberada no sentido centrífugo leva a uma aceleração radial dos tecidos atravessados, formando-se, assim, a cavidade temporal, cujo diâmetro instantâneo é muito maior que o diâmetro do trajeto definitivo. Este movimento centrífugo persiste até o exaurimento por transformação de toda a energia cinética em energia elástica, quando a cavidade temporal atinge seu diâmetro máximo.
Logo a seguir, a energia elástica se transforma, novamente, em energia cinética e os tecidos, agora, são acelerados em sentido centrípeto, o que determina o colabamento da cavidade temporal. Gera-se, assim, uma nova pressão positiva, ao longo do trajeto, repetindo-se, novamente, o processo todo, sob a forma de ondas pulsáteis: fases sucessivas de expansão e colabamento da cavidade temporal (pulsação da cavidade), de amplitude paulatinamente decrescente ao longo do trajeto. O volume da cavidade temporal é proporcional à quantidade de energia cedida pelo projétil ao atravessar o corpo, que será tanto mais elevada quanto maior seja a velocidade do projétil.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Complemento tutorial: As quatro tecnicas de necropsia comentadas

Existem tecnicas e podem ser comparados a procedimentos cirurgicos. Cada tecnica tem sua finalidade e logica. Tambem pode-se adaptar uma mescla destas tecnicas dependendo do caso.




Nos IMLs as tecnicas mais usadas são as de Virchow e Letulle. Estas tecnicas foram desenvolvidas por medicos brilhantes.
A tecnica de Rokitansky é muito pratica em exames no IML e SVO, devido sua praticidade. Quando em morte natural, o medico vai examinar a fundo o ponto de obito ou seja; vai direto na causa da morte.
Na tecnica de Letulle. A retirada completa serve para exames detalhados de visceras e muito util tambem em SVO.
A tecnica de Virchow é mais usada em IML para casos de morte natural, onde se examina por dentro, mas pra retirar vai direto na causa da morte.
A tecnica de Ghon é mais usada em SVO, principalmente nos Hospitais escola.

Técnicas
Cada serviço de Patologia tem sua própria técnica de necropsia, que na verdade é variante de uma das quatro técnicas básicas - de Virchow, Ghon, M. Letulle e de Rokitansky.
• Virchow os órgãos são retirados um a um e examinados posteriormente.
• Ghon, , a evisceração se dá através de monoblocos de órgãos anatômicamente/ou funcionalmente relacionados.
• M. Letulle o conteúdo das cavidades torácica e abdominal é retirado em um só monobloco.
• Rokitansky os órgãos são retirados isoladamente após terem sido abertos e examinados "in situ".


Técnica de Virchow
Em 1874, o Dr Rudolf Virchow, médico polonês, padronizou a técnica de necrópsia, cuja base é utilizada até os dias atuais. Ele fundou as disciplinas de patologia celular e patogia. Na técnica de Virchow os órgãos são retirados um a um, são pesados e examinados separadamente. A abertura do tórax e abdome é a padrão (biacrômio esterno pubiana) e a do crânio, também (bimastóidea vertical). Após o exame dos órgãos, eles são colocados novamente dentro do cadáver.
Historioco:Rudolf Ludwig Karl Virchow (Świdwin, 13 de outubro de 1821 — Berlim, 5 de setembro de 1902) foi um médico e político alemão.
É considerado o pai da patologia moderna e da medicina social, além de antropólogo e político liberal (Partido Progressista Alemão e Partido Livre-Pensador Alemão).
Filho do açougueiro Carl Virchow e de Johanna Hesse Virchow, graduou-se em 1843 em medicina em Berlim, pela Academia Militar da Prússia. Tornou-se professor em 1847. Por participação ativa na Revolução de Março (1848-1849), mudou-se para Würzburg, onde trabalhou como anatomista. Casou em 1850 com Rose Mayer, com quem teve 3 filhos e 3 filhas. Em 1856 retornou a Berlim, para assumir a cátedra de anatomia patológica da Universidade de Berlim.
Durante a Guerra Franco-Prussiana, liderou pessoalmente o primeiro hospital móvel para atender os soldados no front. Também envolveu-se em atividades sociais, como saneamento básico, arquitetura de construção hospitalar, melhoramento de técnicas de inspeção de carne e higiene escolar.
A ele são creditadas várias descobertas significativas. Foi ele quem elucidou o mecanismo do tromboembolismo, cujos fatores são conhecidos até hoje como tríade de Virchow. Foi o primeiro a publicar um trabalho científico sobre leucemia, pelo qual todas as formas de lesão orgânica começam com alterações moleculares ou estruturais das células.
Foi membro ativo na vida política do II Reich alemão, como ferrenho opositor ao Chanceler Otto von Bismarck.
Sua sepultura está localizada no Alter St.-Matthäus-Kirchhof Berlin, no endereço Feld H, H-S-012/013, G2.



Técnica de Rokitansky
Carl Rokitansky (1804-1878) estabeleceu as bases estruturais das doenças e a técnica de necropsia com o estudo sistemático de cada órgão. Em 1866, já tinhafeito mais de 30 mil necropsias. Na sua técnica, os órgãos são examinados “in situ”ou seja, dentro do cadáver, um a um. Desta forma, nesta técnica são realizados vários cortes em todos os órgãos internos, para depois eles serem retirados, um por um. Observe que esta técnica possui uma grande semelhança com técnica de Virchow, com a diferença de que na de Virchow os órgãos são retirados um a um para depois serem examinados, enquanto na de Rokitansky os órgãos são examinados ainda dentro do cadáver, para depois serem retirados , também um por um.
Historico:Carl von Rokitansky nasceu em Hradec Králové , Bohemia . He studied at the Charles University in Prague (1821-1824) and attained a doctorate in medicine on 6 March 1828 at the University of Vienna . Ele estudou na Universidade Charles de Praga (1821-1824) e alcançou um doutorado em medicina em 6 de marco de 1828 na Universidade de Viena . Como um jovem professor, ele reconheceu que o ainda pouco notado disciplina de anatomia patológica pode ser de grande valia para o trabalho clínico no hospital , porque ele poderia oferecer novos diagnósticos terapêuticos e possibilidades para o lado médico. Com isso, depois de Gerard van Swieten , que foi o fundador da primeira Escola de Viena , Rokitansky lançou uma verdadeira "revolução científica". Com a criação da segunda escola de Viena, uma mudança de paradigma entrou em vigor, liderada por Rokitansky, Josef Skoda e Ferdinand von Hebra , a partir da noção de medicina como um tema filosófico-natureza, a mais moderna medicina cientificamente orientada. Desta forma, associada à especialização da medicina e com o desenvolvimento de novas disciplinas, a Escola de Viena alcançado renome mundial.
O nome Rokitansky está associada com as seguintes doenças características morfológicas / das doenças:
• Superior Mesenteric Artery Syndrome Superior Síndrome da artéria mesentérica
• Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser syndrome -Rokitansky-Kuster-Hauser Mayer
• Rokitansky's diverticulum divertículo de Rokitansky
• Rokitansky's triad ( pulmonary stenosis ) Rokitansky's (tríade estenose pulmonar )
• Rokitansky-Aschoff sinuses (in the gallbladder ) Rokitansky-Aschoff seios (na vesícula biliar )
• Rokitansky-Cushing ulcer Rokitansky-Cushing úlcera
• Rokitansky-Maude Abbott syndrome Síndrome de Rokitansky-Maude Abbott
• Von Rokitansky's syndrome Rokitansky da síndrome de Von
• Rokitansky nodule - teratomas Rokitansky nódulo - teratomas
Ele também desenvolveu um método de autópsia , a técnica de Rokitansky de mesmo nome, ou o "in-situ" método que não está mais em uso é today.Rokitansky disse "ter supervisionado 70 mil autópsias, realizadas pessoalmente e mais de 30.000, média de dois por dia, sete dias por semana, durante 45 anos



Técnica de M. Letulle
Historico:Maurice Letulle praticado duas profissões: ele era um médico especialista da patologia e um professor. Não surpreendentemente, ele considerou seriamente a escolha do material que ele poderia usar para apoiar suas palestras e com o qual ele forma um "Bibliothèque de patologias [biblioteca" de patologias] para si e para seus colegas.
Embora tivesse inicialmente formado uma coleção de inclusões (peças cirúrgicas conservadas em solução de formaldeído), era pesado e pesado. Cerca de 1911, quando os irmãos Lumière foram popularizar a técnica Autochrome, Letulle usaram para tirar fotos de macro e microscópicas patologias. O Autochrome oferecidas duas vantagens: eles forneceram uma amostra real de a doença em questão e, além disso, eram de fácil transporte e exibição. Corantes, que agia como uma sonda de exploração de tecidos, foram essenciais do século 19 e 20 imagens médicas de patologia. This was especially the case when the application of a colourant to a tissue engendered a visible chromatic reaction. Este foi especialmente o caso quando da aplicação de um corante de um tecido provocou uma reação visível cromática. Maurice Letulle preparados os cortes histológicos que ele fotografou a si mesmo através de um microscópio. Para estas fotografias da anatomia patológica microscópica, acrescentou imagens macroscópicas de órgãos saudáveis e retratos dos pacientes. Sua coleção inclui também fotografias da praga na Manchúria e demonstrações de exame médico, como uma auscultação e um exame metódico de um coração. Eugène Normand, bem como o técnico Mrs. Clark Blondeau-lo ajudado neste trabalho, mas Maurice Letulle se decidiu a Autocromos 'classificações por órgão e lesão. Esta classificação original foi mantido junto com as lendas que ele inscrito em cada uma das placas de vidro.
Na técnica de M.Letulle, é feita a evisceração (retirada das vísceras do cadáver) através de um único bloco. Esta retirada se dá, na parte torácica e abdominal da seguinte forma: a pele abaixo da região mentoniana é rebatida, juntamente com os planos musculares, e é feito um corte nos músculos localizados abaixo da língua. A língua então, será tracionada em sentindo antero-inferior, e o técnico também irá começar a dissecar os músculos da região cervical, liberando a traquéia e o esôfago, que virão juntamente com a língua. A dissecação deste conjunto continuará a ser feita, sendo que o mediastino posterior será descolado da coluna vertebral, e os pulmões, liberados. O diafragma então será cortado na sua porção mais posterior, e o fígado será liberado juntamente com o pâncreas e o estômago. O intestino delgado e o grosso é então descolado da parece abdominal, através da secção do mesentério. No final do intestino grosso, é feito um nó-duplo, para evitar o vazamento do conteúdo intestinal quando o corte final for feito. Os rins também são retirados quando o intestino está sendo descolado.


Técnica de Ghon.
Historico: Anton Ghon (01 de janeiro de 1866 - 23 de abril de 1936) foi um austríaco patologista , que era um nativo de Villach . Em 1890 ele ganhou seu grau médico em Graz , e depois passou vários anos no instituto patológico em Viena , onde trabalhou com Anton Weichselbaum (1845-1920). Em 1910 ele se tornou um professor de patológico anatomia na Universidade Alemã de Praga .
Ghon era um especialista no campo da bacteriologia , e é lembrado por seu trabalho com meningite e tuberculose . Seu nome emprestado a sua Ghon foco , que é um primário de infecção associada com a tuberculose, bem como do complexo Ghon , quando a infecção acima envolve em torno dos gânglios linfáticos . Sua obra mais conhecida escrita é um tratado de 1912 de tuberculose na infância chamado Der Primare Lungenherd bei der Tuberkulose der Kinder.
• Publications Anton Ghon: Publicações sobre Anton Ghon:
• Ghon, mas não esquecido, (Anton Ghon e seu complexo); WB Ober (1983).
Na técnica de Ghon, a evisceração se dá através de monoblocos de órgãos anatomicamente e/ou funcionalmente relacionados. Abaixo estão descritas as etapas da necropsia clinica utilizando a técnica de Ghon:
Remoção do cérebro: A incisão no couro cabeludo deve se iniciar a 1-2 cm atrás da borda inferior da orelha direita, se estendendo pela convexidade do crânio até alcançar o ponto correspondente contralateral. As duas partes devem ser descoladas da calota craniana e rebatidas, a anterior até próximo das órbitas, e a posterior até a protuberância occipital.
Remoção da hipófise: Secciona-se o diafragma da sela túrcica em toda sua extensão. A ponta do formão é colocada na borda posterior, e martela-se orientado para trás; visualiza-se a hipófise, que então é dissecada e retirada.
Remoção da medula espinhal: Pode ser feita por via posterior, colocando-se o corpo virado de costas e abrindo-se a pele ao longo da coluna vertebral, que então é seccionada nos processos laminares, expondo a medula nervosa.
ABERTURA DAS CAVIDADES TORÁCICA E ABDOMINAL:
Incisão da pele: Inicia-se com uma incisão em Y partindo do ombro esquerdo, descendo, passando sob os mamilos e ascendendo até o ombro direito. Aprofunda-se a incisão até se encontrar o gradil costal, iniciando-se a dissecção por baixo dos planos musculares, em direção ao pescoço. Deve-se tracionar o retalho cutâneo para cima e para trás. Alcançada a clavícula, a dissecção passa a ser subcutânea, devendo-se alcançar a mandíbula e os acrômios. Deve-se ter cuidado para não lesar a pele, mantendo o bisturi o mais vertical possível. Exposto o gradil costal, faz-se uma incisão mediana desde a margem do corte anterior até o púbis, desviando da cicatriz umbilical, profunda o bastante para cortar o peritôneo, mas sem lesar os órgãos subjacentes. Disseca-se a pele e secciona-se os músculos da parede abdominal rente ao rebordo inferior do gradil costal de ambos os lados, expondo-se toda a cavidade abdominal.


-Primeiro monobloco: Formado pelos órgaos torácicos e cervicais - pulmões, coração, laringe, traquéia, esôfago, grandes vasos e estruturas mediastinais. Primeiramente, todas as aderências pleurais devem ser desfeitas com o auxílio dos dedos ou do bisturi. Solta-se a extremidade superior do monobloco seccionando-se, sob a mandíbula, a base da língua e a parte inferior da orofaringe. Traciona-se anteriormente e solta-se o esôfago da coluna vertebral e secciona-se os feixes vásculo-nervosos braquiais.


-Segundo monobloco: Representado pelo fígado, sistema biliar, estômago, segmentos de esôfago e duodeno, baço e pâncreas. Secciona-se ambas as cúpulas diafragmáticas na região central, ântero-posteriormente (permitindo que o fígado seja rechaçado, facilitando os passos seguintes). Depois libera-se o baço, pâncreas e segmento de duodeno até a coluna vertebral, cortando-se a veia cava e artéria celíaca, deixando a aorta intacta. Solta-se o fígado do diafragma dissecando-se os ligamentos e aderências com o bisturi e os dedos. Deve-se ter muito cuidado para não lesar as supra-renais, que são retiradas com o terceiro monobloco.


=Terceiro monobloco: Composto pelo sistema uro-genital (rins, ureteres, bexiga, próstata e vesículas seminais / útero, trompas e ovários), reto e supra-renais. Começa-se soltando o rim e a supra-renal esquerda, cortando-se o peritôneo e dissecando-os dos músculos subjacentes, até a coluna vertebral. Continua-se a dissecção para baixo, em direção à pelve, tendo-se cuidado para não lesar o ureter. A dissecção deve chegar até a coluna vertebral lombar, por baixo da aorta. Faz-se o mesmo do lado direito. Passa-se então para a liberação dos órgãos pélvicos, que é feita por dissecção às cegas com os dedos. Primeiro solta-se a bexiga da sínfise púbica e depois passa-se os dedos ao redor e por trás dos órgãos genitais e reto, até chegar à linha média. Agora o conteúdo pélvico pode ser solto da parede posterior por continuação da dissecção anterior. O monobloco está praticamente solto, só faltando cortar as ligações remanescentes no assoalho pélvico (uretra, vagina / próstata e reto) e os vasos ilíacos. Nos homens deve-se também retirar os testículos (ver adiante).


-Quarto monobloco: Constituído pelo segmento terminal do duodeno, jejuno, íleo e cólon. Deve ser o primeiro monobloco a ser retirado e examinado após a abertura das cavidades abdominal e torácica, uma vez que o trato gastro-intestinal autolisa muito rapidamente. Rebate-se todo o intestino delgado para a direita, identificando-se a alça fixa do duodeno (área de passagem do duodeno do retroperitôneo para a cavidade peritoneal), colocando-se duas ligaduras com 10 cm de intervalo entre si e seccionando-se o segmento entre elas. Identifica-se o sigmóide, que também deve ser amarrado e seccionado de maneira semelhante. Libera-se o intestino grosso, tendo-se o cuidado de retirá-lo com o mesocólon, sem lesar as estruturas subjacentes, seguindo-se para a liberação do intestino delgado por secção da raiz do mesentério o mais próximo possível da aorta.




Virchow
Em 1874, o Dr Rudolf Virchow, médico polonês, padronizou a técnica de necrópsia, cuja base é utilizada até os dias atuais. Ele fundou as disciplinas de patologia celular e patogia. Na técnica de Virchow os órgãos são retirados um a um, são pesados e examinados separadamente. A abertura do tórax e abdome é a padrão (biacrômio esterno pubiana) e a do crânio, também (bimastóidea vertical). Após o exame dos órgãos, eles são colocados novamente dentro do cadáver.
Historioco:Rudolf Ludwig Karl Virchow (Świdwin, 13 de outubro de 1821 — Berlim, 5 de setembro de 1902) foi um médico e político alemão.
É considerado o pai da patologia moderna e da medicina social, além de antropólogo e político liberal (Partido Progressista Alemão e Partido Livre-Pensador Alemão).
Filho do açougueiro Carl Virchow e de Johanna Hesse Virchow, graduou-se em 1843 em medicina em Berlim, pela Academia Militar da Prússia. Tornou-se professor em 1847. Por participação ativa na Revolução de Março (1848-1849), mudou-se para Würzburg, onde trabalhou como anatomista. Casou em 1850 com Rose Mayer, com quem teve 3 filhos e 3 filhas. Em 1856 retornou a Berlim, para assumir a cátedra de anatomia patológica da Universidade de Berlim.
Durante a Guerra Franco-Prussiana, liderou pessoalmente o primeiro hospital móvel para atender os soldados no front. Também envolveu-se em atividades sociais, como saneamento básico, arquitetura de construção hospitalar, melhoramento de técnicas de inspeção de carne e higiene escolar.
A ele são creditadas várias descobertas significativas. Foi ele quem elucidou o mecanismo do tromboembolismo, cujos fatores são conhecidos até hoje como tríade de Virchow. Foi o primeiro a publicar um trabalho científico sobre leucemia, pelo qual todas as formas de lesão orgânica começam com alterações moleculares ou estruturais das células.
Foi membro ativo na vida política do II Reich alemão, como ferrenho opositor ao Chanceler Otto von Bismarck.
Sua sepultura está localizada no Alter St.-Matthäus-Kirchhof Berlin, no endereço Feld H, H-S-012/013, G2.


Rokitansky
Carl Rokitansky (1804-1878) estabeleceu as bases estruturais das doenças e a técnica de necropsia com o estudo sistemático de cada órgão. Em 1866, já tinhafeito mais de 30 mil necropsias. Na sua técnica, os órgãos são examinados “in situ”ou seja, dentro do cadáver, um a um. Desta forma, nesta técnica são realizados vários cortes em todos os órgãos internos, para depois eles serem retirados, um por um. Observe que esta técnica possui uma grande semelhança com técnica de Virchow, com a diferença de que na de Virchow os órgãos são retirados um a um para depois serem examinados, enquanto na de Rokitansky os órgãos são examinados ainda dentro do cadáver, para depois serem retirados , também um por um.
Historico:Carl von Rokitansky nasceu em Hradec Králové , Bohemia . He studied at the Charles University in Prague (1821-1824) and attained a doctorate in medicine on 6 March 1828 at the University of Vienna . Ele estudou na Universidade Charles de Praga (1821-1824) e alcançou um doutorado em medicina em 6 de marco de 1828 na Universidade de Viena . Como um jovem professor, ele reconheceu que o ainda pouco notado disciplina de anatomia patológica pode ser de grande valia para o trabalho clínico no hospital , porque ele poderia oferecer novos diagnósticos terapêuticos e possibilidades para o lado médico. Com isso, depois de Gerard van Swieten , que foi o fundador da primeira Escola de Viena , Rokitansky lançou uma verdadeira "revolução científica". Com a criação da segunda escola de Viena, uma mudança de paradigma entrou em vigor, liderada por Rokitansky, Josef Skoda e Ferdinand von Hebra , a partir da noção de medicina como um tema filosófico-natureza, a mais moderna medicina cientificamente orientada. Desta forma, associada à especialização da medicina e com o desenvolvimento de novas disciplinas, a Escola de Viena alcançado renome mundial.
Ele também desenvolveu um método de autópsia , a técnica de Rokitansky de mesmo nome, ou o "in-situ" método que não está mais em uso é today.Rokitansky disse "ter supervisionado 70 mil autópsias, realizadas pessoalmente e mais de 30.000, média de dois por dia, sete dias por semana, durante 45 anos


M. Letulle
Historico:Maurice Letulle praticado duas profissões: ele era um médico especialista da patologia e um professor. Não surpreendentemente, ele considerou seriamente a escolha do material que ele poderia usar para apoiar suas palestras e com o qual ele forma um "Bibliothèque de patologias [biblioteca" de patologias] para si e para seus colegas.
Embora tivesse inicialmente formado uma coleção de inclusões (peças cirúrgicas conservadas em solução de formaldeído), era pesado e pesado. Cerca de 1911, quando os irmãos Lumière foram popularizar a técnica Autochrome, Letulle usaram para tirar fotos de macro e microscópicas patologias. O Autochrome oferecidas duas vantagens: eles forneceram uma amostra real de a doença em questão e, além disso, eram de fácil transporte e exibição. Corantes, que agia como uma sonda de exploração de tecidos, foram essenciais do século 19 e 20 imagens médicas de patologia. This was especially the case when the application of a colourant to a tissue engendered a visible chromatic reaction. Este foi especialmente o caso quando da aplicação de um corante de um tecido provocou uma reação visível cromática. Maurice Letulle preparados os cortes histológicos que ele fotografou a si mesmo através de um microscópio. Para estas fotografias da anatomia patológica microscópica, acrescentou imagens macroscópicas de órgãos saudáveis e retratos dos pacientes. Sua coleção inclui também fotografias da praga na Manchúria e demonstrações de exame médico, como uma auscultação e um exame metódico de um coração. Eugène Normand, bem como o técnico Mrs. Clark Blondeau-lo ajudado neste trabalho, mas Maurice Letulle se decidiu a Autocromos 'classificações por órgão e lesão. Esta classificação original foi mantido junto com as lendas que ele inscrito em cada uma das placas de vidro.
Na técnica de M.Letulle, é feita a evisceração (retirada das vísceras do cadáver) através de um único bloco.

Ghon
Historico: Anton Ghon (01 de janeiro de 1866 - 23 de abril de 1936) foi um austríaco patologista , que era um nativo de Villach . Em 1890 ele ganhou seu grau médico em Graz , e depois passou vários anos no instituto patológico em Viena , onde trabalhou com Anton Weichselbaum (1845-1920). Em 1910 ele se tornou um professor de patológico anatomia na Universidade Alemã de Praga.
Ghon era um especialista no campo da bacteriologia , e é lembrado por seu trabalho com meningite e tuberculose . Seu nome emprestado a sua Ghon foco , que é um primário de infecção associada com a tuberculose, bem como do complexo Ghon , quando a infecção acima envolve em torno dos gânglios linfáticos . Sua obra mais conhecida escrita é um tratado de 1912 de tuberculose na infância chamado Der Primare Lungenherd bei der Tuberkulose der Kinder.
• Publications Anton Ghon: Publicações sobre Anton Ghon:
• Ghon, mas não esquecido, (Anton Ghon e seu complexo); WB Ober (1983).
Na técnica de Ghon, a evisceração se dá através de monoblocos de órgãos anatomicamente e/ou funcionalmente relacionados.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tutorial: noções tecnicas de necropsia

Técnica da Necrópsia

Apesar do ato na necrópsia ser atributo do anatomopatologista e do legista, é indispensável que o estudante e o médico geral tenham noção dos principais tempo da técnica sobre tudo da abertura do cadáver.
Geralmente em grandes centros a técnica da necrópsia é realizada pelo técnico do IML, onde o médico responsável pela necrópsia apenas acompanha passo a passo o desenvolvimento e verifica e confirma a causa mortis.
A técnica de uma necrópsia deveria seguir normas gerais semelhantes àquelas de uma operação cirúrgica ideal. Tal como na cirurgia, o operador deve ficar ao lado direito do cadáver e o auxiliar do lado oposto. A função do auxiliar na necrópsia é semelhante àquela do cirurgião, isto é, facilitar as manobras de evisceração e enxugar constantemente o sangue e líquidos, para limpar o campo e evitar que os mesmos caiam no chão.
TEMPOS: O ato necroscópico consiste em três tempos fundamentais: exame externo do cadáver, abertura das cavidades e evisceração. Como complemento estão a dissecação do pescoço e dos membros inferiores.
EXAME EXTERNO: Importantíssimo na medicina legal, sobretudo em casos de suicídio ou homicídio por arma de fogo. Em anatomia patológica é indispensável, além do exame geral da pele e mamas na mulher, verificar os genitais externos e os orifícios naturais.
Indumentária
Ao ato da cirurgia em que a indumentária do operador visa mais a proteção do doente do que a ele próprio, na necrópsia é o patologista quem se protege. Normalmente usa-se uniforme avental, máscara e botas de material impermeável, luvas de borracha e luvas de pano, cobrindo as primeiras para facilitar apreensão das vísceras.
Instrumental


O instrumental utilizado é semelhante ao usado em cirurgia geral, porém menos variado, podendo para o uso corrente ficar limitado aos seguintes instrumentos: bisturi, facas de lâminas curta e longa, tesouras reta e curva, enterótomo, pinças anatômicas e dente de rato, pinça de Kocher, costótomo, rugina, serra, régua metálica, balança, bandeja para colocar os órgãos, agulha manual ou com porta-agulha, fios de sutura grosso ou barbante.
Instalações
O mobiliário essencial deve constar de uma mesa de autópsia preferentemente de aço inoxidável com canaletas para escoar o sangue e de uma pia funda. Deve haver uma mesa para o instrumental do necroscopista outra para seccionar as peças e uma terceira com uma balança. No recinto do serviço de anatomia patológica é óbvio instalar uma câmara frigorífica regulada de -5º C a +5º, para conservação de cadáveres ou peças frescas.

Cada serviço de Patologia tem sua própria técnica de necropsia, que na verdade é variante de uma das quatro técnicas básicas - de Virchow, Ghon, M. Letulle e de Rokitansky.
• Virchow os órgãos são retirados um a um e examinados posteriormente.
• Ghon, , a evisceração se dá através de monoblocos de órgãos anatômicamente/ou funcionalmente relacionados.
• M. Letulle o conteúdo das cavidades torácica e abdominal é retirado em um só monobloco.
• Rokitansky os órgãos são retirados isoladamente após terem sido abertos e examinados "in situ".
O conhecimento das diferentes técnicas é importante para fornecer ao patologista e ao técnico outras opções de manipulação do corpo em situações especiais, onde a técnica habitualmente empregada é impraticável.
Roteiro tecnico
Identificação do cadáver: Identificar sexo, nome, cor, etnia e idade do cadáver.
• Exame externo do cadáver.
• Abertura do cadáver:
• Decúbito: -dorsal, melhor posição
• Incisão da pele na linha média
• Abertura da cavidade toracical.
• Abertura da cavidade abdominal.
• Verificar pressão negativa no tórax.
• Exame das cavidades abdominal e torácica.
• Remoção e exame das vísceras abdominais, inclusive aparelho genito-urinário e adrenais.
• Apresentação ao médico



Premoriência é a ordem cronológica dos óbitos das diversas vítimas em um mesmo evento. De regra, nestes casos, é de extrema importância tentar determinar a seqüência dos óbitos, notadamente por problemas patrimoniais, de herança.
Não se trata de um problema fácil de resolver. É necessária boa habilidade do legista, grande poder de observação e uma avaliação global do quadro como um todo para, posteriormente, levando em consideração:

o natureza da lesões;
o local dos ferimentos;
o intensidade das lesões;
o condições físicas das vítimas, e
o idade das vítimas,
poder chegar a uma conclusão diagnóstica, considerando, afora a diferente gravidade dos ferimentos, que os mais fortes prevalecem, pela lógica natural, sobre os mais fracos e os mais jovens sobre os mais idosos.

EXAME EXTERNO
O exame externo (ectoscopia) é de grande importância na elucidação e confirmação de diversos estados patológicos, bem como na detecção de lesões traumáticas.
Devem ser observados:
• O desenvolvimento do esqueleto, fazendo referência a deformidades existentes.
• Nutrição - avaliada pela quantidade de tecido adiposo subcutâneo e desenvolvimento muscular.
• Pele - observa-se a presença de lesões cutâneas, cicatrizes, incisões, tatuagens ou alterações da cor (que podem ser patológicas ou não). A icterícia pode ser vista na pele, mas é melhor quantificada nas escleróticas; é causada pela impregnação dos tecidos pela bilirrubina em taxas elevadas (hepatites, leptospirose, tumores das vias biliares etc).
• A hipostasia (livor cadavérico) dá uma cor vinhosa ou violácea às porções mais inferiores do corpo (dorso, no caso de pacientes deitados); se dá pelo acúmulo gravitacional de sangue dentro dos vasos e desaparece com a compressão.
• Os hematomas e sufusões hemorrágicas não desaparecem com a compressão, e são causados pela saída de sangue dos vasos para os tecidos circundantes, podendo ser traumáticos ou por decomposição pós-mortem (após 8 a 12 hs.). Áreas esverdeadas (putrefação), principalmente no abdome, indicam um acentuado grau de decomposição.




Abertura das cavidades


Tempo céfalorraquiano: abertura da raqui deve preceder a do crânio, ficando o cadáver em decúbito ventral porque o acesso a medula nervosa é na face dorsal. Incisão occípto-sacro-coccígea mediana, seguida do rebatimento da pele e musculatura que recobre as vértebras. Para abertura do crânio o cadáver deve ser voltado para o decúbito dorsal ficando a cabeça levantada por meio de um cepo colocada no pescoço. E feita secção horizontal de calota por meio de serra elétrica circular ou serra manual, tomando-se como preferência os arcos supraciliares do frontal e a protuberância externa occipital. Retirada a calota, faz-se a secção da dura-mater afim de se extirpar todo o encéfalo.
Tempo tóraco-abdominal: incisão horizontal bi-acromial e depois vertical desde a fúrcula esternal até a sínfise púbica, contornando a cicatriz umbilical. Após o deslocamento da pele e músculos peitorais até a linha hemi-axilar, transforma-se o retalho músculo-cutâneo numa bolsa contendo água e perfura-se o espaço intercostal para pesquisa de bolhas de ar quando houver pneumotórax. Depois deve-se haver seccionamento das cartilagens ao nível da junção condro-costal e exposição dos pulmões e coração. Abertura do tronco da artéria pulmonar para pesquisa de eventual embolia trombótica venosa.


Tempo cervical: secção da pele do pescoço daquela do tórax e dissecção da mesma até a face interna da mandíbula para penetrar-se na cavidade oral. Liberação do segmento cervical ao nível do palato duro e coluna cervical. A evisceração implica também na abertura e/ou secção das vísceras bem como na retirada de fragmentos de tecido para o exame microscópico.
Encéfalo e medula: só devem ser seccionados só em casos especiais.
Órgãos do pescoço e do tórax: depois de se extrair o timo seccionar a veia cava inferior, esôfago e aorta para liberar o bloco visceral do tórax. Em seguida abertura da faringe e esôfago, laringe traquéia e brônquios principais. A abertura do coração segue a direção da corrente sangüínea venosa para arterial, abertura que se continua pela aorta.
Órgãos do abdome: secção do epiplon gastro-cólico a fim de liberar o estômago do intestino. Secção da junção duodeno-jejunal e liberação do intestino delgado e do grosso até o limite do cólon sigmóide com o reto. Abertura do estômago pela grande curvatura e do duodeno pela borda livre. Separação da vesícula do fígado. Liberação do estômago, duodeno, fígado e pâncreas e depois o baço. Ocorre liberação das adrenais, secção lateral dos rins, abertura da pelve e ureteres até a bexiga. Dissecção do reto para expor as vesículas seminais e a próstata.
Membros inferiores: dissecção da veia femoral desde a arcada crural, acompanhando o trajeto do músculo sartório até o côndilo medial do fêmur para pesquisar trombos.


Cavidade toraxica:
USO DE FACA LONGA
-Retirada de bloco de viceras toraxicas e cortes representativos
coração: Abertura do arco da Aorta e arteia pulmonar
Abertura dos átrios com visão das válvulas cardíacas
Introdução de faca longa pelo átrio direito, passando pelas valva tricúspide ate o apice interno
Abre-se a parede do ventrículo direito com a faca
Intrudução da faca no átrio esquerdo, passando pelas valvas mitral ate o apice interno do ventriculo.
Abre-se a parede do ventrículo esquerdo com a faca


O mesmo sentido de corte será feito entrando na AORTA e ARTERIA PULMONAR


Havera exposição total dos ventrículos e das papilas e valvas. Assim faz-se a representação das câmaras abertas.

Cortes no músculo miocárdio esquerdo e direito, representados como cortes de “bife” para identificar infartos.

Ao lado da saída da artéria Aorta, existe o óstio da aorta onde ocorre a entrada de sangue arterial para o miocárdio. Cortes neste sentido podem localisar obstruções coronarianas


Cavidade abdominal:
-Retirada de bloco de vísceras abdominais
Observar aderências
cirurgias recentes ou antigas
hemorragias
Ascite, quantidade e aspecto
(Retirada com concha de volume conhecido)
Separar órgãos de consistecia natural firme: baço, fígado, pâncreas, rins e próstata.
Representá-los em cortes longitudinais em plano sagital.

Fazer abertura desde a entrada ate a saída de órgãos moles e ocos como: esôfago, estomago, bexiga e intestinos.

Posicionamento dos órgão para representação
Posicionamento na mesa para representação médica:
• Encéfalo (cérebro) e cerebelo
Órgãos do pescoço (língua, laringe, tireóide)
• Coração
• Pulmão direito
• Pulmão esquerdo
• Fígado
• Baço
• Pâncreas

• Rim direito
• Rim esquerdo
• Bexiga e próstata

Técnicas de sutura e estancamento
Recomposição do cadáver: terminada a evisceração os órgãos normais podem ser recolocados nas respectivas cavidades enquanto que os lesados precisam ficar retidos em bandejas guardadas na câmara frigorífica para eventual estudo anátomo-clínico. A pele, tela subcutânea e músculos da parede seccionados para incisão, são suturados em chuleio com fio grosso ou barbante por meio de agulha manual ou montada em porta agulha.

Com o cadáver aberto, Retirar o sangue e aplicar algodão ou pano na cavidade toraco-abdominal

Colocar as vísceras examinadas, aplicar serragem
Misturar bem a serragem com as vísceras e acrescentar mais serragem após colocar todas as vísceras.
Suturar e lavar o cadáver



• A sutura é feita quando o corpo estiver preenchido. A serragem não pode ficar entre os pontos.

• O esterno é colocado de forma a não mostrar altas saliências.







Os pontos

A agulha entra na epiderme e leva a linha transfixando a derme. A agulha sai e entra na derme internamente e sai na epiderme.




• Com uma mão manipula-se a agulha

• Com outra mão segura-se a pele e puxa a linha, com muito cuidado pra não furar o dedo.


• Deve-se tomar cuidado com a saída da agulha

• Observar se há saída de vísceras do corpo no ponto. Não pode ocorrer!

• Os pontos devem ser dados com um centímetro um do outro

• Fazer pontos fora->pra->dentro/dentro->pra->fora

• Ou por outras técnicas adequadas

A suturas devem ser bem unidas e firmes


Cabeça
Com o cadáver aberto, Retirar o sangue e aplicar algodão ou pano na cavidade toraco-abdominal

Colocar as vísceras examinadas, aplicar serragem
Misturar bem a serragem com as vísceras e acrescentar mais serragem após colocar todas as vísceras.
Suturar e lavar o cadáver

Crânio

Estancar a saída do canal vertebral com algodão e pano
Envolver um pano com muita serragem e colocar apertadamente preenchendo toda cavidade cranial.
Colocar a calota de forma firme.
Juntar firmemente o couro cabeludo
Iniciar suturas

ponto:
• Entrada da agulha por fora do couro cabeludo
• Saída interna e entra por fora novamente

• O pontos devem ser pequenos, um centímetro de proximidade ou menos
• Os pontos não devem aparecer. Devem ficar bem escondidos, se possível.


Formolização: Método rudimentar, onde através da artéria femoral, junto ao triângulo de Scarpa, faz-se incisão de aproximadamente 10 cm, introduzindo através de gravidade cerca de 500 ml de formoldeido diluído em 50% de água por quilo corpóreo do cadáver neste processo o corpo fica com rigidez acentuada, coloração que varia do palha ao cinza nos locais mais próximos a área de injeção, é comum que haja dilatação abdominal uma vez que se introduz quantidade de líquidos no corpo. Tempo médio: 2 horas.
Embalsamamento: Processo utilizado para conservação mais prolongada, exigido em caso de translado Internacional, se utilizado formoldeido a aparência é muito próxima da Formolização, contudo a técnica é abertura da caixa craniana para retirada da massa encefálica, abertura da cavidade toraco-abdominal, com retirada desde a língua até o escroto, devendo ser dado destino aos órgãos e víceras, injeção por partes membros superiores braquial, inferiores femoral, face carótidas, ou injeção através do arco aortico e aorta abdominal; Nota: Por exigência a maioria dos paises não aceita concentração de formol superior a 5%, devendo conter amostra do liquido utilizado em frasco com 50 ml para analise, que deve ficar junto à urna. Tempo médio: 6 horas
Tanatopraxia: Método moderno e eficaz de conservação utiliza-se líquidos conservantes com concentrarão máxima do formol em 8%, injetado através de maquinas apropriadas, com regulagem de pressão e vazão, através de artérias junto ao triangulo de escarpa ou carótida, podendo ser feito multiponto conforme a necessidade de cada caso, em média se utiliza 8000 ml de liquido por corpo, ocorrendo a drenagem do sangue durante o processo de injeção. O cadáver fica com aparência saudável, coloração epidérmica rosada, sem marcas de “livores mortis”, ou seja, roxos nas extremidades e posterior abdominal, tecido epidérmico ganha espécie de celulite, há ganho de massa muscular, ficando pernas e braços mais grossos e flexíveis, boca e olhos fechados, posição do corpo normalmente reto. Abdome normal para negativo, devido à aspiração toraco-abdominal que retira sangue e gases, após este processo que utiliza a abertura de orifício ao lado do processo xifóide (umbigo) ainda há a introdução de cerca de 500 ml de liquido conservante neste local. Tempo médio: 2 horas
Tanatopraxia em corpos submetidos à necropsia : Em corpos submetidos à necropsia é necessária a abertura craniana e coraco-abdominal, efetuar-se a evisceração, lavagem e embalagem das víceras e massa encefálica, a injeção Dar-se-a principalmente pelo arco aortico e aorta abdominal, podendo dependendo do caso ser multipontos. Não há aspiração toraco-abdominal nestes casos, não é possível fazer a injeção através do triangulo de escarpa devido a rompimentos que é o sistema circulatório, víceras e órgãos sofrem no exame necroscópico. Tanto o processo de Tanatopraxia quanto o de Formolização devem apresentar estas características na injeção, diferindo apenas aspectos de apresentação final na aparência do corpo. Deve ser notado sutura com espaçamento máximo de 0,5 cm entre pontos, a sutura deve ser toda refeita, boca e olhos fechados, urna limpa e seca assim como o corpo. Tempo médio: 3 horas

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Tutorial de necropsia - Formação profissional

Introdução:
O que é uma necropsia?
A necropsia (necros= morto + scopion= observar) ou autopsia (auto= si próprio) é um procedimento médico praticado desde antes de Cristo e que visa analisar as alterações orgânicas após a morte.
Etimologia:
Há nove formas em uso atualmente: autopse, autópsia, autopsia, autoscópia, autoscopia, necropse, necrópsia, necropsia e necroscopia.

Autópsia (AUTO= Em si próprio PSIA= Exame).
Usual:
Palavra correta é Necropsia (NECRO=Morto PSIA=Exame), refere-se à dissecação de um cadáver, com diversos fins: educativos (aulas de anatomia), ou de medicina forense, em que se pretende determinar as causas da morte.

Pode ser subdividida em três tipos: a necropsia médico-legal ou forense, destinada a identificar o processo da morte em casos de violência ou duvidosos; a verificação de óbito, realizada em casos de morte não violenta de pessoas sem acompanhamento médico e a necropsia hospitalar, realizada por anatomopatologistas, em pacientes internados falecidos em decorrência de doenças.
Trabalho árduo, nem sempre bem interpretado e aceito pela comunidade, a necropsia deve ser realizada com a consciência de sua importância no aprimoramento da Medicina e como instrumento de controle do seu próprio exercício.
A técnica da necropsia consiste em estudar as alterações de todos os órgãos após a morte a partir do exame macroscópico (observação a olho nu dos órgãos retirados), que fornece material para o exame microscópico, onde serão vistas as alterações a nível celular. Relacionando os achados macro e microscópicos com os dados da história do paciente, pode-se então estabelecer a causa da morte, a doença de base e outras patologias existentes.
A necropsia não serve apenas para identificar a causa do óbito, como muitos pensam, ela tem diversas outras funções:
• Controle de qualidade do diagnóstico e do tratamento, através do conhecimento, por parte da equipe que atendeu o paciente, dos achados da necropsia, visando identificar possíveis falhas e suas causas, buscando sua correção, para que não se repitam em outro paciente.
• Fonte de informação para a Secretaria de Saúde, permitindo a feitura de estatísticas precisas sobre as doenças mais freqüentes, o que influi na política de saúde do Estado e do Município.
• Material para ensino dos médicos residentes, alunos e professores. A correlação clínico-patológica realizada durante todas as etapas da necropsia é um excelente exercício, constituindo a maior fonte de ensinamento em Patologia.
• Material para pesquisa científica.
• Reconhecimento de novas doenças e de novos padrões de lesão.
• Reconhecimento do efeito do tratamento na evolução da doença.
• Esclarecimento de casos sem diagnóstico clínico firmado ou naqueles em que a morte do paciente foi inesperada.

• Conhecendo a realidade

A função primordial da necropsia é fundamentar as causas que motivaram a morte da vítima e, quando possível, estabelecer sua causa jurídica, a identificação do morto, o tempo de morte e algo mais que possa contribuir no interesse de esclarecer algo em favor da justiça.Existem três indicações clássicas previstas em lei para a necropsia:

•morte violenta (por acidentes de trânsito, do trabalho, homicídios, suicídios etc.);
•morte suspeita (sem causa aparente);
•morte natural de indivíduo não identificado.

O que é necropsista?
Necropsista é termo geral para quem realiza necropsia
A necropsia é realizada por medico LEGISTA ou PATOLOGISTA, juntamente com um profissional treinado para dissecções especificas.
O medico ou medico necropsista é o profissional que observa, anota e assina o laudo de causa da morte.
O assistente necropsista é um profissional de nivel medio, que fez um curso com base teorica e pratica.
•A definição de tecnico ou auxiliar é feita conforme a instituição.






• Postura profissional

• A morte deve ser encarada pelos profissionais de saúde como inerente à natureza humana. Somos seres finitos, embora às vezes possamos agir como imortais. Não sabemos nada sobre a morte, como e porque ela se deve ou acontece. É importante, portanto, prestar cuidados em que se destaque o sentir, mais do que o falar, acreditar nas potencialidades do encontro e da relação estabelecida, emergindo angústias e o significado delas, redimensionando o cuidado prestado no processo de adoecimento e finitude.


• Biossegurança
"A biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados" (Teixeira & Valle, 1996).
PRINCÍPIOS DA BIOSSEGURANÇA
O objetivo principal da biossegurança é criar um ambiente de trabalho onde se promova a contenção do risco de exposição a agentes potencialmente nocivos ao trabalhador, pacientes e meio ambiente, de modo que este risco seja minimizado ou eliminado.
Os métodos utilizados para se obter esta contenção representam as bases da biossegurança e são ditos primários ou secundários.
1. A contenção primária, ou seja, a proteção do trabalhador e do ambiente de trabalho contra a exposição a agentes infecciosos, é obtida através das práticas microbiológicas seguras e pelo uso adequado dos equipamentos de segurança. O uso de vacinas, como a vacina contra a hepatite B, incrementa a segurança do trabalhador e faz parte das estratégias de contenção primária.
2. A contenção secundária compreende a proteção do ambiente externo contra a contaminação proveniente do laboratório e/ou setores que manipulam agentes nocivos. Esta forma de contenção é alcançada tanto pela adequada estrutura física do local como também pelas rotinas de trabalho, tais como descarte de resíduos sólidos, limpeza e desinfecção de artigos e áreas, etc.
Conjunto de normas e procedimentos de segurança que visam minimizar os acidentes em laboratório.



• EPI
(Equipamentos de segurança pessoal)

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
Genericamente, podem ser considerados equipamentos de proteção individual todos os objetos cuja função é prevenir ou limitar o contato entre o operador e o material infectante. Desta forma, oferecem segurança ao funcionário desde objetos simples como as luvas descartáveis, até equipamentos mais elaborados como os fluxos laminares.
Porém, é fundamental que o funcionário tenha consciência de que os equipamentos de proteção individual (EPIs) não substituem a prática das técnicas seguras.
Portaria 3214-NR6 (08/06/78)
• Luvas;
• Pro-pé (botas);
• Jaleco ou avental de plástico
• Protetor de braço
• Óculos;
• Máscara

Observar:
As pessoas que acompanham a necropsia deve usar mascara, avental e botas.
O nível de contaminação é alto para tuberculose e meningite.
Existem perigos na area?
• O risco de Tuberculose em profissionais de necropsia e tanatopraxia
A proteção da saúde do trabalhador fundamentava-se basicamente na Lei Federal
6514 de 22/12/1977 (que alterou o capítulo V, título II da Consolidação das Leis do).
(Trabalho aprovada pelo Decreto Lei 54522 de 1/5/1943). Mais recentemente, tem sido.
Motivo de preocupação e discussão nas várias esferas governamentais, encontrando.
Amparo em legislações específicas: a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080 de 19/9/1990)
Cita textualmente a saúde do trabalhador no âmbito do Sistema Unificado de Saúde
(SUS) em seu art. 6º, parágrafo 3º.
A doença proveniente de contaminação acidental do empregado, no exercício.
De sua atividade, é prevista em lei.
• Aspectos legais
A função primordial da necropsia é fundamentar as causas que motivaram a morte da vítima e, quando possível, estabelecer sua causa jurídica, a identificação do morto, o tempo de morte e algo mais que possa contribuir no interesse de esclarecer algo em favor da justiça.Existem três indicações clássicas previstas em lei para a necropsia:
• morte violenta (por acidentes de trânsito, do trabalho, homicídios, suicídios etc.);
• morte suspeita (sem causa aparente);
• morte natural de indivíduo não identificado.
A obrigatoriedade da execução da necropsia está regulada no Código de Processo Penal no artigo 162: “A autópsia será feita pelo menos 6 (seis) horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidência dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto”.
Parágrafo único - Nos casos de morte violenta, bastará o simples exame externo do cadáver, quando não houver infração penal que apurar, ou quando as lesões externas permitirem precisar a causa da morte e não houver necessidade de exame interno para a verificação de alguma circunstância relevante.

Art. 163 - Em caso de exumação para exame cadavérico, a autoridade providenciará para que, em dia e hora previamente marcados, se realize a diligência, da qual se lavrará auto circunstanciado.
Não existe dispositivo legal que obrigue a realização de uma necropsia anatomopatológica, mas os hospitais costumam solicitar aos familiares ou responsáveis um termo de permissão. Somente com autorização da família ou responsáveis pode-se fazer uma necropsia em paciente cuja morte for natural. Isso ocorre quando o médico tem dúvidas quanto ao diagnóstico de morte.

TANATOLOGIA
A definição mais simples de morte é a cessação total e permanente das funções vitais. Porém, como avanço da tecnologia médica,surgiram novos questionamentos, principalmente em relação ao exato momento de se considerar alguém morto. (Isso é importante no caso da doação de órgãos para transplante, por exemplo). Desta forma, define-se atualmente morte clínica como o estado irreversível de defunção encefálica comprovada por exames específicos e não mais pela cessação da atividade cardiorrespiratória (uma vez que a pessoa com morte encefálica pode manter a função cardiorrespiratória preservada)
Mas o que seria a morte encefálica?
A morte encefálica é a situação em que as estruturas vitais do encéfalo encontram-se lesadas irreversivelmente. Caracterizando-se por:
-ausência total de resposta cerebral, com perda absoluta de consciência
-abolição dos reflexos cefálicos, com hipotonia muscular e pupilas fixas indiferentes aos estímulos dolorosos e luminosidade.
-ausência de respiração espontânea
-eletroencefalograma EEG plano, isoelétrico em todas as derivações
-ausência de circulação cerebral em exame angiográfico


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Reflexões sobre a naturalidade da morte





A morte não é uma vilã. Ela faz parte do ciclo natural da vida.

A morte pode ser um aliado a sobrevivência das gerações futuras, mantendo o ciclo e renovando. Assim segue a humanidade, mas se a maioria das pessoas nascesse e demorasse 100 ou 200 anos pra morrer iria causar desequilíbrio no planeta.
Vamos observar a questão da superpopulação que teríamos no planeta:

Superpopulação é o excesso de população. As populações de seres vivos coexistem em equilíbrio há milhares de gerações porque em condições normais uma população equilibra (a taxa de natalidade com a de mortalidade), a quantidade de organismos existentes nas outras populações e vice versa, no entanto se por fatores diversos, internos ou externos à própria população, havendo oferta de alimento em abundância e espaço para a população conquistar, a taxa de natalidade fica maior que a taxa de mortalidade e com isso ocorre a explosão populacional, a população cresce exageradamente e passa a se designada como uma superpopulaçao.

No ano 1800, a população do mundo era de 1 bilhão.
130 anos depois: 2 bilhões.
2010 ................... 6,8 bilhões

AGORA VEJA AS PREVISÕES DE CRESCIMENTO POPULACIONAL P/ OS PROXIMOS ANOS
2020 ................... 7.6 bilhões
2030 ................... 8.2 bilhões
2040 .................. 8.8 bilhões
2050 .................... 9.2 bilhões

Isto quer dizer nos nos próximos 40 anos a população aumentará em 2.4 bilhões.
Perguntas:
Haverá alimento para tanta gente?
Haverá moradia digna para tanta gente?
Quantos automóveis estarão circulando?
As florestas -o que resta delas- e o mar resistirão?
Quanto teremos de aumento do lixo mundual?
Haverá como manter o sitema de saúde e aposentadoria?

o crescimento populacional
Se todos nós vivêssemos mais de 100anos, o mundo seria complicado demais.
Com aumento da população, pessoas nascendo mais e menos óbitos, numa fantasia nossa seria o paraíso, mas numa analise lógica das coisas; isto seria o pesadelo na Terra. Com o aumento da natalidade aumenta o consumo de roupas, alimentos e de lixo
produzido. Com uma expectativa de vida acima de 100anos, teríamos a falência do sistema previdenciário no Brasil e dificuldades de cuidar dos nossos idosos, pois nem todos os países no mundo tem condições de suprir as necessidades mínimas que um idoso precisa. Teríamos aumento e inflação por não haver carne e outros alimentos suficientes para uma população grande e longe vida.
Ainda não se chegou a conclusão de qual é a capacidade de sustentação de Terra. Mas o que é fácil notar é que quanto mais povoado, maior será a quantidade de recursos utilizados. Quanto maior for o crescimento populacional desordenado mis difícil será atingir o desenvolvimento sustentável.
Com o passar dos tempos os impactos causados pelo homem no mundo estão ficando mais evidentes. Metade das florestas tropicais foram destruídas, as reservas de água estão sendo contaminadas por agentes químicos, a camada de ozônio vem sendo contentemente danificada, a emissão excessiva de carbono provoca chuvas ácidas e está ligada ao aquecimento terrestre e às mudanças climáticas.
A raiz de todos esses problemas esta no rápido crescimento populacional e no conseqüente insustentável consumo tanto de recursos renováveis como não-renováveis.
O crescimento da população é proporcional ao crescimento do consumo. A existência de uma pessoa implica que esta vai consumir alguns recursos. Portanto, para reduzir o consumo deve-se reduzir o crescimento populacional. (FONTE: www.unicamp.br/fea/ortega/temas530).
A teoria criada por Tomas Robert Malthus (1766-1834), economista e demógrafo inglês, e que ganhou o nome de “Malthusianismo” foi a primeira teoria populacional a relacionar o crescimento da população com a fome, afirmando a tendência do crescimento populacional em progressão geométrica, e do crescimento da oferta de alimentos em progressão aritmética.
Segundo Malthus, as únicas formas de evitar que isso acontecesse seria reduzindo a taxa de natalidade através da proibição de que casais muito jovens tivessem filhos, do controle da quantidade de filhos por família nos países pobres, do aumento do preço dos alimentos e da redução dos salários para forçar as populações mais pobres a ter menos filhos.
Entretanto, Malthus argumentava que a alta taxa de mortalidade e fecundidade seriam praticamente impossíveis de reduzir uma vez que eram conseqüências de fatores fora do alcance da intervenção humana. Por isso, ele defendia que desastres como a fome, a epidemia e a guerra eram benéficas no sentido de serem um controle para o crescimento populacional.
Com bom humor Saramago colocou a questão pra analisarmos:

De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema.
Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder "passar desta para melhor". Os empresários do serviço funerário se vêem "brutalmente desprovidos da sua matéria-prima". Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crônica, que não pára de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque "sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja".

E se existisse uma pílula da longevidade?
Tudo novo de novo
Os imortais vão encarar um planeta lotado e trabalho duro para sempre

1. Remedinho mágico
Nos primeiros anos, só os ricos vão usufruir da pílula da vida eterna. Sem mortes por doenças cardíacas ou cânceres, males diretamente ligados ao envelhecimento, o planeta deixaria de perder anualmente 32 milhões de pessoas - e ainda receberia os 150 milhões que já vêm naturalmente ao mundo todos os anos.

2. Bilhões de vizinhos
Se hoje já exploramos o planeta além da sua capacidade de renovação, com os imortais, o jeito seria controlar a natalidade e liberar o aborto. Assim como nos países populosos, cada casal só poderia ter um filho. Irmãos, tios e primos seriam extintos. Mas as famílias aumentariam: conviveríamos até o fim da vida com avós, bisavós e tetravós.

3. Mão na consciência
Com o acréscimo dos imortais, o desastre ecológico será inevitável.
4. Vai trabalhar
A previdência, que sustenta os velhos com o trabalho dos jovens, já está em crise com o envelhecimento da população. "Se todo mundo viver 100 anos com aposentadoria, vai ficar caro", diz o professor de economia da PUC-SP, Antonio dos Santos. Ou seja, as pessoas vão viver para sempre - mas também vão passar o resto da eternidade trabalhando.

5. Uma mente sem lembranças
O cérebro humano tem limite de armazenamento. "Hoje já esquecemos de informações que não usamos quando aprendemos coisas novas", explica o gerontologista Aubrey de Grey. Nos imortais, aconteceria o mesmo: séculos inteiros seriam apagados da memória limitada. Vão viver, mas não vão lembrar para contar a história.

6. Adeus, deus
"Há tempo de nascer e tempo de morrer", diz a Bíblia. A Igreja não aprovaria uma droga que prolongasse a vida por tempo indeterminado. E não espere manifestações só dos católicos. Sem a ameaça de morte, para muita gente não faria sentido se manter religioso - até porque as religiões se baseiam na ideia de recompensar o ser humano no pós-morte.

7. Reinvenção constante
Com tanto tempo nas mãos, os humanos vão querer novas experiências. Engenheiros se tornarão médicos, que se tornarão bombeiros, que vão ser astronautas. O mesmo vai acontecer com os casamentos. O "até que a morte os separe" não vai fazer sentido. Ex-mulheres e ex-maridos vão pipocar por aí - e haja pensão para pagar todo mundo.

8. Cansei dessa vida
Depois de séculos, ser imortal será um fardo. Quem já viu de tudo não terá motivo para continuar vivo. Sem essa motivação, o ciclo natural da vida será tentador. O suicídio seria uma alternativa ou que as pessoas simplesmente parassem de tomar o remédio da juventude e voltassem a envelhecer.
(super.abril.com.br/saude/se-ninguem-morresse)


-Refletindo a morte como caminho de equilibrio
Qual a conclusão de tudo isso para refletirmos?

A resposta esta na educação. Educar é conscientizar as novas gerações para preservar o planeta e ter bom senso de quantos filhos se quer e pode ter. Dar consciência é preparar as pessoas para o ciclo da natureza. As pessoas devem nascer, viver, envelhecer com dignidade e morrer com dignidade.
Quando se fala em educação para a morte, deve-se pensar de imediato, no que significa educação. Deve-se ficar claro que educar significa aprender; significa tomar conhecimento, e significa, sobretudo, tomar consciência da realidade da vida. Educar é refletir o porque de tantos problemas e dificuldades que os seres humanos se envolvem a cada instante sem saber as suas causas, e origens. Por isso, é importante que as pessoas procurem aprender a sua situação na vida, o porque de sua estupidez, o porque de seu nervosismo, o porque da busca incessante pelas coisas materiais, e muitos outros fatores que se desejam desnecessariamente, somente para cumprir uma vaidade desta vida, pois, isto tem uma resposta clara sobre tantos impropérios que se praticam.
Quase sempre se educa para a vida material, isto é, para os instantes em que se passa aqui na terra, entretanto, deve-se levar em consideração que a educação deve servir para a vida eterna. A educação para a vida material vai servir para a sobrevivência terrena, e fomentar a vaidade que existe nos seres humanos do mundo físico. A educação deve ter um sentido mais profundo, isto significa dizer, educar para satisfazer a vida de maneira geral, isto é, a física e a espiritual; entretanto, deve existir o entrelaçamento entre as duas vidas, porque, uma sem a outra não existe. Assim sendo, o ser humano deve se educar não para se apresentar a uma sociedade, mas para entender o porque de sua existência.
Deste modo, deve-se educar para a morte? Sim, quando se pensa que a morte traz dores e sofrimentos, cuja verdade, não se encontra nestes parâmetros; entretanto, deve-se educar para a vida eterna, eliminando as maledicências de seu ego e, por conseqüência, ter-se-á uma morte consciente, por estar desprendido das coisas materiais.

Reflexões:

"Morrer não é acabar, é a suprema manhã
citações de - Hugo , Victor

"Tudo o que sei é que devo morrer em breve; mas o que mais ignoro é essa mesma morte, que não saberei evitar."
Autor - Pascal , Blaise

"A morte não nos diz respeito nem mortos nem vivos: vivos, porque ainda o estamos, mortos, porque já não existimos."Fonte - EnsaiosAutor - Montaigne

domingo, 13 de novembro de 2011

* Reflexões conceituais sobre a morte






A MORTE: (latim mors)

óbito (latim obitu)], falecimento (falecer+mento), ou passamento (passar+mento).

Estes são termos que podem referir-se tanto ao cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo, como ao estado desse organismo depois do evento.




A morte é o fenômeno natural que mais se tem discutido tanto em religião, ciência, opiniões diversas. O Homem, desde o princípio dos tempos, tem a caracterizado com misticismo, magia, mistério, segredo.




A morte como uma entidade sensível é um conceito que existe em muitas sociedades desde o início da história. A morte também é representada por uma figura mitológica em várias culturas. Na iconografia ocidental ela é usualmente representada como uma figura esquelética vestida de manta negra com capuz e portando uma foice/gadanha. É representada nas cartas do Tarot e frequentemente ilustrada na literatura e nas artes. A associação da imagem com o ceifador está relacionada ao trigo, que na Bíblia simboliza a vida.


Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de errar – cai diante da face da morte.
(Steve Jobs)







Ao pensar na morte, seja a simples idéia da própria morte ou a expectativa mais do que certa de morrer um dia, seja a idéia estimulada pela morte de um ente querido ou mesmo de alguém desconhecido, o ser humano maduro normalmente é tomado por sentimentos e reflexões.
As pessoas que se regozijam em dizer que não pensam na morte, normalmente têm uma relação mais sofrível ainda com esse assunto, tão sofrível que nem se permitem pensar a respeito.
Esses pensamentos, ou melhor, os sentimentos determinados por esses pensamentos variam muito entre as diferentes pessoas, também variam muito entre diferentes momentos de uma mesma pessoa. Podem ser sentimentos confusos e dolorosos, serenos e plácidos, raivosos e rancorosos, racionais e lógicos, e assim por diante.
Enfim, são sentimentos das mais variadas tonalidades.
Isso tudo pode significar que a morte, em si, pode representar algo totalmente diferente entre as diferentes pessoas, e totalmente diferente em diferentes épocas da vida de uma mesma pessoa.






Os 5 Estágios da Dor da Morte
A reação psíquica determinada pela experiência com a morte foi descrita por Elisabeth Kubler-Ross como tendo cinco estágios (Berkowitz, 2001):
-Primeiro Estágio: negação e isolamento
A Negação e o Isolamento são mecanismos de defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. A intensidade e duração desses mecanismos de defesa dependem de como a própria pessoa que sofre e as outras pessoas ao seu redor são capazes de lidar com essa dor. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo.

-Segundo Estágio: raiva
Por causa da raiva, que surge devido à impossibilidade do Ego manter a Negação e o Isolamento, os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado pela revolta de quem sabe que vai morrer. Junto com a raiva, também surgem sentimentos de revolta, inveja e ressentimento. Nessa fase, a dor psíquica do enfrentamento da morte se manifesta por atitudes agressivas e de revolta; - porque comigo? A revolta pode assumir proporções quase paranóides; “com tanta gente ruim pra morrer porque eu, eu que sempre fiz o bem, sempre trabalhei e fui honesto”...
Transformar a dor psíquica em agressão é, mais ou menos, o que acontece em crianças com depressão. É importante, nesse estágio, haver compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva na pessoa que sente interrompidas suas atividades de vida pela doença ou pela morte.

-Terceiro Estágio: barganha
Havendo deixado de lado a Negação e o Isolamento, “percebendo” que a raiva também não resolveu, a pessoa entra no terceiro estágio; a barganha. A maioria dessas barganhas é feita com Deus e, normalmente, mantidas em segredo.
Como dificilmente a pessoa tem alguma coisa a oferecer a Deus, além de sua vida, e como Este parece estar tomando-a, quer a pessoa queira ou não, as barganhas assumem mais as características de súplicas.
A pessoa implora que Deus aceite sua “oferta” em troca da vida, como por exemplo, sua promessa de uma vida dedicada à igreja, aos pobres, à caridade ... Na realidade, a barganha é uma tentativa de adiamento. Nessa fase o paciente se mantém sereno, reflexivo e dócil (não se pode barganhar com Deus, ao mesmo tempo em que se hostiliza pessoas).

-Quarto Estágio: depressão
A Depressão aparece quando o paciente toma consciência de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas. Evidentemente, trata-se de uma atitude evolutiva; negar não adiantou, agredir e se revoltar também não, fazer barganhas não resolveu. Surge então um sentimento de grande perda. É o sofrimento e a dor psíquica de quem percebe a realidade nua e crua, como ela é realmente, é a consciência plena de que nascemos e morremos sozinhos. Aqui a depressão assume um quadro clínico mais típico e característico; desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro, etc.

-Quinto Estágio: aceitação
Nesse estágio o paciente já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento de repouso e serenidade antes da longa viagem.
É claro que interessa, à psiquiatria e à medicina melhorar a qualidade da morte (como sempre tentou fazer em relação à qualidade da vida), que o paciente alcance esse estágio de aceitação em paz, com dignidade e bem estar emocional. Assim ocorrendo, o processo até a morte pôde ser experimentado em clima de serenidade por parte do paciente e, pelo lado dos que ficam, de conforto, compreensão e colaboração para com o paciente.



A morte física também é uma separação. Quando o corpo está separado do espírito, ele está morto (Tiago 2:26). Eclesiastes 12:7 nos diz que isto é o que acontece no fim da vida física: "O pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu".

A morte é considerada através de várias perspectivas na literatura de todo o mundo. Encaramos a morte, lidamos com o falecimento de entes queridos e desconhecidos, discutimos o seu significado religioso, filosófico, social, etc.
Muitos autores usaram-na como via para expressar o que há depois da vida, sob a perspectiva de várias teorias. As três mais divulgadas e preponderantes são:
 A teoria da "Extinção Absoluta" permanente da vida ao ocorrer a morte física, ou teoria Materialista (monista);
 A teoria do "Céu e Inferno" numa vida eterna para além da física e determinada pela conduta na vida física, ou teoria Teológica
 A teoria da reencarnação através de renascimentos sucessivos em corpos físicos e com diferentes experiências de vida para alcançar a expansão de consciência e perfeição espiritual, ou teoria do Renascimento (dualista).


"Não há nada no mundo mais nu que um esqueleto", escreve José Saramago diante da representação tradicional da morte. Só mesmo um grande romancista para desnudar ainda mais a terrível figura.
Apesar da fatalidade, a morte também tem seus caprichos. E foi nela que o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel da Literatura buscou o material para seu novo romance, As intermitências da morte. Cansada de ser detestada pela humanidade, a ossuda resolve suspender suas atividades. De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema.
Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder "passar desta para melhor". Os empresários do serviço funerário se vêem "brutalmente desprovidos da sua matéria-prima". Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crônica, que não pára de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque "sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja".


O que quero neste artigo é reflexão.
Dica: Leiam AS INTERMITÊNCIAS DA MORTE
José Saramago