terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Reconhecimento da profissão de necropsia - campanha:2 / FEVEREIRO 2010

Fevereiro 2010
segunda parte da campanha de reconhecimento da profissão de necropsista

Convocamos a todos os interessadoa a mandar e-mails para seus politicos pedindo mais concursos na area e regulamentação da profissão de necropsia. Os e-mails podem ser enviados a vereadores, deputados estaduais e ou federais. Temos varios artigos no blog para vocês se embasarem. Podem se apoiar nas informações postadas e colocar o ponto e vista pessoal tambem. Colabore.

Apoio:
TEREMOS MUITAS LUTAS PELA FRENTE.
Por ser uma profissão extremamente desgastante física e emocionalmente, alta periculosidade.

PLEITEAMOS:

 UMA JORNADA DE TRABALHO MAIS FLEXÍVEL
 INSALUBRIDADE
 AVALIAÇÃO MÉDICA SEMENSTRAL (APTIDÃO FÍSICA E PSICOLÓGICA)
 CONVÊNIOS MÉDICOS E ONDONTOLÓGICOS
 REDE DE DESCONTOS
 PLANO DE CARREIRA EMUNERAÇÃO COMPATÍVEL
 CURSOS TÉCNICOS ESPECIFICO (ATUALIZAÇÃO/FORMAÇÃO)
 REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO

Criação de sindicato: Sindicato dos Profissionais de necropsia
(sindicato em processo de reativação)

Apoio:
Escola Coração de Jesus
Formação de necropsistas
Fone (11) 3483-7749 - 2093-3536
R. Arnaldo Vallardi Portilho,10 - Penha
São Paulo - SP, 03632-030

Site espanhol do ramo funerario:
http://Post-Mortem.com


Site espanhol de assuntos tanatologicos

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sem necropsia e sem identidade no Haiti

A primeira coisa é enterrar e mais tarde procurar fazer as identificações.

O CAOS é total
-A todos os horrores do Haiti que televisões, agências de notícia, rádios, sites e revistas vêm mostrando nos últimos dias somou-se uma cena (ou várias delas) capaz de estarrecer qualquer um. Ao lado de homens famintos, que começam aos poucos a receber alguma comida e água, centenas de cães já estão revirando os escombros em busca de suas refeições.E o que são elas: cadáveres que ainda não foram resgatados pelas equipes de socorro.
-O presidente do Haiti, René Préval, disse nesta quinta-feira (14) que cerca de 7 mil corpos de vítimas do terremoto já foram enterrados em uma vala comum.
Préval deu a informação enquanto acompanhava o presidente da vizinha República Dominicana, Leonel Fernandez, primeiro chefe de estado a visitar o Haiti após o tremor.
-O enterro de milhares de vítimas continua bem como as grandes fogueiras onde corpos são empilhados e cremados. Médicos que trabalham em hospitais em ruínas ou de campanha reclamam que ainda não receberam medicamentos e anestesias e as amputações continuam ser feitas a sangue frio.
-Pelas condições sanitárias de Porto Príncipe, teme-se por início rápido de uma epidemia de cólera, doença com alto grau de letalidade. O lixo não é recolhido e é dele que se alimentam algumas cabras, porcos e vacas.
Corpos de vítimas são sepultados em covas coletivas

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Milhares de mortos já foram enterrados após o tremor, mas outros milhares continuam expostos nas ruas do Haiti. Na foto, sepultura é aberta em frente ao cemitério de Leogane, a oeste de Porto Príncipe

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Uma reflexão interessante




Eu li este testo na internet. Achei interessante coloca-lo. Eu gosto de colocar no meu blog coisas que acho um ponto de sentido...Gosto quando encontro uma pessoa que tem algo a dizer.



"Você pode ser tão louco como um cão raivoso com o rumo que as coisas tomaram. Você pode jurar maldição ao destino, mas quando ele chega ao fim, você tem que aceitar."

Não quero aqui narrar como as coisas acontecem, afinal de contas não existe necessidade pois ainda que não tenha visto o filme você já deve conhecer a história. Mas diante do grande favorito a levar várias estatuetas na noite do Oscar, quais impressões teriam ficado pós conhecer o Mr Button? A resposta veio após alguns minutos de reflexão ainda dentro da sala de cinema, quando me dei conta de que se tratava de um tema que causa temores e assombra o ser humano: a morte!

Sim, Benjamin Button fala sobre morte, o filme é cercado pela temática que assombra por ser inevitável. A questão temporal é o cerne do relacionamento amoroso dos personagens principais. Em algum tempo eles viveriam o romance (isso parecia até mesmo óbvio), mas este tempo estava certo demais, delimitado demais. Um amor marcado pela iminência da juventude e da velhice - paradoxos temporais da vida humana e brilhantemente explorados no filme.

Em todos os momentos, o sentimento de que a vida é finita está no centro da história nos lembrando de que as perdas são inevitáveis, e que por isso mesmo nós devemos valorizar o que é importante. Em um determinado momento do filme, uma senhora diz: "Benjamin, estamos destinados a perder pessoas que amamos. Senão, como saberíamos o quanto são importantes para nós?”. E não existiria personagem em melhores condições de compreender isso do que Benjamin.

O abrigo para idosos torna-se então o local perfeito para trazer a tona essas relfexões de vida e morte, e Nova Orleans é a cidade perfeita para se desenrolar a história. A vida de Benjamim Button lembra (ainda que de longe) a trajetória de Forrest Gump, ambas as vidas cruzam décadas vivendo intensamente ( e participando) cada período descrito.O filme surpreende por manter aos ‘pés no chão’, trazendo para a ficção comportamentos absolutamente reais.


Após sair da sala de cinema, uma série de pensamentos e lembranças vieram a tona, lembrei-me de uma reportagem que li há muitos anos sobre morte, e que mudou muitas das minhas concepções sobre o tema, pensei a respeito de envelhecer, de mudar, de não poder parar o tempo, e de certa maneira estar fadado À ditadura das horas – pois infelizmente o relógio não funciona ao contrário, ainda que este seja o desejo do descontente.

"Para as coisas importantes,
nunca é tarde demais,
ou no meu caso, muito cedo,
para sermos quem queremos.
Não há um limite de tempo,
comece quando quiser.
Você pode mudar ou não.
Não há regras.
Podemos fazer o melhor
ou o pior.
Espero que você
faça o melhor.
Espero que veja as
coisas que a assustam.
Espero que sinta coisas
que nunca sentiu antes.
Espero que conheça pessoas
com diferentes opiniões.
Espero que viva uma
vida da qual se orgulhe.
Se você achar que não tem,
espero que tenha a força
para começar novamente."



Italo Calvino
http://periclesvc2008.blogspot.com/2009/01/cronicas-da-morte.html

Divulgando novidades e unindo parcerias



Necropsistas:
Existem colegas na nossa area buscando criar um sindicato na area de necropsia e pós-necropsia. Alem de colegas e escolas e entidades interessadas. A criação definitiva tera que ter todo embasamento tecnico e juridico. Faço votos que ergão-se as vozes da ideologia sindical e apoiem o reconhecimento da area de necropsia.
(sergio)



Por Paulo Goular:
Companheiros,
Ninguém melhor do que você que exerce função na área pós-necro, para avaliar e testemunhar o quanto é árdua e desgastante, tanto física como emocionalmente.
Apesar de ser uma das profissões mais antigas, ainda não é reconhecida oficialmente, mantendo-nos como subemprego. Função que nunca foi lembrada por qualquer tipo de autoridades, a não ser quando há um óbito em suas famílias, depois esquecem. Talvez por nossa própria culpa de não cobrar o respeito que nos é devido. Categoria esta sempre discriminada e rotulada como açougueiros, papa-defuntos, urubus, carniceiros. Tudo isso ocorre, por desconhecerem a grandeza e a magnitude de nossos serviços, profissionais extremamente essenciais por suas habilidades e principalmente coragem e perseverança. Mostrar-nos como pessoas que também tem sensibilidade e talentos diversos, divulgar que o funcionário da área de necropsia também tem hobbyes, funções religiosas, culturais, políticas, que somos sociáveis, que além de tudo somos extremamente sensíveis, ou seja, normais como qualquer outro ser humano.
Pensando em modificar esta situação, um grupo de profissionais, servidores do IML, uniram-se com ideais de formar um órgão representativo, com intuito de chamar atenção das autoridades e da sociedade, quanto as dificuldades e necessidades da área/categoria nascendo em 12/12/1998 o SINTANSP – Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Necropsia do estado de São Paulo, que abrangia os IMLS e SVOS. No decorrer dos trabalhos analisamos que a abrangência de nossa categoria é muito maior, pois existem profissionais na área pós-necro em cemitérios, funerárias, e hospitais que precisam de um órgão para defender seus direitos e ergue sua bandeira em conquista de reconhecimento e valorização, assim, alterou-se o estatuto do SINTANSP, passando denominar como SIPONESP – Sindicato dos Profissionais em Procedimentos Pós-Necro do Estado de São Paulo, desta forma representado sem distinção a todos os profissionais que atuem direta e indiretamente no seguimento pós-necro.

Por mais concursos na area de necropsia
Por reconhecimento da profissão
Por direitos e leis trabalhistas justas

domingo, 10 de janeiro de 2010

Tudo sobre a area de necropsia


Sou um proficional serio, consciente e humano.
Necropsista não é ser frio!
O q deixa o ser humano frio?
Ao meu ver é a falta de amor e compaixão...isso no trato com pessoas vivas. Na necropsia, o corpo do cadaver deve ser respeitado, pois já foi um ser vivente, mas ali você fará tambem seu trabalho, será sua matéria prima. Apenas matéria, mais nada. Respeitar a dor dos familiares e ter consciência que tanto a morte como a necropsia pode acontecer a qualquer um de nós, não somos superiores e nem imortais. Não somos frios, se respeitarmos a vida.







CAMPANHA

Estamos numa campanha para reconhecimento da area de necropsia e surgimento de concursos na area. Para apoiar, escreva para seu candidato a deputado estadual e federal e vereadores da sua cidade. Isto é a nivel nacional.
Veja a seriedade disso em todo o Brasil. Vou citar alguns trechos de artigos politicos e judiciais reconhecendo a importancia do serviço de necropsia.
Leia:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____VARA CÍVEL DA COMARCA DE TOLEDO - PARANÁ

AÇÃO DE CARÁTER URGENTE


O MINISTÉRIO PÚBLICO, por seus Promotores de Justiça abaixo subscritos, no uso das atribuições que lhes são conferidas pelo art.129 incisos II e III da Constituição Federal, no art.25 inciso IV letra 'b' da Lei n° 8.625/93, nos arts.1° inciso IV, 3º e 5º da Lei n° 7.347/85, vêm respeitosamente perante Vossa Excelência, com esteio na documentação inclusa, para o fim de ajuizar a presente


AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO LIMINAR EM DEFESA DA SEGURANÇA PÚBLICA DA POPULAÇÃO DE TOLEDO E REGIÃO, COM PRECEITO COMINATÓRIO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, em face do


ESTADO DO PARANÁ, pessoa jurídica de direito público, representado por seu Procurador-Geral, podendo ser citado na Rua Conselheiro Laurindo, nº 561, em Curitiba-PR, pelas razões de fato e de direito a seguir articuladas:
I - PRELIMINARMENTE - A LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO E O CABIMENTO DA PRESENTE AÇÃO:

Através da presente ação o Ministério Público busca a prestação jurisdicional para que o ESTADO DO PARANÁ seja compelido a assumir o integral e adequado funcionamento do INSTITUTO MÉDICO LEGAL DE TOLEDO, órgão que abrange 22 municípios de micro-região Oeste do Paraná.

Conforme informações inclusas, desde o dia 13 de abril de 2008, o INSTITUTO MÉDICO LEGAL de Toledo fechou suas portas, situação concretizada em definitivo após o término de convênio outrora travado entre o Poder Executivo Municipal e o Estado do Paraná, visto que há mais de uma década o Estado não assume sua responsabilidade para com o órgão, transferindo indevidas obrigações ao Município de Toledo.

Portanto, trata-se de ação civil pública destinada a tutelar o interesse difuso da população dos 22 municípios abrangidos pelo órgão, além de permitir o regular trabalho das autoridades policiais e judiciais perante a área criminal, visto que o fechamento do IML resultará em graves conseqüências à segurança pública, já que centenas de laudos periciais não estão sendo realizados pelo órgão.

Fonte:
http://www.forumseguranca.org.br/perfis/lelio-braga-calhau

PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DA REDE DE SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITOS-SVO - DO ESTADO DE MINAS GERAIS.



I – APRESENTAÇÃO


Os Serviços de Verificação de Óbitos (SVO) são instituições que têm por finalidade a determinação da realidade da morte, bem como a sua causa – desde que natural e não sob suspeita de violência– nos casos de óbitos ocorridos sem assistência médica ou com assistência médica, mas em que este sobreveio por moléstia mal definida. (Laurenti e Mello Jorge, 1995).

“O SVO é uma instituição responsável pela vigilância de enfermidades de notificação compulsória e coleta oficial de dados epidemiológicos, que permitem avaliações de riscos epidemiológicos de enfermidades.” (Parecer nº 30, da Sociedade Brasileira de Patologia).


Deve ainda ser ressaltado a “importância epidemiológica do esclarecimento da causa de todos os óbitos, inclusive os casos de morte natural com ou sem assistência médica, sem elucidação diagnóstica, para a definição e implementação de políticas de saúde e fidelidade estatística do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM). Além disso, a elucidação rápida da causa de morte em eventos relacionados a doenças transmissíveis, em especial aqueles sob investigação epidemiológica, com a finalidade de programar medidas oportunas de vigilância e controle de doenças, e, garantir à população acesso a serviços especializados de verificação da causa mortis decorrente de causa natural, com agilidade na liberação da Declaração de óbito.”(Port.nº.1.405, de 29.06.2006)


Na Análise da Situação de Saúde do Estado de Minas Gerais de 2006, pode-se verificar que nos grupos de óbitos por causas, nas macrorregiões de saúde do Estado, destacam-se altas taxas de mortalidade por causas mal definidas - Jequitinhonha (29,5), Norte de Minas (30,9), Nordeste (26,8), Leste (18,8), Noroeste (17,3), Centro-Sul (10,0)*.

Isto reflete a necessidade de organização dos serviços médico-hospitalares e de diagnóstico que possibilitem o acesso a esses recursos e a melhoria da qualidade dos registros da declaração de óbitos.


JUSTIFICATIVA


A atividade de verificação e esclarecimento da causa mortis tem importância estratégica para o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica. Contribui para detectar as emergências epidemiológicas, o diagnóstico de casos isolados ou surtos de doenças emergentes e reemergentes, ou agravos inusitados, orientar a tomada de decisão para o controle de doenças no curto prazo, bem como complementar outras ações, contribuir para o aprimoramento da qualidade da informação de mortalidade, essencial também para subsidiar o monitoramento de políticas de médio e longo prazos.
*Fonte: SIM/SE/SES-MG-Dados de 2004.


Cidades: Gripe suína: vírus lesiona o pulmão, diz autópsia
Os resultados das primeiras autópsias de brasileiros que morreram por causa da gripe suína mostram um cenário de danos ao organismo que remonta às epidemias de influenza de 1918, 1954 e 1968: destruição dos alvéolos pulmonares, hemorragia alveolar, inflamação necrótica dos bronquíolos e sinais de falência múltipla dos órgãos. Os exames indicam também ter havido uma resposta exagerada do sistema imunológico contra o vírus, o que acabou por prejudicar os pulmões das vítimas.

No trabalho inédito de análise dos tecidos de 21 pessoas mortas pelo H1N1, cientistas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP apontam ainda que os piores danos pulmonares ocorreram na única paciente grávida analisada, o que confirma a importância da priorização dada a essas pacientes durante a epidemia.

O estudo foi publicado em outubro na revista científica American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine e é um dos primeiros a revelar o resultado de autópsias de vítimas da nova gripe. "Em um cenário em que poucas autópsias foram realizadas, o estudo demonstra a extrema utilidade do procedimento (...) para o conhecimento da nova doença", afirmam os autores do trabalho, liderados por Thais Mauad. "Mostramos que o pulmão é o órgão mais afetado, o que não é diferente das outras pandemias."

Além disso, explica a pesquisadora, em alguns pacientes ficou demonstrado que o corpo, sem conseguir combater eficazmente o agente patogênico, tenta conter a replicação viral com um "armamento" imunológico tão pesado que acaba por lesionar os próprios pulmões.

Segundo o trabalho, os mortos pela gripe suína tinham em média 34 anos e eram em maioria homens. Além disso, 76% tinham comorbidades - problemas crônicos, como doenças cardíacas -, o que confirma que a infecção nesse público é muito perigosa. Os sintomas mais comuns foram falta de ar e febre, o que também condiz com as definições oficiais de casos graves.

"Uma vez que os sintomas são diagnosticados, essas pessoas precisam ser agressivamente tratadas", diz Thais. A maioria recebeu tratamento com o antiviral oseltamivir (cujo nome comercial é Tamiflu), mas não havia informação sobre se isso ocorreu nas 48 horas após o aparecimento dos primeiros sinais da gripe, como determina a bula. "São doentes muito graves que tiveram uma evolução muito rápida. Muitas vezes há pouco a fazer. Mas é possível que os quadros sejam causados por uma carga viral não controlada. E o Tamiflu é importante para diminuir a carga viral." A pesquisadora ressalta que o manejo adequado dos casos de gripe suína em Unidades de Terapia Intensiva é essencial. Recomenda-se manter hidratação e ventilação, além de dar antibiótico para manifestações secundárias.

"Quanto maior o número de autópsias em pacientes graves, melhor será o entendimento da doença", comentou sobre o trabalho Nancy Bellei, infectologista da Unifesp. "Mas tivemos o maior número absoluto de mortes do mundo (1.632, segundo boletim de dezembro do Ministério da Saúde) e nem 10% passaram por autópsias." Para Expedito Luna, professor do Instituto de Medicina Tropical da USP, "é preciso ainda esclarecer, nessa epidemia, o que leva os pulmões desses pacientes a ter essa resposta", disse .
fonte:
Agência Estado


Um dos manifestos a favor da necropsia que mais me chamou a atenção foi de um vereador da cidade do Rio de Janeiro. Ele colocou claramente a importancia que tem um SVO e se embasou legalmente para apresentar o requerimento a nivel politico na cidade do Rio.

Número do projeto:
325/2009
PROJETO DE LEI Nº 325/ 2009
DISPÕE SOBRE A IMPLANTAÇÃO DO SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITO (S.V.O) NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.
Autor: Vereador Dr. Gilberto
Leiam a justificativa dele e se baseiem nela para colocar aos seus politicos a importancia de um SVO na sua região.

Justificativa:
Justificativa Nenhum sistema sério de saúde, individual ou coletivo, pode prescindir de um bom serviço de verificação de óbito, com a finalidade de registrar e estimar estatisticamente os tipos de morte chamada natural, hoje melhor chamada de “morte com antecedente patológico”. Só assim, o planejador de saúde terá condições efetivas de executar uma estratégia de tratamento, recuperação e prevenção capaz de alcançar os objetivos almejados. Logo, ninguém de bom senso poderia ficar indiferente a uma proposta desta natureza que viesse em favor da coletividade, contribuindo para as melhorias das condições de vida e saúde da população e ajudando a incrementar as políticas públicas em nosso Município. Considerando a resolução do Conselho Federal de Medicina n.º 1779/2005, que regulamenta a responsabilidade médica na emissão de declaração de óbito; O esclarecimento da causa mortis de todos os óbitos, inclusive os casos de morte natural com ou sem assistência médica, sem elucidação diagnóstica, é de suma importância epidemiológica, facilitando a definição e implementação de políticas de saúde e fidelidade estatística do Sistema de Informação de Mortalidade (S.I.M). A elucidação rápida da causa mortis em eventos relacionados a doenças transmissíveis, principalmente aqueles sob investigação epidemiológica, norteia a implementação de programas sociais preventivos. Vivenciamos problemas referentes ao diagnóstico e informação de ordem jurídica e também epidemiológica das mortes violentas. Porém, nos últimos anos o encaminhamento de cadáveres vítimas de mortes naturais, aos Institutos Médicos Legais, vem aumentando de forma alarmante, chegando a totalizar cerca de 35% do total de necropsias. Através de pesquisas, conclui-se: 1) A quase totalidade dos casos ocorre em famílias de baixa condição econômica; 2) Em cerca de 40% dos casos as famílias recorrem ao serviço público de saúde, mas o médico de plantão alega somente poder fornecer Declaração de Óbito tendo como diagnóstico “morte de causa indeterminada”; ocasionando prejuízo aos direitos dos herdeiros; 3) A maioria dos familiares possui considerável volume de informações médicas (exames, declarações, atestados, receitas médicas, etc.) suficientes para estabelecer diagnóstico de morte; 4) Habitualmente são detectados elementos fortemente sugestivos de corrupção envolvendo fornecimento ilícito de Declaração de Óbitos; 5) Em raríssimos casos existe desejo dos familiares de que seja realizada necropsia. Quase todos desejam apenas a Declaração de Óbito para poder dar prosseguimento aos trâmites necessários para enumação do ente querido; 6) O aumento de custos gerado por estas necropsias em mortes de causas naturais é considerável; 7) Ocorre grande insatisfação por parte da Secretaria de Saúde no que se refere aos diagnósticos de causas de mortes mal definidas, que não produzem nenhum tipo de informação de ordem epidemiológica; 8) Para ser solicitado o exame é necessário o registro de ocorrência policial (R.O), ocorre uma falsa impressão de números relativos a mortes de origem violentas, cerca de 35% acima das reais. A dificuldade na obtenção da Declaração de Óbito gera possibilidade de esquemas de corrupção, envolvendo o seu fornecimento, é possível também obtê-la junto ao médico plantonista de um serviço de urgência, que por sua vez não pode, nem deve parar o atendimento de urgência para dedicar seu tempo à investigação de causas de mortes. Em ambos os casos o resultado é uma Declaração de Óbito com causa de morte mal definida, quando não a famosa “causa indeterminada”. Em termos de Saúde Pública é importantíssimo o conteúdo de uma Declaração de Óbito que, sendo de boa qualidade, será transformada em informação epidemiológica, cujo objetivo é subsidiar aqueles que efetuam o planejamento de ações que visam prevenir mortes. Algumas regiões sofrem com problemas no que se refere à mortalidade de ordem social, devido à dificuldade de obtenção da Declaração de Óbito referente à Saúde pública, uma vez que não são produzidos números significativos de informações epidemiológicas, em decorrências às causas de mortes mal definidas. A solução espontânea da sociedade foi encaminhar os casos para o Serviço Médico Legal, isso atenua em parte os problemas, mas não se revela solução satisfatória além de gerar outros problemas sociais e econômicos. Este projeto de Serviço de Verificação de Óbito é justamente uma proposta de cunho científico, epidemiológico e social, para uma solução ética e definitiva, fundamentada, sobretudo no respeito à cidadania. Os benefícios automaticamente obtidos com o funcionamento do SVO são importantíssimos para o município ou região de cobertura. A obtenção da Declaração de Óbito (D.O), que é um direito de todo cidadão brasileiro, fica muito mais simplificada, inviabilizando a manutenção de esquemas corruptos, envolvendo o fornecimento ilícito de Declaração de Óbito (D.O). A população passa a ter acesso a um serviço especializado de verificação de causa morte, decorrente de causa natural, com conseqüente agilidade na liberação da declaração de óbito e precisa informação epidemiológica. Os médicos dos serviços de emergências (públicos e privados) ficam desobrigados de desviarem-se da sua função específica que é salvar vidas, para envolverem-se em investigações de causas de óbitos. Como o Serviço de Verificação de Óbito (S.V. O) aproveita o protocolo de identificação cadavérica, o médico não se arrisca ser induzido a erro de identificação, o que pode acarretar sérios problemas jurídicos. A população passa a contar com um serviço especializado em fornecer Declarações de Óbitos com boas informações médicas, e também em dar orientações corretas sobre os trâmites a serem seguidos, justamente em um momento em que os familiares encontram-se em intensa comoção e algumas vezes são vítimas de indivíduos inescrupulosos. O preciso preenchimento da Declaração de Óbito transforma-se em informação cuja finalidade científica e epidemiológica é importantíssima, pois propicia ações de saúde com especificidade etiológica e geográfica. Os princípios religiosos e culturais são rigorosamente respeitados, uma vez que não há ilícito penal a apurar


A vitoria do argumento bem embasado é certa:
A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
DECRETA:
Art. 1º - Fica criado o Serviço de Verificação de Óbito (S.V.O) no Município do Rio de Janeiro:
I – O serviço de Verificação de Óbito terá por finalidade esclarecer as causas de mortes naturais com ou sem assistência médica, sem elucidação diagnóstica.
Art. 2° - A implantação desta atividade deverá ser realizada em etapa única, observado prazo máximo de 90 dias.
Parágrafo Único: O Poder Executivo regulamentará a presente lei, estabelecendo os requisitos necessários para sua implantação, norteado na Portaria n.º 1405 de 26 de Junho de 2006, do Ministério da Saúde.
Art. 3º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Plenário Teotônio Villela, 21 de agosto de 2009.


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Temos alem da area de necropsia que aborda:
-necropsia IML
-necropsia SVO

Areas afins como:
Tanatopraxia

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Em breve









Artigos em espanhol:
http://www.post-mortem.com/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Haiti: cultura religiosa

Pela tradição vodu, os rituais fúnebres são longos, e pessoas que não são da família não podem carregar o corpo.

"O ministro Jobim propôs que, para auxiliar as autoridades locais responsáveis pelos sepultamentos, fosse oferecida às famílias praticantes do vodu uma cova em um cemitério que seria construído pela Engenharia do Exército, para onde os corpos poderiam ser transportados pelos próprios familiares, conforme sua tradição, e onde poderiam ser realizados os rituais fúnebres", diz a nota. "Com essa solução, atingia-se o objetivo de apressar a retirada dos cadáveres das ruas, mas mantendo-se o pleno respeito à religiosidade do povo haitiano."

Milhares de pessoas têm sido enterradas em valas comuns no Haiti. Além disso, outras continuam largadas nas ruas ou sob os escombros, causando um mau cheiro intenso nos últimos dias. Alguns habitantes do país utilizavam máscaras, enquanto outros tentavam contornar o problema passando pasta de dente sob o nariz.
Caminhões de entulho do governo têm colocado corpos em valas desde sexta-feira. Ninguém contabiliza, registra imagens ou procura por nomes. Em alguns lugares, pernas e braços de estranhos se trançam em uma dança paralisada, mas aqui o chão foi coberto por uma terra que apaga todo e qualquer sinal de vida.
Junto com tudo o que foi roubado pelo terremoto da semana passada, os haitianos têm que somar outra perda: a habilidade de identificar e enterrar seus mortos. Os rituais funerários estão entre as cerimônias mais sagradas para os haitianos, que são conhecidos por gastar mais dinheiro nos seus túmulos do que em suas próprias casas.
Existe uma importancia cultural grande para os ritos cerimoniais. Isto é fonte da religiosidade local e de tradições, que agora quebradas podem gerar desconforto psicologicos aos sobreviventes. "Manter uma relação com os mortos é o que permite que os haitianos se unam diretamente, através de laços sanguíneos, com um passado pré-escravo", disse Ira Lowenthal, antropólogo que morou no Haiti durante 38 anos. Ele acrescentou que com tantos corpos enterrados fora dos túmulos familiares, onde muitos rituais acontecem, incontáveis conexões espirituais serão cortadas. "Isso é uma violação de tudo o que estas pessoas valorizam", Lowenthal disse. "Por outro lado, as pessoas sabem que não têm escolha." A situação de calamidade publica gerou a necessidade de enterrar urgênte os corpos, assim evitando situações mais graves de saúde publica, pois a falta de alimento e agua ja é um problema serio no pais. Dentro e fora de Porto Príncipe, o geralmente alto padrão cerimonial foi abandonado. As ruas têm menos corpos agora, mas o necrotério está superlotado e casas funerárias têm mais corpos do que podem embalsamar. Existe a falta de varios recursos no pais, inclusive materia prima para produtos funerarios.


De acordo com Beauvoir, os seguidores do vudu costumam celebrar enterros durante nove dias, reunindo família, amigos e inimigos do morto. É um evento onde todos comem e bebem, explicou a autoridade religiosa para o jornal espanhol. Todos falam o que quiserem sobre a pessoa, sejam coisas boas ou ruins.

Eles acreditam em reencarnação e que cada um vive como homem oito vezes e outras oito como mulher, depois se integram a Deus e tomam conta de tudo que existe no universo.









artigos:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Importancia social da necropsia

Agora vou apresentar trechos de artigos, com o objetivo de mostrar que algumas autoridades mais esclarecidas reconhecem a inportancia desse trabalho. (SES-Mato Grosso) Serviço de Verificação de Óbito auxilia na definição de políticas públicas de saúde A Secretaria de Estado de Saúde aderiu à Rede Nacional de Serviço de Verificação de Óbito e Esclarecimento da Causa Mortis.



Em Mato Grosso esse serviço é oferecido pela Saúde do Estado, em parceria com a Fundação Universidade Federal de Mato Grosso, com funcionamento no Departamento de Anatomia e Patologia do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM). “A proposta do Ministério da Saúde é a formação da Rede Nacional de Serviços de Verificação de Óbitos e Esclarecimento da Causa Mortis, integrada ao Sistema de Vigilância Epidemiológica, sob a gestão do Sistema Único de Saúde. O Ministério tem prazo de formação da rede em quatro anos, em todo o pais”, revelou a Superintendente de Vigilância em Saúde da Ses, Maria Conceição Encarnação Villa. A importância do serviço reside no fato de que o esclarecimento das causas da morte de um paciente é fundamental para a definição das políticas de saúde, da implantação de medidas oportunas de vigilância às doenças, para a promoção de diagnósticos e para o acompanhamento de surtos ou casos isolados de doenças emergentes ou reemergentes. A investigação da causa mortis também contribui para o melhoramento do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde (MS). ”O SVO será o responsável pela realização de necropsias em pessoas que morreram sem conhecimento da causa mortis ou com diagnóstico de moléstia não definida ou não identificada. A demanda do SVO será de instituições de saúde pública ou conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS). Os hospitais já possuem protocolo que normatiza o atendimento e os casos não decorrentes de violência é que serão aceitos. Já os casos decorrentes de morte por violência ou por causa externa são normalmente encaminhados para o Instituto Médico Legal”, explicou Conceição. No primeiro trimestre de funcionamento (Dezembro de 2006, Janeiro e Fevereiro de 2007) O SVO realizou 95 necropsias. “Da investigação desses casos chegamos a conclusões interessantes. Por exemplo, foram encaminhados para investigação da causa mortis, mais homens do que mulheres nesses três meses (59 homens e 36 mulheres), e a média de idade foi de 70 anos, com variação entre 48 a 95 anos”, informou Conceição. Também foram levantadas as principais causas que levaram essas pessoas a óbito: insuficiência respiratória, insuficiência cardíaca, doenças cardiovasculares e diabetes mellitus foram as que mais provocaram mortes nos casos registrados e encaminhados ao SVO. O meio de acesso ao Serviço de Verificação de Óbito é o Serviço Social. “Sendo assim a assistente social, que faz parte da equipe do SVO, é orientada a abordar a família , ao solicitar permissão para a realização da necropsia, de forma cuidadosa e bondosa, respeitando a dignidade dos familiares. Alguns acreditam que a necropsia pode deixar o corpo de seu ente querido falecido deformado ou mutilado. Isso não acontece. A aparência externa do corpo não sofre nenhuma alteração”, explicou Conceição Villa. A equipe do SVO é composta por 4 técnicos em necropsia, 4 médicos patologistas, uma assistente social, um auxiliar de necropsia, um responsável técnico e um gerente. O atendimento para recebimento dos casos que vieram a óbito funciona durante 24 horas. A equipe técnica para realização das necropsias atua num plantão de 12 horas, das 7 horas da manhã às 7horas da noite.

PROCEDIMENTOS – A necropsia para a verificação da causa mortis desconhecida obedece ao Código de Processo Penal que, no seu artigo 162, reza que ”a autópsia só poderá ser feita pelo menos seis horas depois do óbito, salvo se os peritos, pela evidencia dos sinais de morte, julgarem que possa ser feita antes daquele prazo, o que declararão no auto”. Por isso a recepção do corpo é feita por uma assistente social que comunica a família sobre os procedimentos legais, tempo E as etapas.

ETAPAS – A necropsia começa com um exame visual acurado desde a pele do morto até os órgãos internos, que são descritos e dos quais se retira fragmentos. Esses fragmentos são transformados em lâminas histológicas que são, então, analisadas em microscópios. Eventualmente podem ser necessários exames complementares como exame hematológico, bioquímicos, sorológicos, microbiológicos e imunohistoquímicos. Terminada essa fase é elaborado um relatório final. Nos casos em que o falecimento ocorre no interior do Estado, os municípios são orientados a realizar a necropsia, retirar as vísceras do cadáver e enviá-las para o SVO, acompanhada da Declaração de Óbito, onde a investigação da causa mortis é realizada. “A Declaração de Óbito é um instrumento imprescindível para a construção de qualquer tipo de planejamento de saúde, o que significa a adoção de uma política adequada de saúde que pode fazer a diferença entre a vida e a morte para muitas pessoas”, finalizou Conceição Villa. Sobre reportagens: Artesãos da Morte: técnicos de necrópsia explicam quem são, o que fazem e a importância da conservação do cadáver para a utilização da maquiagemO embalsamamento não é uma técnica nova e sim pouco divulgada. Se nos cuidamos em vida, porque não divulgar o trabalho destes profissionais fantásticos que cuidam de nós após a morte? A preocupação maior é amenizar a dor do choque, principalmente da família.



Reportagem

Quem tem medo da morte?
Com certeza eles não tem. Lidam com ela vinte e quatro horas por dia e garantem que nada relacionado à isso os assusta.
Trabalhar com o corpo humano é considerado por alguns um privilégio, já que são poucos que tem a coragem de explorar esta maravilhosa máquina. Eles são os profissionais que realizam um trabalho fantástico, ao contrário dos médicos, que cuidam do corpo vivo, se responsabilizam por tratar e cuidar de um ser humano morto. São os embalsamadores de cadáveres, profissionais que têm a tarefa de preparar o corpo do falecido e fazer com que ele fique o mais "apresentável " possível na hora do velório. A idéia é, em partes, amenizar a dor da família, esta que, - mal falando - após a devida conservação do corpo, têm a impressão de que o falecido está apenas dormindo, tamanha a perfeição do trabalho dos embalsamadores, que juntamente com os maquiadores, realizam um trabalho acima de tudo artesanal. O trabalho dos maquiadores não teria sentido sem o do embalsamador. Não existe a possibilidade de falar de um sem citar o outro. Um conserva o corpo, o outro dá os retoques finais de preparação para o velório. De acordo com o necropsista Geraldo Ferreira, de 63 anos, para haver a maquiagem de um cadáver é extremamente importante que antes haja o embalsamamento. Isso porque ao maquiar um corpo não conservado, higienizado e preparado podem ocorrer acidentes, como por exemplo, vazar algum tipo de fluído " principalmente sangue - por um dos orifícios naturais do corpo " nariz, boca, ouvidos. " O corpo embalsamado, uma vez feita a maquiagem pode durar muito mais tempo, até dias em relação ao não preparado. Uma maquiagem desmanchada por um vazamento pela narina, por exemplo, é muito mais agravante para a família do que uma maquiagem bem feita em um corpo anteriormente preparado corretamente", explica Cirino Santos, necropsiador e diretor técnico da empresa Labtemforj (Laboratório Técnico de Embalsamamento e Formolização no Rio de Janeiro) localizado no bairro de Inhaúma. Os profissionais são contratados quando trabalham em laboratório. Mas também existem os free lancers " profissionais temporários " mas não são divulgados porque muitas vezes trata-se de trabalhadores clandestinos que não são reconhecidos pelo meio funerário.

Um profissional que trabalha com embalsamamento e maquiagem ganha em média entre 2.200 e 3.000 reais por mês e o custo do serviço para os familiares chega a variar de 360 a 1500 reais. "Não tenho como dizer quanto ganha um profissional que trabalhe só com maquiagem porque isso é raro.

Geralmente o maquiador é também embalsamador porque um trabalho depende do outro", completa Geraldo. Um técnico de necrópsia trabalha devidamente protegido. Luvas, avental, óculos de visão panorâmica que facilita a visão por todos os ângulos, entre outros fazem parte dos instrumentos que protegem o profissional. Já em ação, a pinça dente de rato, o escorpo, a costótola, o enterótomo, o barbante, sondas e até bico de regador são usados na construção de um embalsamamento. Já o maquiador utiliza materiais comuns de maquiagem, principalmente um reativador - espécie de base -, batom , rímel e lápis no caso das mulheres e nos homens apenas um reativante nos lábios, sobrancelhas e rosto. O material é metade nacional - bases, batom, rímel " e metade importado " cera necrofílica, a solução à base de formol, os reativantes. O custo do material é variado, dependendo do tipo de morte. Há casos em que é necessário a utilização da cera necrofílica " perfuração por bala, por exemplo -, outros não. O processo todo de conservação de um cadáver é lento e o tempo em que ficará retido no laboratório depende de diversos fatores, entre eles o tipo de morte. Ao chegar, retira-se a roupa do cadáver " existe uma pessoa que ajuda a fazer este trabalho-, porque ele geralmente está exalando algum odor desagradável. Depois é colocado em uma mesa, higienizado com cloro, dá-se um banho medicinal e a partir daí que começa o trabalho do embalsamador. Ele começa a incisão por um vaso calibroso, o femural, por exemplo, introduz uma sonda e logo depois um canalizador que vai viajar por todo corpo. Se não houver a possibilidade de se começar pela femural, outros vasos como a carótida, aorta ou umeral podem ser utilizados mas para isso tem-se que abrir o cadáver. E se mesmo assim não der, o processo de embalsamamento terá que ser feito ponto-a-ponto com uma agulha. Então esse cadáver não demorará mais quatro horas para sair do laboratório, mas seis, oito ou até um dia. "Há casos em que não dá para fazer por vasos calibrosos e temos que fazer o embalsamamento ponto-a-ponto (a cada meio centímetro do corpo faz-se um furo com uma agulha) e isso demora. . Portanto sempre digo que só a partir de duas horas aqui no laboratório que eu posso dizer para a funerária ou para os familiares quanto tempo o cadáver ficará retido aqui", explica Geraldo Ferreira. O embalsamamento protege não só o corpo mas como a família dentro da capela. Isto porque uma pessoa pode morrer de uma doença infecto contagiosa " tuberculose ou aids, por exemplo - e uma vez preparado, conservado e devidamente limpo, este corpo não apresentará mais riscos de transmissão de doenças. O trabalho do embalsamador é proteger o corpo e a família, de todo e qualquer problema. E o cuidado dos profissionais não é só com o cadáver. Eles tem que adotar diversas medidas de segurança porque nunca sabem com quem estão lidando. "Todo cadáver que chega aqui é cuidadosamente manuseado. Porque nós temos primeiro que nos proteger, visando a proteção da família e principalmente de todas pessoas que tocarem o corpo, seja o maquiador, o embalsamador ou até o motorista da ambulância", conta o diretor do laboratório de embalsamamento Labtemforj, Cirino Santos.

Ser embalsamador não é tarefa fácil.
Em alguns casos, como explica o necropsiador Geraldo, o corpo chega no laboratório totalmente desfigurado, tornando o trabalho de reconstituição muito difícil. Em casos de atropelamento ou incêndio, ele conta que por muitas vezes a família manda uma foto do falecido para que haja a reconstrução. Geraldo chega a ficar até seis horas, ou às vezes quase um dia na preparação de um corpo deste caso. " Uma pessoa que levou um tiro, que ficou com um furo no rosto, por exemplo, temos a obrigação de colocar tudo no lugar, os ossos, a pele, ou seja, reconstituir. Tudo tem que ser muito bem suturado para o maquiador poder trabalhar e esconder totalmente o ferimento para não causar mais um impacto à família", diz. Em casos de tiro ou qualquer outra perfuração no corpo que a roupa não possa esconder, Cirino esclarece que é usado uma cera necrofílica, que é colocada após a sutura do técnico embalsamador. Isso faz com que o buraco suma, facilitando o trabalho final do maquiador. O trabalho perfeito consiste em fazer com que o cadáver, que por muitas vezes, chega ao laboratório assustador para o técnico quem dirá para a família, saia de lá com um aspecto "vivo", causando assim menos impacto nos familiares que já têm que suportar a dor da perda. O trabalho do embalsamador é acima de tudo, social. O ofício de preparação de cadáveres para velório é bonito e é uma profissão regulamentada. Como foi citado antes, o profissional habilitado a apenas maquiar cadáveres é raro. Existe o embalsamador que é responsável por todos os estágios de conservação do corpo. Apesar de existirem cursos técnicos para maquiadores " em São Paulo, Belo horizonte e Bahia - a profissão isolada ainda não é reconhecida. "Fiz o curso de embalsamador na Unesp em São Paulo e não tenho conhecimento nem de curso para maquiadores nem embalsamadores no estado do Rio de Janeiro", diz o técnico Cirino. "A prática me ensinou", complementa o também Policial Civil, Geraldo Ferreira. Michele Cristina Fardilha, de 31 anos, trabalha há quase um mês com os dois técnicos de embalsamamento " Geraldo e Cirino " no laboratório Labtemforj, em Inhaúma. Ela diz ser ajudante dos profissionais e, apesar de trabalhar com maquiagem de cadáveres, afirma que ainda não tem curso técnico para tal. O trabalho de Michele é auxiliar os técnicos com os materiais, colocar o corpo na mesa para iniciar a preparação, costurar, enfim, a jovem está aos poucos se profissionalizando na área de embalsamagem. "Tenho medo de morrer mas não tenho de lidar com isso. Parece contraditório. Mas acho que o medo de morrer vem principalmente quando eu vejo crianças", diz. Medo é algo que os técnicos que trabalham com cadáveres realmente não têm. Por outro lado existe um fator que os incomoda: o preconceito. " Existe um preconceito muito grande. Já tiveram pessoas que não apertaram a minha mão justamente por eu trabalhar com esse tipo de atividade. Ninguém se preocupa em saber se trabalhamos protegidos ou não", ressalta Cirino. "Tem uma amiga minha que disse que não ia comer mais a minha comida", acrescenta Michele. Sobre esta questão, Geraldo Ferreira, que já trabalhou no Instituto Médico Legal e está há quarenta anos no ramo diz que o preconceito existe até no meio funerário. "O cara chega aqui e não ultrapassa a porta. Ele fica dali para fora e é porque já tem um certo preconceito. Esse preconceito não é só com a gente, é com o coveiro, o lixeiro". Ele acrescenta que no círculo de amizades procura não lembrar do que faz, porque com certeza se o fizer, comentários surgirão, até pela idéia que a sociedade faz de morte. Quando se fala em cadáver, a reação que a maioria das pessoas têm é de nojo. Preconceito incomoda quem trabalha em funerárias ou laboratórios de embalsamamento. Apesar disso, é difícil de acreditar que não existe nenhum tipo de nojo ou medo por parte dos profissionais. Geraldo Ferreira conta que antes de trabalhar com isso, ao ver um cadáver tinha dor de cabeça e diarréia mas com o tempo se acostumou. Ele é estudioso da obra de Alan Kardec e afirma discordar em uma passagem do autor, quando ele diz que toda pessoa que trabalha com o corpo humano é naturalmente um materialista. Cirino afirma com absoluta certeza que não tem medo de morrer e que não acredita em morte. Ele diz acreditar no espírito. Para ele o espírito não morre, aliás, ele ressalta que nem a matéria morre, se transforma. " Creio muito mais em Deus agora. Quando vejo a máquina que ele fez. O corpo humano pra mim é divino e eu tenho orgulho de pode viajar por ele. Um amigo meu já dizia que todo ser humano deveria passar pelo menos duas horas dentro do IML para saber um pouco do próprio corpo", finaliza Geraldo Ferreira, o mais antigo necropsiador do Rio de Janeiro, que já preparou o corpo de famosos como por exemplo, do ex presidente Juscelino Kubitscheck.


Autor: Nathália Rodrigues e Thayana Araujo



Fica ai para tirar qualquer duvida. necropsista
video

sábado, 2 de janeiro de 2010

fase-1 - Regulamentação da profissão de necropsista

Em 2010
Vamos buscar lutar pelo reconhecimento da profissão de necropsista
(assistente/auxiliar/tecnico de necropsia)

Campanha: Mande um e-mail para seu representante politico. Peça apoio para:

1)Reconhecimento da profissão de necropsista

2)Abertura de conc publicos para a area de necropsia

3)Leis especificas para regulamentar a profissão

Acesse o line-mails:

Deputados federais
http://www.florianonet.com.br/politicoscorruptos/deputado.html

Deputados estaduais
http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/menuitem.da21f6f4ac9f7dc5afd3eb4bf20041ca/?vgnextoid=df1ee3bac7f57110VgnVCM100000590014acRCRD


Funções de necropsista
As atribuições da função-atividade de AUXILIAR TÉCNICO DE SAÚDE (AUXILIAR DE NECROPSIA) para o SERVIÇO DE ANATOMIA PATOLÓGICA DAS UNIDADES MÉDICAS E DE APOIO DO INSTITUTO DO CORAÇÃO, serão as seguintes:

- Receber e entregar cadáveres de pacientes falecidos no Hospital, acondicionando-os em geladeira

- Realizar a necrópsia dos pacientes, nos casos pertinentes

- Proceder ao preparo do corpo pós-mortem, incluindo eventual formolização ou embalsamento do mesmo

- Entregar do corpo aos familiares e Serviço Funerário

- Realizar a limpeza e manutenção da sala de necropsia e utensílios

- Preparar soluções químicas utilizadas na conservação e trato de espécimes anatômicos

- Acondicionamento, manuseio e recorte de peças anatômicas mantidas em soluções químicas fixadoras

- Auxiliar o médico no exame de peças anatômicas, realizando eventualmente fotografias e dissecções.


Funões do tecnico de necropsia na area de anatomia:
1. Preparar substâncias empregadas nas técnicas de preparação e conservação dos
cadáveres.
2. Preparar cadáveres e peças anatômicas para exposições, estudos, pesquisas e
exames.
3. Formalizar, embalsamar e reconstituir cadáveres e peças anatômicas humanas e de
animais.
4. Assessorar docentes e alunos em aulas práticas.
5. Preparar cadáveres humanos para entrega a familiares e/ou a órgãos competentes.
6. Manter os cadáveres em câmaras frias e ou tanques especiais.
7. Supervisionar as atividades do setor.
8. Obedecer à legislação específica no que se refere ao trato de cadáveres.
9. Trabalhar segundo normas de segurança, saúde, higiene e preservação ambiental.
10. Zelar pela manutenção, limpeza, conservação, guarda e controle de todo o material,
aparelhos, equipamentos e de seu local de trabalho.
11. Participar de programa de treinamento, quando convocado.
12. Executar tarefas pertinentes à área de atuação, utilizando-se de equipamentos e
programas de informática.
13. Executar outras tarefas compatíveis com as exigências para o exercício da função.


Conheçam um pouco mais da nossa realidade.
Entrevista Claudemir Brune - técnico em necropsia
As dificuldades da profissão que lida com tragédias, morte e sofrimento alheio

Anita Souza -

Técnico em Necropsia, esta é uma das profissões que poucas pessoas resistem as suas dezenas de dificuldades. Uma delas é saber lidar com o emocional. Ver uma pessoa morta já é algo desagradável, ainda mais se o cadáver estiver desfigurado. Seja no final de semana, feriado, madrugada, este profissional sempre vai precisar se dedicar ao máximo na ocupação escolhida.
Claudemir Brune, de 43 anos, é o único profissional da categoria que trabalha no Instituto Médico Legal - IML - de Balneário Camboriú, e se não bastasse atende sozinho desde o município de Camboriú até a região de Canelinha.
Claudemir é natural da cidade Herval do Oeste, situada no meio oeste catarinense. O técnico se declara apaixonado pela profissão escolhida, e se diz fascinado pela área da saúde. Como encontrou dificuldades em estudar Medicina, optou pelo curso de Contabilidade. Por muitos anos trabalhou como auxiliar de escritório, mesmo assim, o sonho antigo de lidar com o corpo humano falou mais alto. Claudemir prestou concurso na Polícia Civil, e finalmente tornou-se técnico em Necropsia.
Claudemir Brune é o entrevistado desta semana na Tribuna Catarinense, e irá revelar algumas curiosidades desta profissão, que ele mesmo julga "pouco valorizada".

Tribuna - O que faz um técnico em necropsia?
Claudemir - Trabalho pela manhã no IML, e fico de plantão, no celular, 24 horas. O Copom - Centro de Operações da Polícia Militar é quem me aciona, desde que tenha ocorrido uma morte violenta. Vale salientar que não morte natural. Eles me notificam e me passam o endereço da ocorrência, e dizem se a pessoa foi esfaqueada, baleada, acidentada, suicídio, ou foi encontrada morta numa área pública, e há sinais de lesões, alguma coisa que configure a morte violenta. Vou até o local. Também é acionado o pessoal da delegacia, e juntamente o perito criminal. É todo um conjunto. Logo após, faço uma verificação, e vejo a necessidade de trazer para o Instituto Médico Legal - IML. Primeiramente faço uma ficha de entrada, com todos os dados da pessoa. É feito um reconhecimento visual por um parente, para se ter certeza se realmente é a pessoa, em seguida, é feita a necropsia juntamente com o médico legista. Posteriormente, o corpo é liberado para a família.

Tribuna - Qual a maior dificuldade da profissão?
Claudemir - Atualmente, uma das maiores dificuldades é falta de valorização profissional. Não só o técnico em Necropsia, mas também como o investigador, o escrivão, enfim, é um conjunto. Teria que se valorizar mais estes profissionais e também trazer estrutura. Por exemplo: o IML hoje, teria que ter um papelocopista de plantão, uma dupla de técnico em Necropsia, porque fica difícil trabalhar sozinho. Teria que ter também de plantão o médico legista, o odontologista, clínico legista. Todo um conjunto, par quando der uma ocorrência, todos em seqüência entrariam em função. No caso de um corpo não identificado, inclusive, até mesmo um fotografo de plantão para fazer fotos de qualidade, que serviriam para o inquérito policial. Para colher uma impressão digital adequado, é necessária a presença de um papelocopista, porque se nós fizemos, pode acontecer de colhermos uma impressão que não vai dar leitura. Estrutura e valorização profissional não estão faltando só aqui em Balneário, mas em todo o Estado.

Tribuna - A sua profissão era vinculada à Polícia Civil, e desde 2005 passou a ser responsabilidade do Instituto Geral de Perícias - IGP, porém ainda subordinada à Secretaria de Segurança Pública - SSP. Como você vê esta mudança? Melhorou ou piorou? E como estão os exames de DNA?
Claudemir - Desde a mudança, senti uma melhora. Acredito que daqui pra frente, só tende a melhorar. Há uma expectativa de melhoras. Sobre os exames de DNA, durante a necropsia colhemos sangue do individuou ou algum tecido, e enviamos para o IGP em Florianópolis. Chega lá, o material colhido entra na fila de espera, tem todo aquele procedimento, ás vezes já tem 1500 na frente, então, precisa ter estrutura. Não se pode mais deixar de investir em segurança. A imprensa está aí sempre divulgando o que ocorre e mostrando a necessidade de profissionalizar a SSP, com equipamento e tecnologia. Até mesmo para agilizar as investigações.

Tribuna - Qual a necropsia mais trabalhosa?
Claudemir - O acidente, a arma branca, o suicídio e afogamento não são tão complicados quanto o homicídio por PAF - Projeto de Arma de Fogo. Por quê? Além de você precisar traçar o trajeto deste projétil, você precisa encontrar ele. Porque isto é fundamental para fazer a balística. Não pode acontecer de não encontrar o projétil. Os projeteis com calibre 22 e 32, são ainda mais complicados, porque eles são menores. Se o corpo apresentar várias perfurações, procuramos encontrar todos os projéteis, porque pode ter sido usado dois tipos de arma. O tórax é a parte do corpo mais trabalhosa para a necropsia, em função das vísceras e camadas de gordura. A parte abdominal também é bastante complicada, porque o projétil pode ter ficado alojado na coluna. .

Tribuna - Qual a principal causa das maiorias das mortes em Balneário Camboriú e região? Qual seria a colocação destas causas até o terceiro lugar?
Claudemir - Por incrível que pareça deste que trabalho em Balneário, em primeiro lugar vem o atropelamento, principalmente na nossa BR. É campeão. Depois vem os acidentes com moto e carro. Em terceiro lugar o homicídio, principalmente por arma de fogo.

Tribuna - Como você vê a procura das pessoas, pela profissão de técnico em Necropsia?
Claudemir - Acredito que quando abrir concurso vai ter um batalhão de candidatos, que vão precisar passar pelas etapas. Mas a partir do momento que eles venham exercer a profissão, e que comecem a pegar uma situação atrás da outra, em cima dos plantões. Aonde precisa fazer. O que vai acontecer? De dez fica um. O candidato precisa ter o mínimo de estrutura física, porque tem que ter força e emocional. Estes dois fatores são essenciais. Hoje em dia, são poucos que estão exercendo a função plena. Antes muitos passavam para técnico em necropsia, não se acostumavam, e mudavam de função. Hoje em dia não se tem opção. Se você escolher esta profissão, você fica ou não fica. Quem fizer a inscrição, já vai ser orientado sobre isto durante o curso. Optou, você vai do começo ao fim.
fonte:
http://www.jornaltribuna.com.br/entrevistas.php?id_materia=27584

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vamos fazer reconhecer nossa profissão: NECROPSISTAS

Bom! dia.
Estou escrevendo com o intuito de promover justiça com relação a uma profissão importante para a sociedade, que não esta tendo o devido valor. Eu me refiro a profissão de auxiliar/Técnico de necropsia. Este profissional é responsável cela parte de apoio ao medico patologista em hospital ou apoio ao legista no IML. É um profissional que pela Historia não obteve reconhecimento. Começou com pessoas ditas da classe baixa, que faziam à parte de cortar e costurar. Com o tempo, os estudantes de medicina só dissecavam os cadáveres específicos da faculdade, nos casos de Verificação de Obsto e Medicina Legal, foram colocados pessoas ainda desqualificadas que conseguem fazer o trabalho. Devido à falta de boa qualificação esses profissionais foram deixados de lado e em todos os casos tanto policiais como as catástrofes, somente legistas e peritos são exaltados, deixando esse pessoal em plano escuro ou levando ao bálano obscuro. A sociedade vê esse profissional como alguém mórbido e até com muito receio, muitas lendas e preconceito foram criados, mas na verdade o que acontece, são pessoas da área, gente despreparada, pouco orientada e sem conhecimento profissional, ate porque nunca existiu curso que os prepare bem, nem para trabalhar em hospitais e nem na policia, mesmo cursando academia. Hoje em dia com o aumento de series de TV com CSI e outros filmes, internet, e outros meios. Pessoas curiosas e outras interessadas na área começaram a procurar esse tipo de curso e escola vem surgindo com o objetivo maior de preparar pessoas para entrar na área de tanatologia, que inclui: necropsia, tanatopraxia, necromaquiaggem e áreas de funerária. Esses cursos também são importantes porque dão aos novos profissionais noção e visão diferenciada da profissão. Por esse empenho de elevar e divulgar essa nova visão é que me levou a lhe escrever para lhe pedir apoio nessa divulgação. Apesar de ser professor do curso de necropsia da escola Coração de Jesus, não é minha pretensão fazer propaganda, mas sim divulgar a profissão e mostrar o valor.
A necropsia é um trabalho digno, que elucida mortes criminais e patolgicas, pode ser na area estadual ou municipal. Nossa atividade feita de forma correta e rapida alivia no tempo o sofrimento de pessoas em momentos de grande dor.
. Gostaria de saber por que os políticos não investem na área de verificação de óbito, que pode acontecer em hospitais públicos, e que esse tipo de trabalho gera muitos conhecimentos científicos? Por que esse desinteirice na área de saúde no BRASIL?
Deveria haver mais concursos para necropsia, assim poderia suprir essa ausência de atitude administrativa em relação a uma area que cobre muitos aspectos, tanto jurídicos com cientificos.

Segue o e-mail dos deputados de São Paulo.
Vamos escrever para nossos representantes

Deputado E-mail / Página Pessoal Partido
Adriano Diogo
adiogo@al.sp.gov.br
PT
Afonso Lobato
padreafonso@al.sp.gov.br
PV
Aldo Demarchi
ademarchi@al.sp.gov.br
DEM
Alex Manente
alexmanente@al.sp.gov.br
PPS
Ana do Carmo
anadocarmopt@al.sp.gov.br
PT
Ana Perugini
aperugini@al.sp.gov.br
PT
Analice Fernandes
afernandes@al.sp.gov.br
PSDB
André Soares
asoares@al.sp.gov.br
DEM
Antonio Mentor
amentor@al.sp.gov.br
PT
Antonio Salim Curiati
scuriati@al.sp.gov.br
PP
Baleia Rossi
baleiarossi@al.sp.gov.br
PMDB
Barros Munhoz
barrosmunhoz@yahoo.com.br
PSDB
Beth Sahão
bsahao@al.sp.gov.br
PT
Bruno Covas
brunocovas@uol.com.br
PSDB
Camilo Gava
cgava@al.sp.gov.br
PV
Campos Machado
cmachado@al.sp.gov.br
PTB
Carlinhos Almeida
carlinhos@carlinhos.org
PT
Carlos Giannazi
cgiannazi@al.sp.gov.br
PSOL
Cássio de Castro Navarro
cassionavarro@al.sp.gov.br
PSDB
Célia Leão
cleao@al.sp.gov.br
PSDB
Celino Cardoso
ccardoso@al.sp.gov.br
PSDB
Celso Giglio
cgiglio@al.sp.gov.br
PSDB
Chico Sardelli
chicosardelli@al.sp.gov.br
PV
Conte Lopes
clopes@al.sp.gov.br
PTB
Davi Zaia
dzaia@al.sp.gov.br
PPS
Donisete Pereira Braga
dpbraga@al.sp.gov.br
PT
Ed Thomas
edthomas@al.sp.gov.br
PSB
Edmir Chedid
echedid@al.sp.gov.br
DEM
Edson Ferrarini
eferrarini@al.sp.gov.br
PTB