segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Reflexões sobre a espiritualidade

Reflexões sobre a espiritualidade



A MORTE: (latim mors)
óbito (latim obitu)], falecimento (falecer+mento), ou passamento (passar+mento), são termos que podem referir-se tanto ao cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo, como ao estado desse organismo depois do evento.
As expressões vida após a morte, além, além-túmulo, pós-vida, ultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade da alma, espírito ou mente de um ser após a morte física. Os principais pontos-de-vista sobre o além provém dareligião, esoterismo e metafísica. Sob vários pontos de vista populares, esta existência continuada frequentemente toma lugar num reino espiritual ou imaterial. Acredita-se que pessoas falecidas geralmente vão para um reino ou plano de existênciaespecífico após a morte, geralmente determinado por suas ações em vida.
Hoje um coração parado não significa que seu dono vá, necessariamente, passar para o lado de lá. Graças a uma série de procedimentos médicos e um aparelhinho chamado desfibrilador, uma parcela razoável de pacientes dados como mortos tem sido "ressuscitada" nas UTIs mundo afora. Várias dessas pessoas têm histórias para contar. São histórias que desconcertam a ciência com perguntas muito difíceis – e que só agora começam a ser respondidas.
Muitos dos que estiveram na fronteira da morte – algo entre 6% e 23% – relatam experiências místicas: túneis que terminam em luzes celestiais, encontros com seres igualmente luminosos, memórias de uma consciência descolada do corpo físico, uma sensação indescritível de paz. Essas lembranças não raro incluem descrições detalhadas de fatos ocorridos entre a "morte" e a "ressurreição". Coisas que, diz a lógica dos vivos, não poderiam ser recordadas por pessoas com atividade cerebral nula.

Experiências de quase-morte (EQM)
A experiência
Em 1998, Lars Grael velejava em Vitória, ES, quando foi atropelado por uma lancha, perdeu uma perna e muito sangue. Seu coração parou de bater. Lars teve uma experiência de quase-morte. Nas palavras do próprio, "é uma coisa muito difícil de descrever". O médico José Carlos Ramos de Oliveira, outro sobrevivente de parada cardíaca, endossa Lars: "só quem passou por isso sabe do que estou falando".
"Indescritível" é o adjetivo que mais aparece nos relatos de EQMs. A experiência é inefável – impossível de ser reproduzida com fidelidade em palavras. Ao que parece, a comunicação flui sem linguagem, os sentidos não atuam do jeito regular e nada se assemelha muito às coisas deste mundo. Isso não ajuda muito a compreensão daqueles que, como eu e quase todos os estudiosos do fenômeno (não sei quanto a você), nunca estiveram do lado de lá.
Apesar da dificuldade em verbalizar a experiência, os relatos de EQMs são muito mais claros e detalhados que narrativas de sonhos ou de alucinações por drogas. Os depoimentos são semelhantes, mas nunca iguais. Algumas pessoas "flutuam" sobre o próprio corpo e observam o trabalho dos médicos; outras são guiadas por parentes mortos até uma luz brilhante. O túnel, descrito por tantos, assume formas diversas. "A maioria disse ter visto um túnel longo e escuro, mas outros o descreveram como um caleidoscópio ou um túnel de ladrilhos coloridos", afirma o médico britânico Sam Parnia, da Universidade Cornell, em Nova York, EUA.
Realidade ou ilusão?
Quando você come uma lasanha recém-saída do forno, seu cérebro é bombardeado por estímulos: o cheiro, o sabor, a temperatura, a textura da carne moída, a visão do queijo derretido. Para uma questão prática – começar logo a digestão dos nutrientes –, o cérebro ordena a ativação imediata das glândulas salivares. Você também pode salivar só ao lembrar de uma refeição deliciosa, não é? As áreas cerebrais ativadas foram as mesmas. Mas a lasanha não estava lá. E você sabia disso.
Para o neurocientista Andrew Newberg, a lógica da lasanha pode ser aplicada a toda experiência, inclusive à de quase-morte. "Rastrear o comportamento neurológico de uma experiência espiritual não prova que ela é irreal", diz. Se Deus existe e aparecer para você, sua percepção da revelação divina será necessariamente mediada pelo cérebro.
Não existe uma realidade objetiva. Tudo o que consideramos concreto é informação de segunda mão, uma imagem mental filtrada pelos nossos sentidos. Mas ficaríamos loucos se questionássemos a realidade de cada xícara de chá que tomamos. Por isso, afirma Andrew, consideramos reais as coisas que parecem reais em comparação às outras – o mundo físico parece mais real que os sonhos, portanto é mais real.

Usando um aparelho de eletroencefalograma, um grupo de médicos monitorou a atividade cerebral de 7 pessoas enquanto elas morriam. Todas eram pacientes terminais, entre 34 e 74 anos, que sofriam de cirrose, falência múltipla dos órgãos, septicemia, insuficiência cardíaca ou câncer. Os doentes estavam sob efeito de sedativos e só sobreviviam com a ajuda de aparelhos - que, a pedido de suas famílias, foram desligados.

A atividade cerebral dos pacientes ia ficando cada vez menor. Mas, nos últimos momentos antes damorte, o córtex cerebral (área responsável pela consciência) simplesmente disparava, e permanecia 30 a 180 segundos num nível muito mais alto, antes de cessar de vez. Isso acontece porque, quando os neurônios ficam sem oxigênio, perdem a capacidade de reter energia e começam a disparar em sequência - num efeito dominó que poderia provocar alucinações. "Isso pode explicar as experiências extracorpóreas relatadas por pacientes que quase morreram", afirma o estudo, assinado por 4 médicos da Universidade George Washington.


"A última coisa que ouvi foi o médico dizer: ‘fibrilou’. Eu estava morrendo e me ressuscitaram. Como se fosse um sonho, entrei em um túnel escuro. Era uma sensação de prazer, de paz e de bem-estar que não tem explicação. Acho que só quem passou por isso sabe do que estou falando. E, de repente, comecei a ver tudo de trás para frente, como uma câmera de cinema num trilho. Via faces em preto-e-branco na parede do túnel. Não eram rostos de pessoas conhecidas. E o ‘trem’ da câmera de cinema voltando para trás em uma velocidade espetacular."
José Carlos Ramos de Oliveira é médico cardiologista em São Paulo e sofreu uma parada cardíaca em 1989.

1. A paz
No início da experiência, a dor desaparece. Somem também as noções de tempo e espaço. A pessoa é tomada por um sentimento indescritível de paz e serenidade. Essa fase ocorre em cerca de 60% das EQMs.

2. A viagem
A sensação é de se desprender do corpo físico e flutuar. Muitos dizem ver e ouvir o que se passa no ambiente em que o corpo está. Outros vão a lugares distantes – há até viagens espaciais.

3. O túnel
Segue-se uma etapa transitória de escuridão. São comuns as descrições de viagens muito velozes por um túnel, como se a pessoa estivesse sendo tragada por um aspirador de pó gigante.



4. A luz
No fim desse túnel, quase sempre há uma luz. Sobreviventes de experiências de quase-morte dizem que essa é a luz mais brilhante que poderia existir no Universo e, ainda assim, não ofusca a visão.

5. A fronteira
Em cerca de 10% dos casos, a pessoa relata entrar na luz do fim do túnel. Além dela, há ambientes paradisíacos e um limite que, ser for ultrapassado, tornaria a morte irreversível. A pessoa acorda em seu corpo e volta a sentir dor.



O fato de essas pessoas voltarem não significa morte verdadeira. Este é uma fase que se entra e é reversível e todos os fenômenos ainda estão ligados as reações do corpo. A morte verdadeira é quando todas as tentativas executadas não surtem efeitos de reação e o óbito é constatado.
Um ponto de interrogação que pesa sobre a cabeça de todos aqueles que não têm uma Religião ou simplesmente não acreditam em Deus : Afinal, existe ou não, vida após a morte ? A pesquisa feita em 10 hospitais da Holanda analisou 1500 pessoas no leito de morte. Pelo menos 63 delas voltaram para contar o que viram. É a primeira vez que a ciência assina esse tipo de experiência. O médico Britânico Sam Parnia, do Hospital Geral de Southampton, no sul da Inglaterra, foi um dos chefes da pesquisa feita na Holanda : “ Entrei descrente, não acreditava em Deus, muito menos na existência da alma. Agora, tenho minhas dúvidas. Acho que algo muito maior do que nós existe e nos espera depois da morte ”, diz. As salas de ressuscitação dos hospitais serviram de laboratório para os pesquisadores. Noventa por cento das pessoas analisadas tiveram ataques cardíacos. Os outros 10% eram vítimas de acidentes : “ Zerávamos o cronômetro assim que o paciente era posto sobre a maca, dessa forma analisamos casos de pessoas que ficaram de 15 segundos a 43 minutos clinicamente mortas ”, conta o médico. Como eles sabiam que as pessoas estiveram realmente sem vida ? “ Porque tudo parou. O coração, a respiração, os impulsos do cérebro. Nada mais funcionava. Era gente que estava morta, mesmo que momentaneamente ”, afirma Sam Parnia. E o que acontecia ? “ Eles enxergavam nossa luta para trazê-los de volta à vida. Era como se a mente se desligasse do corpo e ficasse flutuando ao lado da maca. Alguns chegavam a tentar nos avisar que não adiantava mais continuar dando choque, pois o corpo já estava morto ”, relata. O cinema sempre usou e abusou desse tema : Mortos que voltam ou que jamais vão para o céu ou para o inferno.

Mas será que é possível continuar vivendo sem um corpo ? Será que existe consciência independente do cérebro ?
Com base em tudo que se tem sobre o assunto. Essa é uma conclusão não religiosa, mas espiritualista e com certa lógica devido aos relatos e escritos antigos.


Uma descrição subjetiva:
-De repente um estrondo e tudo se apagou tudo
-Escutei vozes, vi luzes e senti que estava flutuando
-Senti calor e frio alternados

-Tudo ficou escuro
- Frio e silêncio
-Senti formigamentos no corpo
-Agora não ouvia, não falava, não tinha sensações, mas tinha consciência de existência e estava em paz.
-Percebi que tudo que a mente produzia, eu podia presenciar na consciência e assim os medos se confrontavam, mas depois ia passando e em momentos confusos veio a paz verdadeira.
-Em seguida não senti mais nada, não ouvia e não via nada. Estava escuro, mas com sensação tranqüilidade e estava consciente.


A morte física também é uma separação. Quando o corpo está separado do espírito, ele está morto (Tiago 2:26).

Eclesiastes 12:7 nos diz que isto é o que acontece no fim da vida física: "O pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu".


Espirutualidade
Espiritualidade é ser capaz de enxergar o que há de errado com nós mesmos, aceitando a idéia de quepodemos mudar e assim, expor o desejo para efetivamente transformar.
Quando estamos num caminho espiritual, buscamos nos reconectar com a Luz do Criador. Essa alma não tem nome - não é cristão, judeu ou budista; não é masculino ou feminino; não é limitado de nehuma forma.É Alma, só
Uma alma é Energia Divina; é existência além da matéria. É a parte de você que existe além da matéria, além de seu corpo e de seus cinco sentidos. Não pode ser vista. A alma é para o corpo aquilo que o astronauta é para a roupa espacial; funciona como uma bateria, dando vida e animação. Tire o astronauta da roupa, e esta será basicamente inútil. Tire a alma do corpo, e o corpo basicamente desmorona. (Isso é a morte - a separação entre corpo e alma).
Alma é um termo que deriva do latim anǐma, este refere-se ao princípio que dá movimento ao que é vivo, o que é animado ou o que faz mover. De anǐma, derivam diversas palavras.
Religiosamente definida como um ser independente da matéria e que sobrevive à morte do corpo, que se julga continuar viva após a morte do corpo, podendo o seu destino ser a beatitude celestial ou o tormento eterno.

A pessoa teria de na verdade fazer calar os sentidos para sentir a alma. Se você fosse cego, surdo, mudo, sem nariz e com o tato insensível, ainda estaria vivo dentro de si mesmo. Mas que parte de você ainda está viva? Eis o que é a alma.
Mas como devemos expressar nossa alma?

1. Torne-se espiritual
A espiritualidade é para sua alma aquilo que o alimento é para o corpo. Antes que você possa expressar sua alma, deve nutri-la. Um homem faminto não pode ganhar uma corrida, e uma alma faminta não pode expressar-se. Para alimentar sua alma, dê-lhe espiritualidade. Faça atividades espirituais.

2. O que são "coisas espirituais?"
São outras coisas boas e positivas que não têm resultado físico e tangível - são espirituais, portanto você não pode ver com seus olhos físicos. Por exemplo, atos de amor e bondade, embora sejam coisas espirituais, têm ainda o benefício de um resultado tangível, físico - um relacionamento aperfeiçoado ou uma pessoa grata por receber sua ajuda.
Uma salvação para a alma em vida é a paz de consciência e a fé em um criador. Por relatos e tradições, temos um Deus único e com leis e regras para com nós.
A salvação eterna, a do espírito, é um presente não merecido, por graça, aplicando uma fé que também nos dá Deus, para o qual não é necessário que intervenha nossa conduta e nossas obras; mas a salvação da alma tem a ver com obras; devemos ocupar-nos na salvação de nossa alma, porque a alma é a que peca.

"a alma que pecar, essa morrerá." (Ezequiel 18:4b).

Quando fala da salvação do espírito, a Palavra de Deus fala no passado; mas quando se trata da salvação da alma, usa o verbo no tempo presente. "Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma." (Tiago 1:21).

O Judaísmo entende que o povo judaico é o povo escolhido de Deus e enfatiza o comportamento ético e moral do homem para que ele obtenha o benefício da salvação. Para tanto enfatiza o cumprimento das Lei (ordenanças) de Deus.
No cristianismo a salvação é estabelecida através de Jesus Cristo. A soteriologia no cristianismo estuda como Deus separa as pessoas condenadas pelo pecado e os reconcilia com Deus. Os cristãos recebem o perdão dos pecados, vida e salvação adquirido por Jesus Cristo através de seu sofrimento inocente, morte e ressurreição após sua morte. Esta graça da salvação é recebida sempre pela fé em Jesus Cristo, através da palavra de Deus.
Alguns cristãos, simplificadamente, acreditam que a salvação é obtida a partir deles e da vontade de Deus (Sinergismo).


Vemos, pois, que Deus, para nos salvar, pelo fato de que nos ama, não toma uma atitude tolerante frente ao pecado. Para salvar-nos, o amor de Deus não trabalha sem justiça. Os pecados dos homens devem ser julgados. Enviando a Seu Filho, ao Senhor Jesus, a que encarnasse e morresse por nós na cruz e carregasse os nossos pecados, Deus satisfaz Seu amor e Sua justiça. Para nos salvar, deve haver um equilíbrio entre o amor e a justiça de Deus. De maneira que enquanto a nossa posição de salvos e filhos de Deus, já nós fomos julgados na cruz com Cristo. Nós recebemos a salvação como um presente, mas Deus pagou um altíssimo preço por esse presente.No Antigo Testamento, o sumo sacerdote entrava uma vez ao ano no Lugar Santíssimo do tabernáculo; ali estava a arca do pacto, em cuja coberta, o propiciatório, vertia o sangue dos animais sacrificados, para achar graça de Deus por seus próprios pecados e os do povo. Agora Jesus se tem convertido em propiciatório e Sumo Sacerdote à vez, oferecendo Seu próprio sangue para que nós venhamos pela fé a Deus.

Efeito dos costumes e a fé da salvação em vida é o conforto de acreditar no descanso e retorno ao criador, após a morte.


“Assim será com a ressurreição dos mortos. O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível, é semeado em desonra e ressuscita em glória, é semeado em fraqueza e ressuscita em poder, é semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual” (1Coríntios 15:42-44)

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-Confúcio